terça-feira, 18 de Setembro de 2007

Já não falta assim tanto tempo!...

Depois de algumas pesquisas feitas, descobri algo assustador. Os cientistas estimam que para o ano de 2025 Portugal será escasso de água (potável). Muitos dos Portugueses não se preocupam com esta previsão dos cientistas, mesmo sabendo que estarão vivos. A falta de água potável poderá ser um motivo para a aumentar a emigração, a pobreza, as doenças… E a água é um bem essencial a todos nós, por isso, devíamos estar a unir esforços para combater os efeitos pela falta deste recurso.
Vários cientistas já têm dito que o clima está a mudar, mesmo sem a intervenção do Homem, o facto é que com a sua intervenção acelera esta mudança. Os nossos políticos estão demasiado ocupados em “betumar os nossos solos” (aeroportos, complexos centros comerciais, habitações, estradas onde possam buscar mais ganho…), em vez de se preocuparem com assuntos de interesse à nossa sociedade. Aproveitar o mar, a dessalinização, poderá ser uma das soluções encontradas para minimizar a escassez de água potável.
A realidade é que podemos fazer sempre algo para vivermos num mundo melhor. Sabia que um chuveiro gasta cerca de 6 a 25 litros de água por minuto. Exemplo para um duche de 15 min, se fechar o chuveiro enquanto se ensaboa ou diminuir o duche 5 minutos pode poupar cerca de 80 litros. Um contributo hoje! Um alcance amanhã!
Mas para desanuviar um pouco aproveite as férias! Quebre a rotina!


Joel Reis

Pegadas na Areia

Uma noite tive um sonho. Sonhei que estava andando na praia com o Senhor. Através do céu, passavam cenas da minha vida. Para cada cena que passava, percebi que eram deixados dois pares de pegadas na areia, um era o meu e o outro era do Senhor. Quando a última cena de minha vida passou diante de nós, olhei para trás, para as pegadas na areia,e notei que muitas vezes no caminho da minha vidaficara apenas um par de pegadas na areia. Notei também que isso acontecera no momentos mais difíceise angustiosos do meu viver.Isso aborreceu-me deveras, e perguntei então ao Senhor: "Senhor, tu me disseste que, uma vez que eu resolvi te seguir, tu andarias sempre comigo, todo o caminho, mas notei que durante as maiores atribulações do meu viver, havia na areia dos caminhos da vida, apenas um par e pegadas. Não compreendo porque nas horasque mais necessitava de ti, tu me deixastes. "O Senhor respondeu: "Meu precioso filho. Eu te amo e jamais te deixarianas horas da tua prova e do teu sofrimento. Quando vistes na areia, apenas um par de pegadas, foi exatamente aí, que eu te carregava nos braços."

segunda-feira, 17 de Setembro de 2007

Concurso de Sopas '07

O concurso de sopas 2007 realizar-se-á no dia 29 de Setembro e à semelhança dos anos anteriores a organização pertence à AJISCE, contando com o patrocinio da Junta de Freguesia. Este é mais um evento com muita tradição que é proporcionado à população, por isso compareça e prove a nossa gastronomia.

Torneio de Volei

De 17 a 22 de Julho
Bloco de areia do Jardim da Confraria
Inscrições até 8 Julho
3 elementos (no máximo) por equipa
Preço: 10 euros
Podem inscrever-se aqui, fazendo um 'comentário' com os seguintes dados:
- nome da equipa
- nomes dos elementos da equipa
- contacto
ou então enviem uma mensagem para samaritanos@sapo.pt com as mesmas informações.

Ciclopaper

Dia 15 de Julho às 9:00
Partida: Jardim da Confraria
Inscrições até dia 10 Julho
4 elementos por equipa
Preço: 6 euros
Podem inscrever-se aqui, fazendo um 'comentário' com os seguintes dados:
- nome da equipa
- nomes dos elementos da equipa
- contacto
ou então enviem uma mensagem para samaritanos@sapo.pt com as mesmas informações.
TORNEIO DE VOLEI E CICLOPAPER - inscrições abertas!

Convivio de Garrafão - 10 Junho






Dia de Convivio, no Parque do Buçaquinho em Cortegaça... O tempo é que não ajudou, mas foi suficiente!

Verdades e Mentiras

Há uns dias, deu na televisão um documentário chamado “Código de Cristo – O Túmulo Perdido” onde se narrava uma descoberta bombástica: foram encontradas as ossadas de Jesus, dos seus pais e de sua esposa, mais o seu filho. Portanto, segundo este documentário, estamos perante uma Igreja enganada há dois mil anos. Não só Cristo não ressuscitou, como até casou e teve filhos. Se tudo isto for verdade, então o Cristianismo não passa de uma enorme mentira.
Então, em que devemos acreditar? Que valor tem a nossa fé? Porque se coloca tudo em causa agora? Não me espanta, que as pessoas mudem a sua opinião, pois muitas são moldadas pelo que vêm na televisão, e retiram julgamentos precipitados. E claro, a ciência tem sempre uma base para tudo.
Ora, sendo perfeitamente possível esta descoberta, posso ser juiz em causa própria. Ou seja, posso fazer a minha própria análise.
A mim, pouco me preocupa se o túmulo estava vazio ou não, aquando da ressurreição de Cristo. O que importa é que Cristo está em Deus, está em todo o lado, e não é por este túmulo ter aparecido – se for verdade – que vai deixar de estar. A meu ver, a ressurreição não tem nada a ver com o aspecto físico da questão, ou seja, não significa que um corpo inanimado, passe a reanimado. Vai muito além disso. Tem a ver com uma passagem para uma vida qualitativamente diferente, de um corpo que está sempre presente, que se expressa diariamente em acções de fé e solidariedade.
Cada ser humano expressa a sua fé de acordo com a sua crença. Levar cada Homem à plenitude, à realização dos seus sonhos, à capacidade espiritual de se exceder – tanto nas suas acções como nas acções de out

Dia da Mãe

No dia 6 de Maio, após um convite feito a mais de uma centena de mães, realizou-se, no salão paroquial, uma simples celebração em comemoração do dia da mãe. Embora não estivessem presentes todas as mães que foram convidadas, podemos afirmar que a aderência foi boa, estando presentes alguns pais. Nesta celebração rezamos, cantamos, reflectimos e, no final, oferecemos rosas vermelhas a todas as mães presentes. As mães dos elementos do grupo de jovens também receberam um pequeno livro especialmente dedicado a elas.
Agradecemos a quem esteve presente a sua participação e contamos com a vossa presença, e a de mais mães, para o ano.


“Mãe,
Por tudo o que pagaste sem deveres,
Por tudo o que sofreste sem dizeres,
Por tudo o que ensinaste sem quereres,
Por tudo o que vivestes sem viveres,
Por tudo o que lutaste sem venceres,
Por tudo o que me destes sem saberes,
Bem hajas, minha mãe, que bem mereces!”

Mãe e Mulher - um dia especial

Celebrar o Dia da Mãe, ano após ano, é sempre propor uma homenagem à mulher, símbolo do acolhimento, da entrega, da atenção permanente, do coração que sabe guardar, no mais íntimo de si, as dores e também os sinais de esperança.

Celebrar o Dia da Mãe é lembrar ao mundo que à mulher cabe o papel insubstituível de conceber uma nova vida, de lhe transmitir todo o amor de que esta necessita para crescer, ganhar forças e entrar num mundo tão carecido de amor e esperança. Com esta missão tão específica, a mulher aceita um desafio imenso. Cada vez mais, a mulher tem um papel importante na sociedade, inclusivamente a responsabilidade de cargos políticos, altamente decisivos numa comunidade – por exemplo a ‘chanceler’ alemã (Angela Merkel), num dos casos mais actuais. Para não referir muitos outros – que, embora muitos, não deixam de ser poucos…

Apesar de ainda haver algumas excepções – o mundo árabe, sem querer desrespeitar a crença deste povo – as mulheres são vistas como uma lufada de ar fresco, um sopro saudável no reino dos ‘todo-poderosos’ homens.

Toda a mãe, antes de o acolher no seu seio, acolhe sempre no íntimo do seu coração o filho a quem se quer dedicar, alegra-se com o seu bem-estar e chora face ao seu sofrimento. O seu coração de mãe teme não ser capaz de proteger aquele que ajudou a nascer, de conseguir gritar bem alto que aquela vida tem todo o valor, que merece ser feliz e que precisa que a ajudem na sua tarefa de mãe.

O Dia da Mãe homenageia a Virgem Maria. Quem melhor do que Ela nos ensina a acolher incondicionalmente a missão que lhe foi destinada por Deus?
Desde o Seu sim incondicional culminado no acolhimento aos pés da cruz, Maria é, como mãe atenta, consciente do que dela era esperado, verdadeiro modelo para qualquer mãe.

Um enorme abraço a todas as mães e mulheres.

Caminhada Radical '07 - Video da boleia

Caminhada Radical '07

Mais uma vez, o Grupo de Jovens tomou a iniciativa de realizar mais uma caminhada radical. Este ano, o destino e a paisagem foram diferentes: percorrer as margens do Rio Douro desde Canedo até Peso da Régua, em quatro dias. Parecia impossível…
Com efeito, fomos transportados até Canedo, onde demos inicio à aventura. O primeiro objectivo era chegar a Pedorido.
Assim nos pusemos a caminho, mas cedo nos metemos por atalhos e, como toda a gente sabe, em trabalhos! O mato era denso e os trilhos formavam um labirinto que, nem com a bússola nos orientamos. Perdemos cerca de uma hora a percorrer dois quilómetros, até que chegamos a um precipício com cerca de 40 metros de altura, onde, lá em baixo estava uma zona industrial. Seria Pedorido? Contornamos a valeta com alguma dificuldade, pois estávamos mesmo no limite da queda, até que alcançamos uma rua. Após a consulta de mapa e de algumas pessoas, descobrimos que estávamos em Póvoa e que faltavam 3 km até ao primeiro destino. Para o início, já estava a correr bem…! Aqui, na Póvoa, recuperamos energias, descansando um pouco. A partir daqui a paisagem começou a ficar bonita. O Rio Douro avistava-se ao fundo e Pedorido também. Era só mais um esforço. Chegados a Pedorido, pudemos apreciar o Douro de perto. Magnífico. Lindo. E com a foz do Rio Arda a embelezar ainda mais as vistas…
Daqui partimos em direcção a Castelo de Paiva, a cerca de 20 km. Não havendo alternativa, seguimos pela estrada nacional, onde decorriam obras de aumento de faixas. Desde logo sentimos a dificuldade e a perigosidade do caminho. Aqui não haviam atalhos, mas depois do ocorrido, quem ia arriscar perder-se novamente? Tudo o que queríamos neste momento, era encontrar um lugar calmo e seguro para almoçar. Andamos alguns quilómetros até aparecer uma placa com a indicação “Raiva”. Esta localidade ficou célebre pelo desastre da ponte de Entre-os-Rios. Olhamos em redor e, lá ao fundo, via-se uma capela, um cemitério e uma quinta fabulosa – do século XVIII, muito verde, de tanta vegetação que tinha. Era o local ideal para almoçar. Assim foi. Entramos por uma ruela de paralelo, pelo meio de carvalhos lindos, rodeados de magníficos jardins, com várias flores, passando por um velho pelourinho e com o Rio a contemplar-nos. Seguimos o caminho até à capela. Ali ficamos cerca de duas horas, almoçamos e descansamos. Paisagem belíssima, mirando os cruzeiros que passavam a toda a hora no Rio.
Após o descanso, sabíamos que tínhamos ainda um longo percurso a fazer, e pusemo-nos a caminho. Subimos novamente em direcção à estrada que nos guiaria até Castelo de Paiva. Enchemos os boiões numa pequena fonte e percorremos cerca de 8 km – tínhamos em mente chegar a Cinfães ainda no primeiro dia – e Castelo de Paiva nem vê-lo! Nem uma tabuleta com a indicação havia. Passamos Entre-os-Rios (a placa, claro!) e continuamos a seguir a estrada. Até que, milagre, passava por nós a carreira até à vila!
Sabíamos que aqui não conseguiríamos arranjar sítio para dormir, e também conscientes que não conseguiríamos chegar a Cinfães (a placa indicava 26 km!), pusemo-nos novamente à estrada. Andamos cerca de 4 km até uma aldeia denominada Castelo – empoleirada em socalcos, perto da foz do Rio Paiva, junto ao Rio Douro. Como sabíamos que tínhamos percorrido 4 km? Pois bem, aqui encontramos uma indicação “Cinfães 30 km”. Ora, teríamos andado para trás? Ficamos atónitos! Decidimos arriscar a ficar e a encontrar lugar para jantar e pernoitar. Descemos a encosta até à praia, junto ao enlace dos rios Douro e Paiva, de onde se avistava uma bonita ilhota. O areal era, logicamente pequeno, ficava junto a um pequeno cais e a um bar – “Bar das Piscinas”. Seriam cerca das 18 horas quando jantamos, uns “restos” que ainda tínhamos, mas que nos deixou satisfeitos. Completamente estoirados de cansaço, com os ombros espalmados e as pernas doridas, e com a agravante da ameaça de chuva – que se ficou pela ameaça – tínhamos que encontrar um lugar coberto e seguro. Foi daí que nos apercebemos que o bar não iria abrir e por trás deste, encontrava-se uma zona de acesso a balneários coberta. Foi a nossa salvação. Já abrigados e com a barriga aconchegada, ainda deu tempo para conhecer um pouco a aldeia. Subimos a ruela por entre as casinhas, bonitas e arrumadas, e paramos num café, onde assistimos a derrota do Porto e nos ofereceram boleia até Cinfães no dia seguinte.
Pois bem, o despertar foi ao som dos passarinhos, cedo, pois tinham-nos prometido boleia… Após tomado o pequeno-almoço, esperamos pela boleia. Enganaram-nos bem! Qual boleia, qual quê?! Ninguém apareceu e já mentalizados de que teríamos de ir para Cinfães a pé – 30 km lembram-se? – e, num relance de 2 segundos, apareceu a camioneta que terminava carreira precisamente em Cinfães!
Após cerca de meia hora de viagem, e de repararmos a quantidade de caminho que teríamos de percorrer, até bradamos aos céus. Nunca chegaríamos a Cinfães no dia inteiro, quanto mais numa só manhã! O autocarro revelou-se excelente solução. Durante a viagem, apreciamos o Rio Douro e as várias vilas e aldeias por que passamos, destacando a Barragem do Carrapatelo.
Em Cinfães não perdemos tempo, apenas visitamos a Igreja e um pequeno jardim no centro. Tiramos umas fotografias e em pouco mais de 5 minutos já estávamos na estrada, rumo a Resende. Distava de cerca de 26 km. A certa altura do percurso, encontramos um sinal que dizia “Miradouro de Teixeirô”. Perguntamos a um condutor a que distância ficava, ao qual nos disse que seria apenas 1 km. Decidimos arriscar e não nos arrependemos. Para além de ser uma vista esplendorosa, saímos do perigo da estrada e descobrimos sítios e caminhos sensacionais. Continuando a pé, saímos a uma estrada que seguia para junto do Rio Douro, mas como a distância era longa, pusemo-nos prontamente em atalhos. Desta vez, cortamos o mato. Por entre pinheiros, carvalhos, silvas e terra, poupamos bastante caminho. Descemos à estrada e seguimos para Porto Antigo, passando por uma lindíssima localidade, Pias, e pela ponte do Rio Bestança. Um lugar muito bonito.
Chegados a Porto Antigo, onde se vislumbrava um vigoroso hotel, e uma paisagem única – que, aliás, já tínhamos contemplado do miradouro – com a união do Bestança com o Douro, e com a passagem de inúmeras embarcações a embelezar. Ali, junto à ponte, almoçamos uns chouriços e queijo com pão de rosca, comprado numa pequena mercearia, que se situava junto do referido hotel.
Como ainda tínhamos uma longa caminhada até Resende, pusemo-nos a caminho, mal terminado o almoço – pois desde Cinfães “só” tínhamos percorrido 8 km (atendendo que tínhamos saído de Cinfães por volta das 10.30h e chegamos a Porto Antigo por volta das 12h, a média até nem está má…!).
Incrivelmente, o calor apareceu em força, mas a paisagem era de tal modo fabulosa que nem ligávamos a isso. Caminhamos bastante, passando por Oliveira do Douro, até que encontramos uma tubagem de águas que unia o Rio Cabrum, cerca de 200 metros lá em baixo, às diversas aldeias circundantes. Reparamos que, paralelamente à tubagem seguia uma escadaria vertiginosa. Para cortar caminho, descemos “milhares” de degraus, amparados por corrimão de cor verde. Quando chegamos ao final da escadaria, já junto ao rio, as nossas mão estavam verdes, mais parecíamos o Incrível Hulk! Aqui, junto ao rio, paramos para descansar e aproveitamos para tomar uma banhoca! Já estávamos a precisar, pois o calor deixou mossa. Uma hora depois, abandonamos o local e continuamos a nossa caminhada para Resende, pois era lá que terminávamos a “segunda etapa”. Quando descíamos o Rio Cabrum – por sinal, o mais limpo da Europa (acabara de deixar de o ser, pois lavamo-nos lá!) – apareceu uma carrinha, daquelas denominadas “de caixa aberta”, que nos deu uma preciosa boleia!
Chegados a Resende, a única preocupação era encontrar um canto para dormir… Reparamos logo que ali não iríamos conseguir nada. Depressa saímos da localidade rumo ao incerto, à procura de um sítio onde ficar. Andamos até um cruzamento com tabuletas que indicavam Lamego e Ponte da Ermida. Pedimos informações a um rapaz que por ali passava, referindo que a ponte ficava “já ali”. Nem hesitamos! Mal sabíamos que este “já ali” demorou duas horas a percorrer! Passamos a ponte, já exaustos, e a única possibilidade de sucesso onde pernoitar, seria junto à Estação da Ermida, na outra margem do Douro. Mas até lá ainda faltava bastante caminho. Contudo, não havia alternativa. Depois da ponte seguimos um trilho – o “Caminho da Foz” – que acompanhava o Rio Teixeira. Caminhamos tanto, que atravessamos a linha de comboio e demos por nós dentro de uma quinta privada. O pior, é que este caminho, para variar, não tinha saída! Tivemos que atravessar o rio a pé, para podermos sair dali. Assim feito, ainda deu tempo para roubar umas laranjas, chegamos à tão ansiada estação. Havia um pequeno restaurante e um café, e um pequeno cais, onde se encontravam uns pescadores. Era certo que na estação não nos deixariam pernoitar, o que nos levou a colocar a hipótese de seguirmos imediatamente de comboio para Peso da Régua. Logo esta hipótese foi colocada de parte. Um senhor, com cerca de 40 anos, proprietário do café disse-nos: “vocês são loucos. Na Régua não encontram onde dormir. Lá, ninguém vos dá nada! Podem ficar aqui, numa cave que temos por baixo.” Oh, maravilhosa canção que ele nos cantou! Depois desta noticia fabulosa, jantamos – chouriço, salsichas, batatas, presunto, pão e bolos – qual banquete! De referir que a casa de banho da estação se revelou muito útil! Enfim, completamente cansados, fomos deitar-nos, já na tal cave. Ao início da noite, o senhor veio ter connosco, oferecendo-nos aguardente pura! Uns beberam, outros provaram e outros ficaram-se pelo cheiro! A aguardente era óptima para assar as salsichas! E ainda tivemos umas lições de sobrevivência! – sabiam que uma picada de abelha se cura com o nosso próprio suor? Não experimentamos, mas é curioso.
Peso da Régua distava apenas 25 km da Estação da Ermida. Como tínhamos de apanhar o comboio das 8.15h na manhã seguinte, fomos dormir. Pelo menos tentar, pois a meados da noite, começou a chover, e qual o nosso espanto, chovia nas nossas cabeças! De facto, o senhor tinha avisado que a cave tinha umas fendas, devido às explosões que houve, aquando da construção da ponte.
De manhã apanhamos o comboio rumo à Régua, e já no destino tomamos o pequeno-almoço.
Conhecida por Capital do Vinho do Porto, Régua, é uma cidade moderna com poucos vestígios da antiguidade, foi também o berço de D. Antónia Adelaide, a célebre “Ferreirinha” que se notabilizou pelo impulso que deu ao Douro, no séc. XIX. Por toda a região circundante há belas quintas onde é produzido o delicioso Vinho do Porto.
Demos um grande passeio pela cidade, muito bonita. A certa altura, já a chover, decidimos dar uma voltinha num comboio turístico – do género daquele que há em Fátima. Ao som das tradicionais canções da vindima, percorremos algumas localidades circundantes, entre as quais Godim, onde se situa a garrafeira Caves Vale do Rodo. Aqui, tivemos direito a um pequeno vídeo sobre a empresa e a uma prova de vinhos. Ficamos a conhecer a diferença entre um vinho aperitivo e um digestivo. Foi uma experiência muito boa. Comprou-se umas recordações – vinhos e mel – e regressamos ao ponto de turismo onde se iniciou o roteiro.
Depois, procuramos uma tasquinha onde almoçamos. O estômago já tinha saudades de comida quente. Após o almoço, demos mais uma pequena volta pela cidade e constatamos que não valeria a pena ficarmos longe de casa mais um dia. Pois estava a chover e, numa cidade, não iria ser fácil encontrar local para pernoitar. A não ser no Hotel Régua Douro, de quatro estrelas… Pois, pois…!
Depois de uma “reunião” ficou estabelecido regressar a casa nesta noite. Mas ainda faltava muito tempo para termos comboio de regresso. Pois bem, assim sendo, decidimos dar uma saltada a Vila Real. Fomos de comboio – claro está! – , paralelamente ao Rio Corgo, sempre subindo por uma encosta íngreme e tormentosa.
Em Vila Real, visitamos a Sé, datada do século XV, que guarda as sepulturas de membros nobres da região e a praça em frente à Câmara Municipal. Como o tempo não era muito, lanchamos e apanhamos o comboio – que mais parecia um pequeno autocarro – rumo a Régua. Aqui trocamos de comboio e de seguida iniciou-se uma longa viagem de três horas até Ovar, passando por Campanhã. Durante a viagem, o Rio Douro acompanhou-nos quase sempre. Uma viagem lindíssima e inesquecível pela linha do Douro.
Assim terminou esta aventura, extraordinária, e com certeza, inesquecível.
Um abraço a todos os companheiros de caminhada.

AS FOTOS


































































Vigilia Pascal

Uma vez mais os 4 grupos corais foram convidados para animar a Vigília Pascal deste ano.
Na Vigília estava presente o 10º ano de catequese, que vieram do seu primeiro retiro de catequese (Acampamento na Serra da Freita).
Todos os esforços feitos nos ensaios foram compensatórios, pois os grupos corais, juntamente com os instrumentistas proporcionaram uma celebração bastante animada.
Este entusiasmo todo foi merecido por se tratar do último dia do Tríduo Pascal.
A celebração da Vigília Pascal tem uma unidade espantosa, que podemos dividi-la em 4 vertentes celebrativas: a Luz (afugentando as Trevas do Pecado e da Morte), a Palavra (leituras bíblicas que remetem-nos para a vida de um Povo ao qual Deus de revelou), a Água (associando-se à ressurreição de Cristo, os baptizados morrem para o homem velho ressuscitando para a Vida Nova) e a Eucaristia (grande Memorial da morte e da Ressurreição de Cristo.
Na Vigília Pascal não podemos esquecer da importância da cera - renovação. Aqui será dado, ao círio, o papel da Glória de Cristo Ressuscitado. Gravar na cruz as letras gregas Alfa e Ómega, "Cristo ontem e hoje, princípio e Fim".
Por tudo isto, pelo significado e importância para o cristão, todos os intervenientes na celebração, demos o nosso melhor para ser uma Noite Pascal com o seu objectivo cumprido por mais um ano.
Depois desta celebração festiva fomos todos comer um lanche que nos foi ofertado, obtendo um agradável convívio.

Acampamento - 10º ano catequese



























Desenganem-se...

Quem governa o Mundo – os senhores todo-poderosos – pseudo salvadores e ‘donos’ da razão, caminham para um abismo sem fim à vista. A situação actual do nosso planeta – social, económica, religiosa, climática, política, enfim… - está cada vez pior. E o que fazem esses senhores? Põem mais lenha na fogueira e colocam vendas nos olhos. Há países onde a desordem e a constante (o)pressão da população leva à violência e cada vez mais morrem inocentes – crianças - por causa da escassez de recursos e da deficiente governação desses mesmo países. Um exemplo: Darfur, no Sudão – talvez não se tenham apercebido, mas trata-se de uma das piores catástrofes humanitárias de sempre! - Estima-se que o conflito e a insegurança tenham já afectado 4 milhões de pessoas, das quais 1.8 milhões são crianças. Metade das pessoas que se viram forçadas a abandonar as suas casas são crianças.
Isto pode parecer conversa fiada, mas o que é certo é que se gasta milhões, biliões de dinheiros em armas e guerras, e estas crianças morrem a cada três segundos que passa – até ao final deste artigo terão morrido 30 crianças… - dá que pensar, ou não?

A escassez de água foi o tema do Dia Mundial da Água deste ano (22 Março). Estima-se que 425 milhões de crianças continuam a ter que enfrentar as consequências da falta de água. É sobre as mulheres e as raparigas que habitualmente recai a tarefa de acartar água para casa, o que é mais um factor negativo para o seu bem-estar e que impede muitas raparigas de frequentarem a escola.
O crescimento da população veio aumentar a procura de água, e os desastres naturais ou provocados pelo homem contaminaram fontes de abastecimento de água ou danificaram infra-estruturas essenciais. Só de pensar que se gasta milhares de litros de água potável “para nada” é arrepiante não é? Portanto, sejamos responsáveis e nem que seja uma gota salva, já será um inicio…

Estes são apenas dois exemplos. O mundo é uma injustiça e quem mais sofre são os pobres. Por isso, nesta Páscoa não os esqueçamos – a estas crianças – e oremos por elas. Peçamos ao verdadeiro governador do Mundo que as ajude e que nos dê forças e ânimo para termos um Mundo bem melhor, porque mal, já ele está.

Infelizmente, nem todos os dias são 1 de Abril…

Caminhada Dia da Árvore

No dia 25 de Março, pelas 9 horas decorreu a Caminha do Dia da Árvore, a que nós já habituamos a fazer desde há uns anos para cá. Esta iniciativa tem por objectivo assinalar esta data importante, que muitas vezes passa despercebida.

Ora, com efeito, os participantes juntaram-se no Jardim da Confraria e orientamo-nos rumo a Teobalde (mais uma vez o Sol esteve radiante... - o que até já é de estranhar!), tendo como primeira paragem o Parque de Cabomonte/Tarei junto ao Rio Novo. Para termos uma noção da desflorestação, chegamos junto da A29 - construida há pouco e que provocou grandes distúrbios florestais e ecológicos. O abatimento de árvores para construção tem vindo a aumentar dramaticamente...



Seguindo pela estrada nacional fomos em direcção à Fonte do Amieiro para admirar a "nova fonte" e retemperar algumas forças.


Subindo Valrico, passando pelos tanques, regressamos ao ponto de partida já cansados, mas satisfeitos por mais uma actividade bem sucedida.


A todos os participantes os nossos agradecimentos e esperanças para uma proxima oportunidade.

Convivio - Dia do Pai (18 de Março)




No dia 18 de Março, o grupo de jovens organizou um convívio nos passionistas para comemorar o dia do pai, no qual compareceram cerca de 50 pessoas cheias de boa disposição e vontade de conviver.
Chegamos aos passionistas por volta das 9h30min., onde um agradável ar puro nos esperava. Uns foram mostrar os seus dotes futebolísticos, outros preferiram ficar a observar esses talentos e pôr a conversa em dia. Realizaram-se dois jogos, num jogaram os pais contra os filhos, em que os filhos venceram, mas só para dedicar os golos aos pais, o outro foi só de raparigas onde o talento vigorava (aquilo é que é futebol). Depois de quase uma hora de futebol, fomos preparar o almoço, do qual se encarregaram os nossos pais. Enquanto uns assavam as febras e faziam o delicioso arroz, os outros (os mais jovens), continuavam nas actividades desportivas!!! Chegada a hora do almoço, cada um pegou no seu prato e serviu-se. A comida estava saborosa, o ambiente era agradável e natural e, o convívio e a alegria estavam presentes. Depois do almoço, uns ficaram à sombra de um dos bens mais preciosos que a natureza nos brinda, as árvores, outros foram caminhar e houve quem preferisse desgastar a comida a jogar futebol e voleibol! Todos os jogos realizados foram cheios de desportivismo, bom humor, talento e como não podia faltar muitas quedas, porém nada de grave.
Aos poucos, as pessoas começaram a abandonar o local mas todos com ar de satisfeitos pelo dia que passaram.
Este dia foi preparado em especial para os nossos pais, contudo toda a família compareceu. Tudo correu pelo melhor, o que nos deixa satisfeitos e com vontade de, para o ano, organizarmos outro, e com todos presentes.

A chegada das Andorinhas

Nos dias 21 e 22 de Março comemora-se duas ocasiões especiais: O Dia da Árvore (representa a chegada da Primavera) e o Dia da Água, respectivamente.
Antes, as andorinhas marcavam o início da Primavera. Hoje não.
De facto, várias espécies de aves migram mais cedo para a Europa, partindo de África. As causas proeminentes deste fluxo madrugador devem-se às mudanças climáticas a que hoje estamos sujeitos. É caso para afirmar que “as andorinhas chegam no Inverno”…

Ou então, a Primavera chega mais cedo…

Era uma vez uma árvore

Era uma vez uma árvore muito bonita e todos os dias os meninos gostavam de brincar à sombra dos seus ramos e folhas.
Mas, um dia, um menino tratou-a muito mal. Com uma faca cortou o seu tronco.
A árvore ficou muito triste com aquela má atitude do menino e, passados alguns dias esta começou a secar e as suas folhas começaram a cair.A árvore já não dava sombra.
Um dia, havia muito Sol e os meninos que habitualmente brincavam à sombra daquela árvore, não o puderam fazer. Estavam tristes, muito tristes porque não tinham sombra para brincar e pensaram na atitude incorrecta do seu amigo.
O menino veio a arrepender-se e reconhecendo que a sua atitude não tinha sido a mais correcta, pediu desculpa à árvore para que ela lhe perdoasse.O menino deu-lhe um abraço e ela compreendendo que ele se arrependera sorriu para ele.
Sentiu uma grande força e uma grande vontade de voltar a viver.A raiz que segura a árvore ao solo e que retira da terra o alimento que ela necessita, deu força aos seus ramos e as suas folhas voltaram a crescer e a dar sombra.
As crianças puderam voltar a brincar outra vez à sombra dos seus ramos e das suas folhas.
Por fim, os meninos agradeceram à árvore e fizeram uma grande roda à volta dela!

O que é a água?

Pode até parecer um pouco ilógico fazer esta pergunta, mas o que é a água? Já todos bebemos água e já a utilizamos para as mais variadas necessidades em infindáveis momentos da nossa vida. Mas, afinal qual é a composição deste líquido que dá vida a todo o planeta terra? A água é formada por dois átomos de hidrogénio (H2) e por um átomo de oxigénio (O), formando assim, a molécula H2O. em a água nenhuma espécie vegetal ou animal, incluindo o homem, poderia sobreviver. Cerca de 70% da nossa alimentação e do nosso próprio corpo são constituídos por água.
Os oceanos, os mares, os pólos, a neve, os lagos e os rios cobrem aproximadamente dois terços da superfície da Terra. Calcula-se que o seu volume total ascenda aos 1,42 biliões de km3, sendo a grande maioria (95,1%) distribuída pelas águas salgadas dos mares e oceanos. Os 4,9% restantes representam a água doce, que por sua vez está distribuída entre as zonas polares, que abarcam 97% desse precioso volume e a água na forma líquida, disponível para o nosso uso, cujo volume é estimado em pouco mais de 2 milhões de km3. Assim, 99,9% das águas do nosso planeta são águas salgadas ou permanentemente congeladas.

ABENÇOADO PAI

Abençoado o Pai que os filhos sabe educar,
Que arranja tempo para dialogar e escutar,
Mesmo, quando está cansado,
Depois de um dia atribulado.

Abençoado o Pai que tem a convicção,
De que o sorriso vale mais que uma repreensão.
Uma brincadeira mais que uma crítica.
Um abraço mais que qualquer recomendação.

Abençoado o Pai que sabe entender
Os erros dos filhos e perdoar.
E os seus também reconhecer,
Com humildade, sem se envergonhar.

Abençoado o Pai que aos filhos dá segurança
Com a sua presença e Amor.
E pede, com toda a confiança,
Para eles, um futuro promissor.

Abençoado o Pai que com os filhos sabe rezar.
E transmitir com a sua experiência e saber,
Como podem viver, uma vida de verdade.

E o caminho que eles têm a percorrer,
Os conduza a horizontes sem par,
Abertos ao Homem, ao mundo, à eternida
de!

“Karnevál”… Um Carnaval Diferente…





Até me podia ter disfarçado de jornalista e escrever algo mais de encontro a um artigo digno desse nome. Mas, apenas vou contar a minha experiência do Carnaval deste ano.
Que foi diferente dos outros por não ter havido a chegada do rei, o Desfile do Carnaval das Crianças, o Carnaval Sénior, os concertos habituais de várias bandas, o Desfile das Escolas de Samba, o grande Corso Carnavalesco e a festa habitual que costuma haver nas ruas, pelo menos ao Carnaval que costumo ir, Ovar. Se bem, que não sou um espectador assíduo.
Este ano estive no “Karnevál”, a tradução de Carnaval em húngaro. Ao contrário de Portugal, aqui na Hungria, mais precisamente, em Budapeste não houveram grande manifestações… ao contrário do que se passou a alguns meses quando cá cheguei… mas isso devido à contestação que, na altura, havia contra o governo. Pode-se dizer que os húngaros não estão para “brincadeiras”.
O Carnaval, que é um período de festas que tem as suas origens na Antiguidade e recuperadas pelo cristianismo, começa no dia de Reis (Epifania) e acabava na Quarta-feira de cinzas, às vésperas da Quaresma. É um período marcado pelo "adeus à carne" ou "carne nada vale" dando origem ao termo "Carnaval". Durante o período do Carnaval havia uma grande concentração de festejos populares. Cada cidade brincava a seu modo, de acordo com seus costumes. Aqui em Budapeste este período parece ter sido saqueado.
Sendo assim, o meu ”Karnevál”, resumiu-se “apenas” a uma festa que organizaram aqui no TF, a universidade onde estou a estudar. Apesar de o Carnaval não parecer ter grande importância na cultura húngara, não sendo dada sequer tolerância de ponto (como em Portugal), nesta festa todos se mascararam e até de forma muito original, desde Cleópatras a E.T.’s, houve de tudo um pouco.
Quanto aí, pelo que soube, este ano não foi muito diferente dos anos anteriores… alguns não ligam muito à festa, e outros não vêm o momento de chegar o próximo Carnaval… Cada um à sua maneira, viveu o Carnaval.
Já que assim não pago o correio, aproveito, e em especial para as pessoas que me são mais próximas, para deixar os meus cumprimentos com um “até já”…




Élio Silva, "correspondente" na Hungria - um abraço até ao teu regresso

11 de Fevereiro - Dia Mundial do Doente

A doença assistida

No dia 11 de Fevereiro o Grupo de Jovens celebrou este dia conforme tem vindo a fazer já à alguns anos, enquanto de um lado se decidia o que fazer com o principio da vida, nós grupo pensávamos e organizávamo-nos com os ministros extraordinários da comunhão para visitar os cerca de 60 doentes identificados e visitados pelos ministros extraordinários da comunhão, estes levam todos os Domingos Cristo Ressuscitado através da comunhão, o Grupo de Jovens apenas reforçou esta comunhão levando um pouco da sua juventude e alegria, através de uma flor entregue e também da oração inscrita em uma pagela assinada pelo nosso pároco.
São gestos simples que aos olhos da humanidade indiferente nada parecem valer, mas para quem está doente encamado ou é idoso, valem mesmo muito, os jovens estão sensíveis a estes gestos, falta-lhes muitas vezes a coragem para os praticar, por isso é que é preciso cada vez mais educar os nossos jovens para o serviço aos outros, um serviço voluntário e desinteressado, porque o único proveito que tiramos é o da aprendizagem.
A doença não implica só o doente mas sim todos quantos o rodeiam, por isso é que este serviço deve ser feito sempre com o objectivo de acompanhar e ajudar quem está doente como quem o assiste, a doença não deve ser encarada como um castigo, um fardo que não merecemos carregar, para quem pratica o voluntariado a doença é uma escola de vida, quantas vezes vamos com o intuito de ajudar e saímos de junto do doente como se este não precisa-se de nada e nós de tudo, é admirável o cuidado que muitos têm com os doentes, mas também é triste ver quantos não são visitados, este é um cuidado ao qual não devemos estar alheios, quem não tem um avô ou avó, um pai ou mãe, um amigo ou vizinho para visitar, não lamentemos como se de uma desgraça se tratasse, partilhemos a vida para que ninguém diga não tive quem me amasse.

Quaresma 2007 - Tempo e Espiritualidade

Ainda não vai longe o Tempo de Natal e a Igreja convida-nos a viver a Quaresma. Os tempos sucedem-se e a Liturgia também não pára, como escola de Fé. A Liturgia tem dois grandes Pólos - Natal e Páscoa – com os respectivos tempos preparatórios. A Quaresma é o tempo litúrgico que prepara a Solenidade da Páscoa. Este ano será de 21 de Fevereiro a 5 de Abril, excluindo a Missa da Ceia do Senhor, que já pertence ao Tríduo Pascal. Surgiu esta tradição na disciplina da Igreja no Séc IV, após a “Paz de Constantino”, quando multidões quiseram fazer parte da Igreja. O nome vem do I Domingo da Quaresma, “Quadragesima die”, que significava 40º dia anterior à Páscoa. Facilmente foi associado também aos quarenta dias do Jejum e de Deserto vividos pelo Senhor, antes de iniciar a vida pública. Para dar certo o número de dias, pelo facto de nunca se ter jejuado ao Domingo, antecipou-se o início da Quaresma para 4ª feira de Cinzas e manteve-se a disciplina de não jejuar nos Domingos deste tempo.
A este Tempo litúrgico está associada a Penitência pública e o Catecumenado. A penitência, que caiu em desuso, mas ficou no Espírito do tempo quaresmal, como consciencialização do pecado, arrependimento e conversão (reparação do mal e emenda de vida). Recomenda-se a confissão ao menos uma vez em cada ano. Em São Miguel de Souto será agendada vicarialmente pelos sacerdotes dia 16 de Março às 15h e às 21h. O Catecumenado, como preparação para o Baptismo dos adultos, foi restaurado pelo Concílio Vaticano II, e permanece, não só para a respectiva preparação baptismal de adultos, como espiritualidade recomendada a todos os cristãos que renovam as suas promessas baptismais na Páscoa, nomeadamente na Vigília Pascal. Para esta vivência exercita-se a prática do Jejum, da esmola e da oração, como ascese cristã, a Leitura da Palavra de Deus e a Caridade fraterna, pela partilha sincera. Estas práticas são também recomendadas a todos nós, nesta Quaresma.
A prática penitencial, para ter um carácter comunitário, continua a ser recomendada nomeadamente pelo Jejum e pela abstinência. Embora já não sejam significativos os actos para muitos cristãos, continua a ser recomendado o jejum (não comer e lembrar os que passam fome) para os cristãos dos 18 aos 59 anos, excepto por dispensa médica ou por outra causa que seja de força maior, na Quarta feira de cinzas e Sexta feira santa. E também é recomendada a abstinência de carnes (ou outros alimentos ou gestos com maior significado) para os maiores de 14 anos. Mantém-se também o contributo penitencial, oferta que é fruto das nossas renúncias quaresmais, cuja finalidade é destinada pelo Senhor Bispo, e destina-se sempre à caridade ou a actos de beneficência.
Na liturgia tudo é sóbrio, desde a cor roxa dos paramentos, até à supressão do aleluia no canto e dos instrumentos musicais, excepto para acompanhamento, e de todos os gestos festivos, nomeadamente as flores e os adornos.
Faço votos que possa ser para todos um tempo de profunda conversão pessoal e de maior comunhão e adesão a Cristo.

O Pároco.

Amor... passado e presente!

O dia de S. Valentim, mais conhecido como o dia dos namorados, vem aí! Por isso, fui questionar três jovens casais, um casal com quase quatro anos de namoro, um casal com vinte e três anos de casamento e outro jovem casal com “apenas” cinquenta e oito anos de vida em comum!
Comecei por questionar como foi o início do namoro as diferenças foram notáveis!! Antigamente, as pessoas conheciam-se em bailes ou em festas (exemplo: festa de S. Miguel) enquanto que, actualmente, as novas tecnologias (como a Internet e os telemóveis) prevalecem e são um meio importante de transmissão de mensagens de Amor! O namoro é o ponto de partida para a “viagem do amor”, é uma forma de se conhecerem melhor e decidirem se querem ou não assumir o compromisso perante Deus – o Matrimónio. Antes não havia liberdade quase nenhuma enquanto que, agora, há liberdade a mais! Segundo o casal mais experiente, antigamente existia mais respeito pois eles namoraram durante quatro anos e nem um beijo deram!! Quanto ao dia de S. Valentim... não existia! Apenas o casal mais jovem o vive com mais intensidade, apesar de o considerarem um dia igual aos outros, a verdade é que o marcam pela troca de lembranças entre ambos. Antigamente, os dias em que os namorados se encontravam eram as quintas e os Domingos, agora, todos concordam que, o dia dos namorados é todos os dias, pois o dia 14 de Fevereiro “é mais um dia no ano em que comemoramos o amor que sentimos um pelo outro” (Fábio).
Relativamente à questão sobre o matrimónio, o casal (que está mais próximo das Bodas de Prata!) referiu que o sonho de ambos, homem e mulher, ao casarem-se foi a construção de uma família. Casaram-se porque se conheciam bem, pois “estávamos um para o outro como o ‘testo para a panela’” (Manuel Tavares). O matrimónio é mais uma etapa na vida de um casal. É e será (para os mais jovens) um dia único, relembrado por todos, em que, se juntam desde familiares a amigos, para testemunharem o compromisso que o casal assume perante Deus. Assim se inicia uma vida a dois, em que cada um dos elementos do casal, lutará por uma família unida e Feliz. Contudo, nem tudo é um ‘mar de rosas’, o matrimónio tem altos e baixos, muitas rosas e muitos espinhos! Como diz a senhora Rosa, “casa que não é ralhada não é governada”! Mas tudo se ultrapassa quando se gosta verdadeiramente um do outro.
Quando não se ultrapassa vem o divórcio. Antes também haviam separações mas em muito menor número pois as pessoas sujeitavam-se e toleravam tudo. Agora, infelizmente, há pessoas que se casam já a pensar no divórcio, palavra que antes nem sequer existia no vocabulário!
Existe alguma diferença entre o “AMOR” de antes e o de agora? Foi mais uma das pergunta à qual responderam que o Amor é único e é sentido de forma diferente, mas esta diferença não é relativa ‘ao antes e ao agora’ e sim ao facto de todos nós sermos diferentes, de pensarmos e sentirmos de forma diferente.
Outra questão referia-se aos aspectos necessários para que o matrimónio seja sinónimo de FELICIDADE. Pelo que referiram ser essencial, em primeiro lugar duas pessoas, depois a tolerância, paciência, diálogo, fidelidade, afecto, amizade, compreensão e, principalmente, amor... muito AMOR!!! Amor este que não se descreve, sente-se.
Assim, termino este artigo com três mensagens dos três casais entrevistados para todos os jovens que iniciam ou já iniciaram uma vida a dois!

“Que, se tiverem amor um ao outro, se casem com RESPEITO entre ambos e que tenham a consciência que vão encontrar muito obstáculos.” (Senhora Rosa e senhor Francisco)

“Jovens, vivei o AMOR com muita intensidade, lutai para que aumente cada vez mais. Não o deixeis diminuir pois pode ser o fim da relação. Há momentos bons, momentos menos bons e até há maus momentos, mas se fordes fortes o amor nunca acaba. Com diálogo e compreensão, juntos, não deixeis cair o amor!” (Ana Alzira e Manuel Tavares)

“Coragem...! aproveitem as coisas belas da vida, sendo uma delas o namoro, não parem de sonhar, pois o sonho comanda a vida e está a um passo da FELICIDADE!” (Cátia e Fábio)

Aborto: decisão consciente.

Este assunto é delicado. Existem vários caminhos a seguir. Várias hipóteses a serem colocadas. Convém ponderar todas.

Ora bem, pode-se afirmar que o aborto é condenável. É crime. É uma violação ao direito da vida! Pode-se argumentar que a irresponsabilidade dos pais não pode culminar na morte do próprio filho. Ao votarmos a favor do aborto estamos a votar a favor do crime, a favor do assassínio, sendo assim com que direito punimos os assassinos e não quem pratica o aborto? É a mesma coisa, um assassino ou uma mulher que pratica voluntariamente o aborto merecem ser punidos de alguma maneira. Por isso digamos sim à vida.

Outro caminho é o seguinte: Será legítimo punir uma mulher porque “foi obrigada” a fazer um aborto? Podem haver vários factores que levam uma mulher a esta prática. Entre os quais uma violação. Mas não será melhor que uma mulher, ao ser forçada – sim, porque ninguém faz abortos por prazer! – a abortar, o faça num lugar seguro. Onde o risco de vida da mulher seja minimizado? Então porque não se legaliza? A punição é ridícula.
Já é castigo suficiente para uma mulher fazer um aborto. Para quê condená-las? Por isso se deveria legalizar…

É na mulher que vão cair as maiores consequências dos seus actos, seja a nível físico seja a nível emocional. Por mais que um homem esteja envolvido nunca poderá ter o mesmo tipo de sentimentos. Por isso esta discussão, quase sempre liderada por homens que nada sabem sobre este assunto, é uma falsa questão e as mulheres mais do que ninguém devem levantar-se e lutar pelos seus direitos. Direito de escolha, direito de ter uma decisão como esta suportada legalmente, sem que tenham de passar pelas mais horrendas experiências de aborto clandestino.

Quer se concorde ou não com a despenalização do aborto, a sua posição é irrefutável. Este assunto deve ser tratado com ética, como um problema social, mas com uma dimensão moral que tem que se ter em conta.
Só a sua posição, a sua experiência de vida, o seu senso poderão ser levados em conta neste referendo. Não se deixe levar pela política, pela religião ou por outro factor qualquer que lhe venha do exterior.

Politizar esta questão é condenável e só mostra falta de capacidade política.

A propósito do referendo: D.José Policarpo - Grande Entrevista (25 Jan)

O cardeal-patriarca de Lisboa admitiu ontem que o "sim" à despenalização do aborto poderá sair vencedor do referendo de 11 de Fevereiro. "O 'sim' tem possibilidades de ganhar, tal como o 'não' também tem. Tenho um grande desejo de que o 'não' ganhe, mas não faço prognósticos", disse D. José Policarpo numa entrevista à RTP."As missas não são lugar de campanha", afirmou o cardeal, demarcando-se das "declarações menos felizes" de alguns membros da Igreja portuguesa, nomeadamente a comparação entre a prática de um aborto e a execução de Saddam Hussein. Estas declarações, na sua opinião, "correm o risco de desajudar, na medida em que aumentam a confusão", e só podem ser "fruto do calor desta campanha"."O nosso papel deve ser muito sereno", disse D. José Policarpo, reiterando as tradicionais posições da Igreja Católica na rejeição total ao aborto - oposição que se estende à lei de 1984, hoje em vigor. "Sob o ponto de vista moral, a Igreja não pode concordar com a actual lei", sublinhou.A proposta de despenalização que irá a referendo a 11 de Fevereiro, no entender do patriarca, "cria um atentado contra a vida". Daí a posição que a hierarquia católica vem revelando, apesar de D. José Policarpo ter chegado a prometer que a Igreja se manteria à parte da campanha. "Tirar a vida, seja de quem for, não deve ser transformado num direito", acentuou o cardeal, entrevistado por Judite Sousa. A despenalização total defendida por Marcelo Rebelo de Sousa na RTP - "com surpresa minha", confessou o cardeal - é inviável, pois "não é possível despenalizar sem legalizar".
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Despenalização do Aborto - sondagem

No dia 14 de Janeiro, numa reunião do Grupo, fez-se uma breve sondagem acerca da despenalização do aborto.
Apenas com 17 inquiridos, ganhou o "não" com 10 votos. O "sim" obteve 4 e os restantes foram em branco.

Dia Mundial da Paz

No passado dia 1 de Janeiro celebrou-se como se tem vindo a fazer desde 1968 o Dia Mundial da Paz.
Quando pensamos neste dia o que nos ocorre pensar é no fim das guerras e dos conflitos no Médio Oriente. Contudo, Paz não é só ausência de guerra é também que todas as pessoas tenham moradia, comida, roupa, educação, saúde, amor e compreensão, ou seja, boa qualidade de vida. Paz é buscar a serenidade dentro de nós para viver com alegria os bons momentos, ter força e boas ideias para enfrentar os problemas e resolver as dificuldades. Geralmente, só lembramos de alguns aspectos para que seja possível a paz mundial, esquecendo outros também bastante importantes. Primeiro é preciso que cada um de nós esteja em paz consigo próprio e com os que o rodeiam. Escutar e perdoar o outro são passos para a paz mundial.
Acima de tudo, PAZ é criar um clima de harmonia e bem-estar na família e na comunidade, lembrando-se sempre de que onde há amor, há paz, onde há paz, há Deus, onde há Deus, nada falta.

A MENSAGEM DE SUA SANTIDADE BENTO XVI PARA A CELEBRAÇÃO DO DIA MUNDIAL DA PAZ deste ano é a seguinte:

“A PESSOA HUMANA, CORAÇÃO DA PAZ”.

Deixo-vos uma oração do escritor católico inglês, Thomas Merton, intitulada: “Na tua vontade está a nossa paz”.


“Omnipotente e misericordioso Deus,
Pai de todos os homens,
Criador e dominador do Universo,
Senhor da História,
Cujos desígnios são imprescritíveis,
Cuja glória é sem mancha,
Cuja compaixão pelos erros dos homens é inexaurível,
Na tua vontade está a nossa paz!
Na tua misericórdia, ouve
Esta oração que sobe a Ti
Do tumulto e do desespero
De um mundo que se esqueceu de Ti,
No qual o Teu nome não é invocado,
Tuas leis são ridicularizadas
E Tua presença é ignorada.
Não Te conhecemos e, assim,
Não temos paz.
Concede-nos prudência proporcional
Ao nosso poder,
Sabedoria proporcional à nossa ciência,
Unidade proporcional à nossa riqueza
E vigor.
E abençoa a nossa vontade
De ajudar todas as raças e povos
A caminhar,
Em amizade connosco,
Pela estrada da justiça,
Da liberdade e da paz perene.
Mas concede-nos, sobretudo,
Compreender que os nossos caminhos
Não são necessariamente
Os teus caminhos,
Que não podemos penetrar plenamente
O mistério dos teus desígnios,
E que a própria tempestade de poder
Que agora cresce nesta terra
Revela a Tua secreta vontade
E a Tua imperscrutável decisão.
Concede-nos ver o teu rosto
À luz esta tempestade cósmica,
Ó Deus de Santidade, misericordioso
Com os homens.
Concede-nos encontrar a paz
Onde ela realmente pode ser encontrada:
Na Tua vontade, ó Deus, está a nossa paz
”.

Troca de Prendas

No passado dia 15 de Novembro demos início ao amigo oculto em que durante semanas tentamos descobrir através de brincadeiras quem era o nosso amigo oculto.

Assim, chegamos ao dia 24 de Dezembro, demos início a mais uma reunião do grupo de jovens com o intuito de ser diferente, fizemos uma pequena “celebração” relacionada com a época natalícia, onde entrou a figura do pai natal, do leitor das trevas, do leitor da luz e do anjo.
Após à celebração iniciamos a troca de prendas entre nós, foi divertido!!

A troca de prendas para quem recebe poderá nem ser total conhecedora das suas preferências e a prenda ser uma agradável surpresa, ou vice-versa. Mas quando damos presentes aos outros damos como um sinal de amizade.
Isto só para dizer que, o que conta é a intenção, os presentes representam intenção, têm um valor simbólico, quer para quem dá quer para quem recebe.
Contudo, o que eu desejo é que 2007 seja um ano cheio de Saúde, Paz e Amor!!

(re)encontro... Grupo Coral Jovem

Num tempo de paz e esperança, onde tudo nos parece mais belo e possível, mas também num tempo de azáfama e stress provocado pelo nosso consumismo e materialismo, o Grupo Coral Jovem decidiu reencontrar-se, passar um dia diferente. Um dia de diversão, de convívio, de tranquilidade, onde por umas horas esquecemos o stress de tudo o que tínhamos ainda de preparar para o Natal, reencontro entre os diversos elementos, os que por aqui continuam a celebrar e os que devido aos estudos estiveram ausentes durante este período de tempo. Eu sou um dos últimos… durante estes últimos três meses estive ausente da nossa terra, da nossa pátria. E foi com grande entusiasmo e alegria que participei neste encontro, num tempo onde todos andamos sempre ocupados, foi uma grande oportunidade para estar com um grupo de amigos de que tinha saudades…
Foi na manhã fria de 23 de Dezembro que nos encontramos em Esmoriz, começamos por procurar lenha para acender a fogueira para fazermos o nosso almoço e acender o fogão para aquecer a sala, e preparando a sala para a nossa refeição. Num instante chegou a hora do almoço onde ficamos todos a comer na sala previamente aquecida e nela permanecemos a divertirmo-nos, cantando e jogando… que este tipo de iniciativas se repita mais vezes.
Porém mais uma vez se notou um problema, que já persiste a algum tempo no nosso grupo, um problema que infelizmente não é apenas do nosso grupo, mas sim um reflexo da população. A falta de compromisso e dedicação nas nossas diversas actividades. Contudo a adesão ao encontro foi aceitável e o que sobrou foi bem entregue. Pois este também é um tempo de caridade e solidariedade.Desejos de um óptimo ano cheio de saúde e oportunidades, de preferência melhor que o ano passado

Ceia de Natal - Dezembro 2006

As várias iniciativas do Grupo de Jovens, da quadra natalícia têm o seu auge na realização da Ceia de Natal para a comunidade.
Este ano contou-se com a presença de mais de duzentas pessoas, o que é um enorme orgulho para nós e é também sinal de que estamos a fazer um óptimo trabalho neste sentido. E além disso, sentimos a amabilidade dos presentes. O que nos deixa com vontade de fazer ainda mais.
Apesar de alguns atrasos e falta de material, a preparação do jantar foi tranquila e bem cedo começámos a trabalhar. Enquanto uns tratavam dos trabalhos de cozinha, outros preparavam as mesas e decoravam o salão. É de salutar o trabalho de equipa e a dedicação do grupo à causa.
Tudo pronto e após o final da missa de Sábado as pessoas começavam a instalar-se nas suas mesas. O convívio tinha começado! E o tradicional bacalhau já estava pronto a ser servido…
A boa vontade e disposição da comunidade presente facilitou a nossa tarefa e no final todos saímos satisfeitos.
Agradecemos a sua presença e para o ano, se Deus quiser, há mais

Presépio 2006





No dia seguinte, sábado, pelas 9 horas, começamos a construir o presépio. Como ainda não nos tinha surgido nenhuma ideia, começamos por transportar todo o material de que precisávamos para a Igreja, desde o musgo, figuras do presépio, pedras, a piscina, a cabana, panos,...e material de limpeza, pois nós limpamos tudo o que sujamos!
Primeiro colocamos a cabana e tentamos decorá-la da melhor forma e depois foi a vez do musgo, que apesar de parecer pouco acabou por sobrar. Enquanto alguns andavam fatigados de um lado para o outro com baldes de água para encher a piscina, outros esforçavam-se por decorar da melhor forma o presépio e colocar as imagens.
A construção do presépio durou a manhã toda, não éramos muitos mas éramos os suficientes! E, por isso, quero desde já, dar uma palavrinha de gratidão, não só aos que foram e que pertenciam ao grupo de jovens, mas também àqueles que, apesar de não se encontrarem de momento no grupo, deram um pouco de si nessa manhã deixando as suas vidas para trás e entregando-se à construção do “maravilhoso” presépio que se encontra desde o dia 2 de Dezembro na Igreja. Pode não ser o presépio mais bonito que construímos até hoje, mas é de certeza um presépio construído com amor e muita dedicação...
Para o próximo Natal espero que haja mais participação da parte de todos, deixando aqui um convite a todos os paroquianos, pois o presépio é para todos nós, desde crianças, jovens, adultos e idosos.
Venham construir o presépio connosco...

Voltar a viver, ou seja, Reviver!

Este é um dos editoriais mais difíceis de escrever… Há uma tristeza imensa dentro de nós, que torna vazio qualquer raciocínio.

Apesar disso, no mês de Novembro houve boas coisas para recordar. Uma delas, foi a magnífica entrevista feita ao nosso Padre, José Carlos, onde se pode encontrar algumas (boas) revelações, onde se revive os primeiros tempos de paroquialidade.
O amigo oculto iniciou-se e, diga-se, em grande estilo… A fazer reviver os “velhos” tempos!

O Magusto não foi celebrado, pois não havia motivos para grandes alegrias, embora, talvez servisse de “arranque” para um novo rumo. Porque deste mês em diante nada será como dantes… As nossas acções trarão recordações. Será o Reviver de emoções.

Novembro foi de contrastes: um calor intenso inicial, deu lugar ao dilúvio no final do mês. Mais uma prova de que o clima está a mudar, e mais um alerta para todos nós. Temos que cuidar do ambiente!

Por isso, a Fonte do Amieiro sofreu remodelações, na esperança de se encontrar a origem da poluição. Descobriu-se que é na própria nascente que se encontra o grande problema. E podemos ser nós, cidadãos, a “matar” ou a “curar” a nossa fonte mais querida, que tanta saudade nos traz. Para além de ser um local onde a natureza espalha charme, a Fonte do Amieiro é parte da nossa história. Portanto, temos a obrigação de a preservar enquanto é possível e trazê-la de novo “à vida”.

Ao entrar no Advento, espalha-se em nós um sentido de responsabilidade para com Jesus, em que Lhe prestamos preces e aconchegámos o coração junto de quem mais amamos. É o espírito natalício a querer brotar e a gritar vida em todos os olhares.
A luz que seguimos, é a nossa esperança. A nossa salvação. O nosso auxílio. A nossa paixão. “Essa luz pequenina, vou deixá-la brilhar (…) dentro de mim” e resta-nos olhar para a frente e acreditar que melhor é possível.

Reviver é recordar. E quem não tem recordações, não tem coração

São Martinho de Introspecção

Tudo agendado para mais uma vez festejarmos o São Martinho, o local escolhido - São Jacinto, o seguro feito, a ementa escolhida, tudo parecia ser mais um fim de semana divertido para nós. Festejamos este dia sempre com alegria e diversão mas nunca deixando de parte a história e testemunho de fé deixado por este Santo, todos se devem recordar do seu gesto nobre quando dividiu a sua capa com o pobre que jazia de frio na berma da estrada.
Pois é, mas tudo não passou de uma programação, não houve diversão mas houve partilha, a nossa alegria transformou-se em capa que foi preciso rasgar ao meio como a de Martinho. Não tínhamos um mendigo que jazia de frio, mas tínhamos um amigo com quem tínhamos que partilhar a nossa capa, a capa da esperança e da alegria, dos momentos vividos e recordados. Trocamos a diversão dos jogos, por cânticos de esperança, a nossa ementa pela Eucaristia, o sabor da jeropiga por lágrimas salgadas, no futuro será sempre mais um dia de São Marinho para recordar. Passados muitos séculos ainda lembramos o testemunho de fé dado por Martinho, assim será até um dia, onde recordaremos a fé de um campeão.

Apanha do Musgo - Serra da Freita 2006




















A construção do presépio teve início com a apanha do musgo que se realizou durante o dia 1 de Dezembro, dia da Restauração da Independência, na Serra da Freita.
Partimos por volta das 9horas e, embora não fossemos muitos, éramos os suficientes para um bom convívio. Quando chegamos, deparamo-nos com o frio característico da Serra, pegamos nos agasalhos e metemos mãos à obra. Enquanto os homens iam à procura do musgo (que estava bem escondido), as mulheres encarregaram-se do doloroso trabalho de temperar as febras (eram 45...!). O musgo parecia nos ter pregado uma partida, não era muito, então tiveram de mudar de local à procura de mais musgo, enquanto as mulheres, essas tinham o “merecido” descanso (!), no aconchego do carro a jogar às cartas e também aproveitaram para dar uns toques na bola!
Por volta da meia hora começaram-se a grelhar as febras (a barriga já começava a dar horas!). Quando os homens chegaram com o musgo todo, fomos para o desejado almoço, que até fila teve pelas febras! Este foi bastante picante, principalmente para os que se deliciaram com o piripiri (hum...!). Aproveitamos o almoço para descansar, conviver, pregar umas partidas bem picantes, uma das quais não correu muito bem, era uma fatia de bolo-rei com piripiri para o Feliciano, porém quem acabou por a comer por engano foi o Marques (espero que te tenha caído bem...!J).
Acabado o almoço decidimos ir dar uma caminhada (que muito nos esperava). Metemo-nos todos à estrada a pé (com excepção da “Pedra Filosofal”!). Pelo caminho pregamos umas partidas, encontramos ovelhas, cães, touros (que assustaram algumas raparigas!), admiramos paisagens magníficas que transmitiam uma enorme serenidade e nos demonstrava a beleza da natureza. A caminhada serviu para nos aquecermos, já que o frio não nos largava. Enquanto caminhávamos, tivemos a sorte de ter o apoio psicológico do Rui que nos acompanhava quentinho no seu maravilhoso Jipe! Já lá ia uma hora de caminho, uns queriam voltar mas outros estavam cheios de energia e queriam continuar (talvez fossem os efeitos do piripiri)! Lá fomos nós, parecia que andávamos perdidos na serra e, para voltar, metemo-nos pelo meio de rochas, avançamos pequenos rios (a saltar), pontes, muros, parecia que não tinha fim! Uns reclamavam porque nunca mais chegávamos e outros aproveitaram para tirar fotografias àquelas belas paisagens. Depois de duas horas de caminhada chegamos ao destino tanto pretendido por alguns! Lanchamos e arrumamos tudo, deixando tudo tão ou mais limpo do que o que estava quando chegamos. Agora o nosso destino era S. Miguel de Souto...
Embora já um pouco fatigados, ainda fomos dobrar os jornais (“O Reviver”), satisfeitos pelo fantástico dia passado no meio do ar puro e da beleza das paisagens que a Natureza, que tanto destruímos, nos tem para oferecer

Perguntas sobre…Muros

Faz este mês, precisamente 17 anos, da queda do muro de Berlim. E por isso, se calhar é boa altura para pensar nos Muros. Os muros que constroem à volta de tanta coisa e os muros que nós próprios construímos à volta da nossa vida! Tal como a história nos mostra, todo o homem quando não consegue controlar determinado aspecto, constrói muros à volta do problema, mais do que dividir, interessa isolar e separar de si aquilo que lhe trará conflitos.
Mas afinal de que adiantam estes muros? De que adianta fugir do problema, ignorando-o durante determinado período de tempo? Ajudará o tempo a ver as coisas de outro modo? Ou poderá fazer com que o problema, ao fim deste período já não o seja! Quantos muros tens dentro de ti? Quantas vezes escolhes o fugir, o isolar o problema, para que determinado assunto não entre em conflito contigo? A história também nos mostra que o melhor modo de resolver o problema em si, é enfrentar a situação…é quebrar muros, saltar barreiras…saltar as tuas barreiras. Costuma-se dizer que os mais novos, os jovens é que têm, força e capacidade para ultrapassarem os seus limites, para experimentar, saltar…gritar! E tu, jovem (mesmo que tenhas 65 anos de idade ou mais…) ainda sentes essa força dentro de ti! Ainda sentes a vontade de salvar uma fonte contaminada…vontade de fazer parar o crescimento do buraco de ozono … vontade de “tirar” o sofrimento a quem o tem? Se assim é, dou-te os parabéns, porque é sinal de que na tua vida não tens muitos muros construídos, e continuas com o espírito aberto ao mundo, sinal de sensatez, sensibilidade mas principalmente de Humanidade.
Não nos deixemos iludir. ou convencer de que quantos mais velhos ficamos, mais adultos sisudos e sérios temos de ser para conseguir uma vida cheia de sucesso….convencemo-nos sim, que a vida tem de ser levada a sorrir, e isso só tem sentido se fores capaz de fazer sorrir..de fazer viver…de construir em teu redor: vida, e não muros. Espontaneidade, é apalavra chave para isto tudo. Ser espontâneos responsáveis…e deixarmo-nos sempre sentir que somos jovens com a força e vontade de que com as nossas mãos podemos mudar o mundo…e claro está, podemos e devemos começar pelo nosso. Não nos deixemos adormecer! A vida é curta demais para andarmos constantemente em obras com muros…

E agora um pouco de História:

“O Muro de Berlim foi uma realidade e um símbolo da divisão da Alemanha em duas entidades estatais, a República Federal da Alemanha (RFA) e a República Democrática Alemã (RDA). Este muro, além de dividir a cidade de Berlim ao meio, simbolizava a divisão do mundo em dois blocos ou partes: Berlim Ocidental (RFA), que era constituído pelos países capitalistas encabeçados pelos Estados Unidos da América; e Berlim Oriental (RDA), constituído pelos países socialistas simpatizantes do regime soviético.
Construído na madrugada de 13 de Agosto de 1961, dele faziam parte 66,5 km de gradeamento metálico, 302 torres de observação, 127 redes metálicas electrificadas com alarme e 255 pistas de corrida para ferozes cães de guarda. Este muro provocou a morte a 80 pessoas identificadas, 112 ficaram feridas e milhares aprisionadas nas diversas tentativas de o atravessar.
O Muro de Berlim caiu no dia 9 de Novembro de 1989, acto inicial da reunificação das duas Alemanha, que formaram finalmente a República Federal da Alemanha, acabando também a divisão do mundo em dois blocos. Muitos apontam este momento também como o fim da Guerra fria.
Actualmente, o governo de Berlim incentiva a visitação do muro derrubado, preparando a reconstrução de trechos do muro. Além da reconstrução de alguns trechos, a intenção é marcar no chão o percurso que o muro fazia quando estava erguido.
Porquê a construção do muro.
Desde o estabelecimento da RDA, grande número de cidadãos emigravam à RFA. O fluxo de refugiados passava principalmente por Berlim, porque a divisa Oeste à RFA já era rigidamente controlada na época, em procura de desertores da república e contrabandistas. O comércio de produtos alimentares, comprados na Alemanha Oriental e vendidos na Alemanha Ocidental, era muito lucrativo para pessoas que viviam ou trabalhavam em Berlim Oeste, mas enfraquecia o sistema de economia planificada do Leste. O bloqueio total das divisas por meio da construção dum muro então devia deter o fluxo de pessoas saindo do Estado dos Trabalhadores e Fazendeiros.”

Podes vender-me uma hora do teu tempo?

Com uma voz tímida e com os olhos admirados, o pequeno rapaz pergunta ao seu pai que chegou do trabalho:
- "Papa, quanto ganhas tu à hora?"
Muito surpreso, o pai atira um olhar ao seu filho e responde:
- "Ouve, filhinho, mesmo a tua mãe não sabe. Deixa-me um pouco tranquilo. Tive um dia sgotante, estou cansado."
- "Anda, Papa, diz-me. Quanto ganhas tu numa hora de trabalho?"
Finalmente, o pai responde duramente:
- "30 Euros à hora, os nossos amigos de Quebeque diriam 40 dólares."
- "Papa, podes emprestar-me 15 Euros?" pergunta a criança.
Mostrando a sua fadiga e o seu nervoso, o pai zanga-se:
- "Era por isso que querias saber quanto ganho à hora?
Para te emprestar dinheiro! Anda, vai dormir e pára de me enervar!"
À noite, o pai repensou no que tinha dito ao seu filho. Se calhar ele queria comprar qualquer coisa de importante para ele, ou dar um presente à mãe? Para estar em paz com a sua consciência, ele vai ao quarto do seu filho ver se ele já dorme.
- "Tu já dormes, filhinho?"
- "Não papa, porquê?"
- "Tens aqui o dinheiro que me pediste" diz o pai.
- "Obrigado, oh obrigado papa!" O rapaz põe a sua mão debaixo da almofada e tira 15 Euros.
-"Agora, tenho o dinheiro suficiente! Agora tenho 30 Euros!!!"
O pai olha para o filho, admirado, e não compreende a sua alegria.
- "Papa, podes vender-me uma hora do teu tempo?"

Obrigada Meu Deus, por velares pelos filhos Teus.

Pelas criancinhas, como avezinhas,
A voar libertas, de asas abertas,
Que vão e vêm
Para os braços da Mãe.

Pelos adolescentes,
Que passam contentes, de olhar sonhador!
Com alguma rebeldia, espalham a alegria,
Pensando na magia,
Como tornar o mundo melhor!

Pelos jovens que seguem em linha recta,
Afim de atingirem a meta
E o seu sonho realizar.
Pelos que escolhem a seta,
Que não os conduz em linha recta,
Mas que lhes indica uma estrada sinuosa,
Tornando a sua viagem perigosa,
Com obstáculos difíceis de ultrapassar.

Pelos adultos que deixaram de acreditar.
Por aqueles que andam sempre apressados,
Com o trabalho, dos filhos afastados,
Sem tempo para lhes dedicar…

Pelos idosos que sofrem com a solidão.
Pelos que, no seio da família, sentem a rejeição.
Enfim, por todos os que vivem sem amor…
Velai por eles Senhor!

Uma Experiência com o Computador


No dia 1 de Outubro, com o intuito de celebrar o “Dia do Idoso” o grupo de jovens organizou na Casa da Juventude (edifício da Junta de Freguesia) uma actividade que permitisse às pessoas pertencentes a esta faixa etária (mais de 65 anos), ter uma pequena experiência com um computador. Tal actividade consistia numa pequena pesquisa pela Internet e no preenchimento de um diploma simbólico que servisse de lembrança.
Contudo, possivelmente devido a chuva intensa que caía naquela manhã e à fraca divulgação, a adesão foi má. Já estava perto da hora do término da actividade quando surgiu a Sra. Rosa, a única participante.
Apesar de não ter corrido como o previsto, talvez se volte a realizar uma actividade do género numa altura mais propícia, a qual terá contudo, de ser mais publicitada.

Concurso de Sopas 2006

No dia 30 de Setembro e 1 Outubro realizou-se os festejos em honra de São Miguel.
No sábado, já pela manha algumas equipas começaram a decorar as barraquinhas e logo depois do almoço 20 equipas começaram a confeccionar os 40 litros. Mas o grupo de jovens “Os Samaritanos” não cumpriu com os 40 litros exigidos pelo regulamento, mas sim, com cerca de 160 litros (mais 40 litros do que o ano anterior) “famosas” papas de vinha d’alho, isso porque todos os anos verifica-se uma grande afluência, que até fila se forma!!!
Como sabemos, todas as equipas são vencedoras pela participação, mas só uma é que é mesmo vencedora e este ano foi a Girassol. A noite terminou com o grupo musical “Os Filhos da Torre”. No domingo de tarde houve às 15h o lançamento das catequeses que chamou muitas crianças e pais que aproveitaram para participar na procissão.

Obrigado a todas as pessoas que tornaram este evento possível.

Fátima 2006












Nos dias 9 e 10 de Setembro, realizou-se no santuário de Fátima o encontro nacional do movimento dos convivas fraternos.

No sábado, às 7h10m, o autocarro partiu de Souto em direcção à Figueira da Foz, onde fez-se um paragem para tomar o habitual pequeno-almoço. Depois seguimos para a praia de Pedrógão e fomos passear, esticando as pernas pois sabemos que são muitas horas a andar de autocarro. Da praia de Pedrógão paramos numa mata, frente dos bombeiros voluntários de Leiria, onde almoçamos e reforçamos as nossas energias para mais algumas horas, rumo a Fátima.
Às 14h25m chegamos a Fátima, onde se pode participar nas actividades propostas pelo movimento dos convivas, orando, cantando e reflectindo “com Maria, caminhamos na luz”.

No domingo depois de uma noite muito calma, dispersamo-nos para tomar o pequeno-almoço e comprar lembranças. Às 11h participamos na celebração da eucaristia no altar do recinto, com a invocação a Nossa Senhora e procissão do adeus.
O regresso a casa fez-se por volta das 15h45m com uma paragem no parque de lazer, na Cúria, desfrutando do sossego e da bela paisagem. Chegada a São Miguel de Souto às 19h30m.
Agradecemos a presença de todos nesta peregrinação e até para o ano… “se Deus quiser”.

Chegar, ver e... Respeitar

Deu-se início à nova época de actividades do Grupo de Jovens, após um período de férias, com a realização do acampamento paroquial.
Este ano, a iniciativa revelou-se frutífera, uma vez que se reforçaram vontades de permanência, no Grupo, da parte dos que já o frequentavam, e acima de tudo serviu de incentivo a jovens que ainda não faziam parte dele. Estamos muito satisfeitos.

O conceito de grupo engloba regras que devem ser cumpridas, para que um todo funcione como unidade. Neste aspecto, o respeito é palavra-chave.
Quando as regras são quebradas, o equilíbrio do grupo é afectado, e todo o trabalho é influenciado, causando desordem.
Porque é, para alguns, tão difícil cumprir regras? Porquê ameaçar a estabilidade de um grupo? Porque se corre riscos desnecessários, transgredindo as regras? Chama-se a isso irresponsabilidade. Mas eu prefiro chamar… imbecilidade!
Os valores presentes numa equipa – partilha, sacrifício, respeito, ordem, trabalho, entreajuda, união, iniciativa, compreensão, amizade… - devem permanecer sempre em cada acto ou palavra que tenhamos. Quem não tem espírito de grupo, quer dizer, quem não tem incutidos em si os valores de um grupo, auto exclui-se dele…
Devemos fazer do grupo um “instrumento” útil e credível, e não, um “empecilho” que só nos dá chatices e mau estar.

Este é um conselho aos “novos” jovens que entrarão no Grupo de Jovens e um alerta ao “velhos” jovens. Mas não só. Isto aplica-se a tudo o que nos rodeia.

Apenas, para que sejamos um pouco mais respeitadores e responsáveis. Não seremos assim melhores pessoas?

Acampamento São Jacinto, 2006 - Um novo arranque








O Grupo de Jovens iniciou o novo ano pastoral de uma forma diferente.
Este ano, decidido a quebrar a rotina o Grupo de Jovens iniciou o ano pastoral com a actividade que o costuma encerrar, o Acampamento Paroquial. Prevê-se um ano de mudança, de crescimento, cheio de convívio e animação, sem nunca perder a sua direcção: evangelizar e sermos “Os Samaritanos”…
Essa mudança foi vincada na nossa primeira actividade, o acampamento, substituindo o ar da Serra da Freita, pelo ar de São Jacinto. Este ano decidimos quebrar a rotina e trocar a serra, pelo oceano. Porém, nem mesmo trocando a localização São Pedro decidiu apresentar-nos um bom tempo. O número de dias de acampamento também foram apenas dois e, por isso, a partida foi bem cedinho.
Deixamos a nossa freguesia por volta das 8h30m em direcção ao nosso destino e à medida que nos aproximávamos dele, verificávamos que o nevoeiro iria estar presente. Assim se sucedeu, o nosso fim-de-semana de 2 e 3 de Setembro foi aconchegado pelo nevoeiro.
Depois de conhecermos as instalações e as suas regras fomos montar as barracas, após a qual nos dividimos por grupos de trabalho através de um jogo muito saboroso de olhos vendados.
Durante o fim-de-semana tentamos aproveitar o tempo para nos divertir e animar, indo à praia, cantando, jogando diversos jogos tais como futebol, voleibol, cartas… aproveitamos também o tempo para reflectir sobre diversos temas, alguns mais relacionados com o próprio grupo e outros, nem tanto… e tentamos aproveitar a noite para repousar o que nem para todos foi fácil, uma vez que aparentemente devemos ter montando tendas por cima de formigueiros.
Uma vez que o São Pedro não estava para nos prestar muita ajuda, decididamente o nevoeiro não nos largava, decidimos voltar para a nossa freguesia um pouco mais cedo. Porém, não era assim que o nosso destino estava traçado e devido a um acidente que obstruiu a estrada entre São Jacinto e Torreira fizemos uma paragem num parque na ria, para assim convivermos e empatarmos um pouco mais de tempo.

Tendo chegado à freguesia mais tarde que o previsto “Os Samaritanos” terminaram assim o acampamento, que pela minha opinião foi um dos melhores dos últimos anos… talvez pela mudança de ares, ou pela organização de diferentes actividades…O que é certo é que se este ano continuar com a mesma força e espírito que começou, certamente será de lembrança tanto para “Os Samaritanos” como para toda a população!

O Código Da Vinci e os códigos da vida

Nestes dias, as Igrejas cristãs de tradição antiga se preparam para a festa de Pentecostes que celebra a vinda do Espírito de Deus para fecundar todas as culturas e tornar os discípulos de Jesus capazes de compreender os diferentes idiomas e linguagens da humanidade. É a base da vocação para o diálogo com o diferente e a unidade. Por isso, é estranho que, exactamente nestes dias, no mundo todo, apareçam grupos de cristãos e pastores fazendo campanha contra o romance "O Código da VINCI" do escritor Dan Brown e o filme dirigido por Ron Howard, inspirado no livro. Penso que estas campanhas contêm vários riscos e enganos. Podem até se transformar em peça favorável à obra que querem atacar. Dizem que as informações do romance sobre o cristianismo e as origens da Igreja são todas mentirosas. No entanto, negam com tanta força as afirmações do livro que parecem aceitar a tese do autor de que se os tais segredos contidos no romance fossem descobertos, destruiriam a fé cristã. Colocam-se, assim, no mesmo nível do escritor em seu fundamentalismo. A diferença é que Dan Brown se propôs a escrever um romance e não a reconstituir a história. Os tais cristãos que pensam defenderem a fé atacando O Código da VINCI, além de fazer propaganda da obra, ao reduzir a fé a certas expressões históricas do dogma, testemunham uma fé fechada e rígida. Esta imagem negativa do cristianismo só os cristãos podem dar.

Para quem não leu o livro e não viu o filme é difícil resumir a complexa trama do romance. Um director do Museu do Louvre é descoberto assassinado. Junto ao corpo, se encontram estranhos códigos, escritos com seu sangue. A polícia francesa pede a ajuda de Robert Langdon, norte-americano, professor de simbologia religiosa, que acaba se tornando suspeito. Robert e Sophie, neta da vítima, saem como detectives, por vários países da Europa, atrás do segredo ali contido. Descobrem que o avô de Sophie era um dos líderes do "Priorado de Sion", sociedade secreta a qual teria pertencido Leonardo da VINCI e que tem como meta proteger um segredo milenar. Este crime, como outros, teria sido cometido pela Opus Dei, associação católica tradicionalista, que faz tudo para impedir que se descubra a verdade, há dois mil anos, ocultada pela Igreja: Jesus Cristo foi casado com Maria Madalena. Era um simples homem que, no século IV, o imperador Constantino teria divinizado. De fato, após a sua crucifixão, Maria Madalena, grávida de Jesus, teria migrado para a França e ali tem descendência, sendo que até hoje existe ali uma herdeira sua.

Actualmente, no mundo inteiro, comunidades cristãs da América Latina, África e outros continentes sentem a necessidade de "desocidentalizar" o cristianismo, ou seja, que se expresse a fé cristã de um modo novo, mais apto a tocar no coração da humanidade pluralista de hoje. Historiadores e teólogos sabem que foi sob pressão de imperadores e de conjunturas políticas pouco evangélicas que alguns dos Concílios antigos formularam importantes dogmas da fé cristã. É verdade que os imperadores antigos se utilizaram do cristianismo e grande parte da hierarquia eclesiástica da época se deixou utilizar politicamente para conquistar o poder em nome de Deus. É verdade também que o imperador Constantino teve forte influência na afirmação dogmática do Concílio de Nicéia (315) sobre a natureza divina de Jesus. Mas, não é verdade que tenha "inventado" a divindade de Jesus. A fé de que, de alguma forma, Jesus é o Filho de Deus vem de tempos antigos. Apoia-se em afirmações dos Evangelhos que, embora tenham significado mais simples, permitem esta interpretação. Hoje, várias correntes da Teologia estão aprofundando e propõem uma nova forma de compreender a pessoa de Jesus e sua unidade com Deus.

Conforme o que se percebe no romance, parece que uma possível relação amorosa entre Jesus e Maria Madalena seria a prova de que este é simples homem e não Deus. Ora, desde os primeiros séculos, a maioria dos cristãos professa que se Jesus é divino, o é justamente por ser totalmente homem. A oposição entre ser divino ou humano não existe. Muitos dos que entram nesta polémica não percebem esta contradição. Ao negar que Jesus pudesse ter vivido uma relação matrimonial com Maria Madalena pelo fato de ser Filho de Deus, reforçam uma visão sobre a divindade de Jesus que a Igreja cristã nunca aceitou. A questão se Jesus foi casado ou não com Maria Madalena pode ser discutida em termos históricos, (não existe prova de tal relação), mas não se pode negar esta tese, porque se ela fosse verdadeira, Jesus seria menos santo ou menos divino.

No ponto de vista histórico, as alusões a uma possível relação amorosa entre Jesus e Madalena se baseiam em manuscritos descobertos em 1948 em Nag Hammadi (Egipto). São textos originários de seitas gnósticas (hoje diríamos esotéricas) dos séculos II e III. Entre eles, o chamado "Evangelho de Filipe" chama Maria Madalena de "a companheira do Senhor" e diz que Jesus a beijava na boca. Nestes textos antigos, tais informações têm um sentido bem diferente da que ganham ao ser lidos, hoje. Os gnósticos queriam superar os limites da corporalidade para ser mais espirituais. Para eles, a união entre o masculino e o feminino era vista como superação da divisão corpórea. Jesus e Madalena eram exemplos desta integração. O beijo na boca era como uma senha do grupo. Era sinal da comunicação da sabedoria interior. Dizer que Jesus beijava Madalena na boca era a forma de dizer que Jesus pertencia ao grupo deles e Maria Madalena era depositária privilegiada da sabedoria comunicada por Jesus.

O livro aborda questões que a Igreja deve olhar com mais atenção, como a integração entre o masculino e o feminino e o consequente lugar da mulher na Igreja. Dan Brown nos recorda que, nos primeiros tempos do cristianismo, algumas comunidades viviam isso de forma mais feliz. Maria Madalena era símbolo da comunidade cristã. Esta comunidade vive com Deus uma aliança de amor, simbolizada na relação entre o homem e a mulher. O próprio evangelho de João conta o encontro de Madalena com Jesus no jardim do sepulcro, na manhã do domingo, recorrendo a palavras do Cântico dos Cânticos, quando este narra a busca erótica da amada pelo amado (Ct. 3). A tradição ocidental confundiu a figura de Madalena com a da mulher adúltera e com a pecadora que unge com lágrimas os pés de Jesus em Betânia. Marcos e Lucas chegam a dizer que Jesus teria expulsado dela sete demónios (Mc. 16, 9 e Lc. 8, 2). Mas, nenhum evangelho ou texto antigo a chama de prostituta.

O que mais me dói nessa história não é o que está atiçando a ira da maioria dos crentes. Entristece-me que a fé cristã continue associada a nobres e cavaleiros de guerra e não a pessoas consagradas à paz e grupos empenhados em tornar este mundo melhor. Entretanto, isso Dan Brown não inventou. Ainda temos no mundo um cristianismo ligado à cultura de guerras, conquistas e segredos de corte. Em tal atmosfera, fica fácil fazer romances de mistério. São muitos os que pululam por aí, sobre lendas do Santo Graal, Irmandade do Santo Sudário e outros.

Na realidade, o tal Priorado de Sion nada tem a ver com cavaleiros medievais. Foi criado em 1961, por Pierre Plantard, francês que, para conquistar credibilidade, inventou documentos que o ligariam à dinastia dos merovíngios e o Priorado de Sion a ordens medievais. A pesquisa histórica descobriu que os documentos eram falsos, mas a fantasia agradou a muita gente. Quanto à Opus Dei, existe e é poderosa na Igreja e no mundo. Os crimes narrados no romance, atribuídos à Opus Dei são ficção. Entretanto, ao mostrar a relação entre fanatismo religioso e assassinato, o romance permite uma análise justa sobre fundamentalismos actuais, responsáveis por muitas das guerras que dilaceram o mundo.

O romance é comercial e o filme mais ainda. Entretanto, atraem multidões porque criam uma cumplicidade com as pessoas em procurar ver o humano – masculino e feminino – presente em Deus. O Código da VINCI faz com que muita gente, há tempos, desinteressada por qualquer assunto religioso, novamente aceite se interrogar sobre a fé e a espiritualidade. Insistem em discutir os fundamentos do cristianismo, o que pode não ser fiel ao dogma, mas é saudável para a busca espiritual.

Mesmo se muitas das informações do romance não têm consistência histórica, somos sempre convidados/as a prosseguir a busca, como a de Maria Madalena perguntando por Jesus no jardim da ressurreição ou como a da esposa do Cântico dos Cânticos que procura o esposo na noite escura da vida. Certamente Deus prefere ser procurado assim do que ser afirmado com a frieza do dogmatismo que não aceita discussões.

SER ou FAZER?

Ainda referente ao passado mês de Junho, fiquei eu de escrever um texto sobre o dia da criança e ai surgiu uma pergunta: afinal o que é ser criança? Poderia muito bem, fazer uma pesquisa na Net sobre o tema, que nem sequer precisava ser muito intensiva, mas qual seria o resultado? Um texto sem fundo, um texto com um reflexo anónimo! Ainda durante a reunião do grupo de jovens, passando os olhos a cada elemento e pensando sobre o que deveria escrever: decidi escrever sobre nós… os jovens crianças de Souto e todos aqueles que mesmo sem saber, ou sem querer fazer caso, ainda são crianças!
Afinal o que é ser criança? É agir sem pensar nas consequências? Ou pelo contrário? Agir sempre, pensando conscientemente no possível benefício que isso trará para si? É procurar fazer tudo o que nos der alegria e satisfação? Qual é o adulto que já não pensou assim?
Ou é ser capaz de esboçar um grande sorriso só para que o outro sinta alegria ao nos ver felizes? É fazer tudo e mais alguma coisa para se sentir Feliz, mas principalmente amada? É dizer que Ama, que está feliz, sempre que lhe apetece?
Afinal, o que separa o adulto da criança? Eu acho que é uma película muito fina, que a qualquer momento pode ser quebrada, basta querer… e sabem me dizer como se chama essa película? Eu arrisco: Sociedade! Afinal, quem nos faz adultos é a sociedade. Todas as regras a que estamos sujeitos e que temos de respeitar escrupulosamente, se queremos ser respeitados como adultos e se queremos fazer vida de adultos. Mas até que ponto somos capazes de nos esconder nessa sociedade? É certo, que não é o quebrar as regras que nos vai fazer diferentes, ou melhores que os outros, mas sim entender e saber usufruir de todas essas regras. Uma vez ouvi dizer que: “A felicidade não está naquilo que nos faz falta, mas sim no bom uso daquilo que temos”. E a meu ver é verdade. Não é a quebrar as regras que vamos ser mais felizes, mas sim utiliza-las e respeita-las do modo correcto.
Fazer tudo com e para o amor. Afinal o ser criança, resume-se ao Ser Amor, ao ser capaz de em todos os gestos sentir amor… E nós jovens? Ainda somos capazes de sentir esse amor? Ainda somos capazes de fazer sentir ao outro esse amor? Não falo de amor de namorados, esse é mais banal dizer que sentimos. Falo do teu amor para com todos os que te rodeiam. Ainda somos capazes de durante as nossas reuniões do grupo de jovens, ou durante uma actividade qualquer, sentir que estamos ali por amor e que todos são precisos? Ou isso já nos passa ao lado, pois temos de ser adultos? Porque não podemos falhar e temos muita coisa para fazer e o que interessa é fazer?
Fazer. Outra característica de ser Adulto… se calhar a característica que melhor o define. Enquanto que a criança resume-se apenas a Ser. Adulto, o fazer bem e cada vez melhor. “Fazer bem e faze-lo bem, é um duplo bem”? Claro que sim. É essencial cada vez que fazemos qualquer coisa procurar a essência e o porquê de estarmos a faze-lo. Mas afinal, porquê que o fazemos? Porque estamos a servir os outros? Porque temos de servir e se não o fizermos somos então apontados como pessoas que não cumprem? E onde se pára? Até que ponto se tem de levar ao fim algo que já não te sentes bem a fazer? Claro que temos de ser responsáveis em tudo (é isso ser adulto), mas tudo tem alternativa (se calhar até mesmo a morte, só depende de como a encaramos). Costuma-se dizer que num grupo, não há ninguém insubstituível… não concordo! Todos somos insubstituíveis. E é preciso ter sempre isso bem claro! Claro que sem esta ou aquela pessoa pode-se fazer tudo que até aqui se fazia, mas se ela está, é porque faz falta! Então porque não mostrar o valor dessa pessoa? Porque não mostrar que somos crianças, sempre que somos capazes de fazer sentir os outros amados, e adultos ao mesmo tempo, sempre que somos capazes de ter maturidade suficiente para nunca deixar de o mostrar.
Sempre me ensinaram que não se deve fazer nada à espera de agradecimentos: SIM! Não se deve fazer nada só por interesse ou para que os outros vejam que és importante, deves faze-lo porque te sentes bem, e chegas mesmo a sentir necessidade de ser útil aos outros. Mas então quando é que o adulto dá lugar à criança…e mostra o afecto, o gesto de carinho, que tão gratificante se torna! Quando é que fazemos isso? Quando, por qualquer motivo, perdermos a pessoa em questão? Quando tivermos que ir todas as semanas levar flores à campa?
Sejamos adultos o suficiente para não esquecer nunca que crianças fomos, voltaremos a ser, mas principalmente, sempre seremos! E o Ser mais adulto, é nunca esquecer que somos pessoas livres, mas que vivemos rodeados de uma sociedade que muitas vezes nos inibe, nos retrai e na maior parte das vezes nos faz esquecer que sempre seremos uma criança! Ri sempre que te apetecer, se tiveres no trabalho e soltares uma gargalhada, de certo que muitas mais pessoas se vão rir, isso não é bom? Grita, canta, salta… solta-te! Sê criança! Não tenhas medo do ridículo… Ridículo é continuarmos com estas máscaras rígidas que nos impedem de ver o mundo com outros olhos…os olhos de ser criança!

"Pic-Nic" na Murtosa







Verão Cultural 2006












Ciclopaper

Como em todas as actividades proporcionadas aos soutenses, este ano a afluencia ao Ciclopaper pecou por escassa. Apenas sete equipas alinharam à partida, que se deu no Largo da Igreja, em Souto.
O trajecto era um pouco longo e árduo, embora com poucas paragens, mas todos os participantes mostraram empenho e conseguiram terminar a prova.
Nos vários pontos de passagem, os concorrentes teriam que completar uma prova, na qual amealhavam pontos e perdiam/ganhavam tempo, conforme o sucesso obtido nessas mesmas provas. Desde questões de cultura geral a procurar uma bolacha num recipiente com água e farinha e culminando num divertidíssimo jogo das tábuas – os quatro elementos da equipa teriam que caminhar em conjunto com os pés em cima de tábuas e percorrer um pequeno percurso de quinze metros – tudo serviu de animação.
O final deu-se nos moinhos do Rio Novo em Cabomonte/Tarei. Aí juntaram-se todas as equipas, onde houve um pequeno convivio. A boa disposição reinou e era altura de consagrar os vencedores.
A equipa “Super Cansados” foi a vencedora, à justa, o que indica a qualidade da prova.
O Grupo de Jovens agradece a todos os participantes, e congratula a equipa vencedora.
Os prémios de presença foram oferecidos à partida, enquanto que os “Super Cansados” receberam os louros na Feira de Artesanato.
Esperemos que para o ano a participação seja bastante maior, para que esta actividade não seja “condenada à morte!”

Feira de Artesanato

O grupo de Jovens, como tem vindo a acontecer nos últimos anos, organizou a feira de artesanato, que decorreu no fim de semana de 15 e 16 de Julho.
Esta é uma das maiores actividades que Os Samaritanos organiza, e acredito que tal como todas as outras tem crescido e ainda tem muito para crescer, mas estamos de parabéns, pois não sendo uma associação, nem tendo fins lucrativos com as actividades temos organizado muitos eventos na nossa freguesia.
Voltando ao título deste artigo, a feira de artesanato tem vindo a aumentar e a melhorar de ano para ano, e neste não foi diferente. Comparativamente neste ano tivemos mais barracas, por volta de 30, e o tipo de artesanato exposto foi mais diversificado o que contribui para um melhor ambiente. Também é de referir que a animação melhorou, pois também foi mais diversificada o que atraiu mais pessoas. Porém, tal como o ano passado, e como tem acontecido evento após evento, o tempo não nos ajudou muito. O excesso de calor afastou as pessoas levando-as até à praia, ou deixando-se repousar nas suas casas frescas…
Este ano a aderência de participantes nas barracas de fora da nossa freguesia aumentou, e espero que tenham apreciado.
Uma novidade na animação da feira foi o desfile com roupas recicladas que mereceu a tenção da grande parte do público. Esperemos que esta tenha incentivado todos para a importância da reciclagem! E quero agradecer a todos os que conseguiram tornar a ideia em realidade.
Os participantes chegaram de manhã, para decorarem e organizar as suas barracas. A feira abriu no início da tarde do dia 15, com a presença do Presidente da Junta e do Vereador da Cultura e prolongou-se até às 24h. Reabriu no dia seguinte às 8h30 encerrando-se por voltas das 22h. Foram dois dias de festa nos quais a população aderiu com boa afluência. Esperemos que no próximo ano esta ainda seja maior, e que a afluência de pessoas vindas de outras freguesias e de outros concelhos também aumente para assim poder ser possível tornar esta feira cada vez melhor.
Não dizendo nomes para que não me esqueça de nenhum, queria agradecer a todos os participantes, aos colaboradores, aos grupos que nos animaram a festa, a todos aqueles que tornaram esta feira possível e, claro, a todo o público, pois sem todos vós esta feira não seria possível.
Obrigado!

Somos deste mundo

Durante este mês, o futebol será o principal responsável pelo auge de vários sentimentos. Injustiça, frustração, esplendor, alegria, paixão… O que torna o Campeonato do Mundo mais bonito, somos nós, reunidos. Todo o Mundo reunido. A sofrer pela mesma causa.
Seria neste espírito, num espírito que não existe no Mundo, que gostaria de viver. O Mundo da união, da esperança e do sofrimento, para se atingir um objectivo. Este Mundo, o de hoje, já não tem esta união. Ao menos com o futebol dêmos as mãos e choremos todos pelo mesmo!

Dia 1 passado, foi o dia de todos nós. O Dia da Criança. Todos sabemos que as crianças são o melhor desta vida, e que apenas o proporcionar de um sorriso infantil, provoca-nos uma imensa alegria. Mas quantas crianças não têm este sorriso? Enquanto está a ler este artigo, centenas de crianças morrem sub nutridas e com doenças horríveis. Outras estão a trabalhar, outras são exploradas sexualmente, outras sofrem violências de várias espécies. E poderia estar aqui a escrever muito mais… Dá que pensar, não dá? Que Mundo é este que não respeita os direitos das crianças? Não é o Mundo que gostaria de ter. O que posso fazer? Muito pouco. Mas aquele que não faz nada, só porque podia fazer muito pouco, é aquele que comete o maior erro. Vamos proporcionar às crianças todos os sorrisos que elas merecem…

Meio Mundo assistiu às cerimónias do 13 de Maio, dia em que foi comemorado um ano da trasladação do corpo da Irmã Lúcia desde as Carmelitas até ao Santuário de Fátima. O facto de ter sido num fim de semana, ajudou a que as pessoas, portugueses e do resto do Mundo, a unirem-se para assinalar este facto, e mostrar que a fé está intocável.

O Mundo está a mudar e parece que o Verão chegou em força! O imenso calor que se faz sentir, deve-se, em parte, à enorme camada de poluição atmosférica. Este ano contam-se pelos dedos, os dias em que choveu. E claro, o calor sentir-se-á cada vez mais forte e a seca será ainda maior. Estejam atentos e protejam-se. Este sol é traiçoeiro!

Caminhada Radical 2006

Finalmente a chuva deu-nos tréguas! O bom tempo alimentou-nos a esperança de que este ano a caminhada não iria ser tão custosa e as adversidades seriam menores. Puro engano!
Éramos seis (Ricardo, Andreia, Feliciano, Filipe, Marques e Alexandra) e partimos de Souto, em direcção à Serra da Freita, numa carrinha da Banda Musical. Em pouco mais de uma hora, desembarcamos
algures, relativamente perto de uma localidade denominada Carregal, pertencente ao Concelho de São Pedro do Sul. A partir daqui, estávamos por nossa conta e risco.
O objectivo inicial seria seguir a estrada, que passa em Manhouce, e seguir para São Pedro do Sul, mas depressa nos pusemos por atalhos e… em trabalhos! O início não podia ser pior. O caminho por onde seguimos era demasiado cansativo, devido, não só aos altos e baixos (naturalmente) mas também ao aspecto íngreme, com pedras soltas e buracos e também finito. Ou seja, o caminho terminou e tivemos de descer uma escarpa para conseguirmos alcançar um outro caminho que nos levou até junto de um riacho, onde se encontrava um pastor e o seu cão. Aproveitamos esse local para descansar um pouco e retemperar forças, pois o trilho continuava até à estrada. Já com algumas queixas musculares, continuamos a nossa marcha em direcção à povoação (Carregal). Ali chegamos, por volta da hora de almoço.
Após almoçarmos e descansarmos junto de uma pequenina capela, perguntamos a uns senhores rurais, que por ali andavam a laborar, qual o caminho mais fácil para atingirmos Manhouce, ao qual nos indicaram um atalho, que cortava imenso caminho – poupando a ida a Manhouce – que nos levaria ao Poço Negro, antes do lugar da Sernadinha. Maldita sina a nossa! Pusemo-nos a andar e à medida que íamos seguindo, constatávamos que nos estávamos a perder! Tomámos o trilho errado, que nos levou a um mato sem saída… Voltámos para trás, arranhados e suados (o calor sempre nos acompanhou nesta aventura!), e depois de muitas hipóteses colocadas (entre as quais, voltar à aldeia onde almoçámos, e retomar a estrada até Manhouce – pois seria mais fiável e seguro), encontrámos a vereda que nos tinham indicado (contudo, fomos a medo, porque não nos queríamos perder outra vez…) e descemos até ao “paraíso”! Uma fabulosa paisagem, a barragem no Rio Teixeira e uma albufeira com a água mais reluzente e limpa que se pode imaginar. Simplesmente lindo! Só de olhar, já nem sentíamos dores…
Paramos junto ao rio e tomamos banho. Mas que bem que soube! Porém, o pior ainda estava para vir…
Após a passagem da barragem, tínhamos que subir até Sernadinha. Cerca de 3 km a “escalar” a subida, quase vertical! E por baixo de um calor abrasador! Foi muito penoso… Até uma serpente (cerca de 30 cm!) se atravessou no nosso caminho!
Cerca de 40 minutos, foi o tempo que demorámos a subir até à aldeia. Apenas paramos no cimo e junto a um campo de futebol abandonado, onde existiam umas sombras, que nos foram muito úteis. Já na aldeia, abastecemos os cantis e rumamos em direcção a São Pedro do Sul, pela estrada principal. Eram já cerca das 16 horas, quando começámos a avistar habitações (partimos de Sernadinha cerca de uma hora antes), até que um “anjo” nos deu um “empurrãozinho” até São Cristóvão de Lafões. Aí lanchamos e exploramos a localidade. Ao longe avistamos um edifício, que parecia um convento, e que, porventura, poderia ser o local onde pernoitaríamos. Após uma longa descida até à Ribeira da Ladeira, e uma pequena subida, encontramos um cemitério e, no cimo de um pequeno monte, a Capela da Nossa Senhora da Boa Morte. Pelo nome, ficámos sem vontade de ficar por aquelas bandas…! Um pouco mais abaixo, encontrámos o tal edifício. Era o Mosteiro de São Cristóvão, onde se podia fazer turismo rural. Como o objectivo e o espírito da caminhada não envolvia mordomias (que não fossem dadas…), optámos por seguir caminho, e procurar leito noutro sítio.
Estrada acima, fomos caminhando, até avistarmos casas. Tínhamos acabado de chegar a Janarde. Também aí não tivemos sorte. Mas, como, “a sorte não se tem, procura-se”, numa localidade a cerca de 6 km de distância, Santa Cruz da Trapa, encontramos, junto a um campo de cultivo, o segundo “anjo” desta caminhada. O Sr. Armando, é este o nome do “anjo”, salvou-nos a noite, oferecendo um telheiro na sua magnífica quinta. Aí pernoitamos, junto dos animais – diga-se, devidamente colocados e separados – galinhas, cães, ovelhas, porcos… um destes tinha dado à luz (cerca de 10 porquinhos) poucos dias (talvez um) antes de termos chegado à quinta…
Após o churrasco, deitamo-nos exaustos. No rescaldo deste dia, para além dos cerca de 20 km percorridos, das paisagens belas e da ultrapassagem das dificuldades, ficou a sensação de dever cumprido. A primeira etapa tinha sido concluída com sucesso!
No segundo dia, 30 de Abril, levantamo-nos bem cedo, 7 horas, e após tomarmos o pequeno almoço, avançámos em direcção ao destino. Cerca de 10 km separavam-nos da meta inicialmente traçada. Ao longo desse percurso, tivemos oportunidade de encontrar várias pessoas, com quem íamos conversando. Atravessámos o Rio Varosa e o lugar do Freixo, até Serrazes, onde decorria uma festa religiosa local. Eram cerca de 10.30h quando tomámos a estrada que nos levaria definitivamente até às Termas de São Pedro do Sul. Após uma pequena pausa, para retempero de forças e massagem dos pés, chegámos às Termas.
Mas que lugar! Tinha tanto de esplendoroso como de chique. Tantos hotéis, tanta gente diferente. Nem parecia Portugal. A paisagem era arrebatadora! O Rio Vouga atravessando o centro, com jardins em seu redor, patos nas águas e um tempo espectacular, com o belo Inatel Palace, com um colorido rosa… Tudo fantástico! E até tivemos oportunidade de sentir a água das Termas nas mãos. Muito quente e com um cheiro (des)agradável a enxofre… Adorámos! Almoçámos e descansámos, junto ao rio. Foi aqui, que veio ao nosso encontro, o nosso amigo Rui. Que se revelou muito útil, e que, agradecemos desde já.
Como tínhamos ficado maravilhados com as Termas de São Pedro do Sul, e o centro da cidade ficava a 6 km, decidimos procurar outras ares.
Partimos em direcção a Vouzela, na esperança de encontrarmos lugar para dormir. Percorremos cerca de 6 km até a esta vila, bastante bonita. Aqui destacámos a antiga ponte dos caminhos de ferro e a Capela da Nossa Senhora do Castelo. A paisagem lá do cimo era simplesmente ofegante! Conseguíamos ver o local de onde tínhamos partido de manhã, Santa Cruz da Trapa e ainda as Termas. Só de ver a distância que tínhamos percorrido, até nos doíam os pés…! De destacar que esta Capela distava de cerca de 7 km de Vouzela, em subida, pelo que apenas dois de nós, juntamente com o Rui, de carro, foram à procura de abrigo neste sítio, e no parque de campismo ali ao lado. Não tivemos as respostas que pretendíamos e voltamos para trás, de regresso a Vouzela.
Novamente de mochila às costas, já doridas, partimos em direcção a Oliveira de Frades. Cerca de 10 km e 2 horas após, e depois de nos refrescarmos numa pequena fonte, junto à estrada, alcançámos o destino. Qual não foi o espanto, e alegria, quando o Rui nos disse que tinha conseguido lugar para dormirmos… Nada mais, nada menos, do que o Quartel dos Bombeiros Voluntários de Oliveira de Frades! E gostámos tanto da hospitalidade, que só temos duas palavras para eles: Fantásticos e Obrigado!
Antes de nos deitarmos, fomos jantar a uma churrascaria (ui, que saudades!) e esticar um pouco as pernas. Afinal, tínhamos percorrido cerca de 35 km neste dia…
Na manhã seguinte, e depois de uma noite descansada e confortável (muito mais do que na quinta, em Santa Cruz da Trapa), demos uma volta, para conhecermos um pouco de Oliveira de Frades. É uma cidade bastante organizada e tem uma igreja fenomenal! Foi inaugurada a apenas 6 anos e tem umas instalações muito bonitas e modernas. Tem uma pequena biblioteca, confessionários, salas de orações, etc. É um edifício muito bonito, que aconselhamos a visitar.
De novo no centro, no jardim, esperamos pelo nosso transporte, que nos levaria de regresso a Souto. Eram cerca das 11 horas quando a carrinha da Banda da Musica de Souto (obrigado pela disponibilidade), nos apareceu diante dos olhos, para nossa felicidade!
Depois das despedidas aos bombeiros, pusemo-nos à estrada e em pouco mais de uma hora chegámos a casa.
Foi mais uma experiência gratificante, e de demonstração de camaradagem e de coragem. Para o ano, se não for ainda neste, há mais.

Agradecemos, mais uma vez, à Banda Musical de Souto, ao Sr. Armando, aos Bombeiros Voluntários de Oliveira de Frades, ao Rui e a todos aqueles por quem nos cruzámos e que nos prestaram auxílio. Bem haja a todos e muito obrigado!

Souto Festejou o Dia Mundial da água

A nossa freguesia celebrou o dia mundial da água de uma forma muito simples, mas muito significativa.
Sendo a natureza uma preocupação desta Junta de Freguesia, e a água o seu elemento fundamental, achou que teria todo o interesse festejar este dia. É claro, que os rios e as fontes estão constantemente a ser assassinados, chamemos-lhes assim, pela falta de civismo de alguns cidadãos. Já estamos a ficar quase sem fontes onde possamos de uma forma natural buscar a nossa água para beber, mas ainda bem que temos a consciência aberta para este problema. Assim, a Junta de Freguesia fez um convite à empresa Indaqua que trata da nossa água (pelo menos de alguns Soutenses) para consumo doméstico e que em “breve” irá tratar do tão desejado saneamento.
O técnico Tiago, fez na nossa freguesia uma exposição para 135 crianças, das escolas de Badoucos e Padrão, sobre os cuidados a ter com a água, e o bem que ela nos faz. Foram estas as escolas escolhidas para ser mais fácil a deslocação e também o aproveitamento da exposição. As crianças colaboraram muito no diálogo pois este tema também já tinha sido abordado na escola. No final a empresa entregou às crianças umas lembranças para recordarem este acontecimento, mas como este problema da água não é um problema só deste dia, a Junta irá levar esta campanha de sensibilização dos cuidados a ter com a água às outras escolas da freguesia em data a combinar com a referida empresa.

Dia Mundial da Água. Um parêntesis preocupante.

Sem água não há vida. Ela cobre quase três quartos da superfície terrestre e é um bem indispensável à actividade do homem.
Porém, a água potável acessível é relativamente escassa, pelo que se torna necessária a sua preservação e a defesa da sua qualidade.
Para que tal seja possível, é necessário que todos estejamos informados sobre os problemas existentes e o que é possível fazer. Só assim, este tesouro comum chegará às gerações futuras.
Uma pequena ideia sobre o ciclo: A água precipita-se do céu como chuva ou neve, a maior parte cai no mar. Retorna à atmosfera através da evaporação. Uma pequena parte da água que cai na terra é retida e absorvida pela vegetação ou outros organismos e a maior parte corre para o mar, seja como água de escoamento superficial ou como água subterrânea. Na direcção inversa, o vapor de água é levado por correntes atmosféricas do mar para a terra, e o ciclo completa-se com novas precipitações. As precipitações que caem no solo representam a renovação deste recurso do qual depende a vida terrestre.
No seu caminho para o mar, a água vai ficando carregada de partículas e matéria dissolvida, provenientes de detritos naturais e dos despejos da sociedade humana. Quando a densidade populacional ao redor de uma reserva de água é baixa, os resíduos na água podem ser degradados por micróbios, num processo natural de auto purificação. Quando a capacidade de auto purificação é excedida, grandes quantidades de resíduos acumulam-se nos mares, onde podem causar danos à vida aquática.
Existem dois tipos de despejos que contaminam a água: o lixo orgânico - proveniente de excrementos humanos e de animais, e do descarte das partes fibrosas de vegetais colhidos e não consumidos - e o lixo industrial, gerado pelos processos industriais.

Lixo Orgânico - é biodegradável, mas pode representar um grande problema: a biodegradação excessiva pode levar à falta de oxigénio em rios e lagos. Os excrementos humanos contêm alguns dos mais nocivos contaminantes conhecidos, incluindo microrganismos patogénicos como os agentes da cólera e da febre tifóide.

Milésimo Convivio Fraterno

Os Convivas Fraternos é um movimento de jovens já com muitos anos de existência. Começou por ser um movimento destinado aos soldados do exército, mas mais tarde foi alargada a participação a todos os jovens.
Ano após ano tem-se realizado mais e mais convívios e o número de convivas já são milhares. Uma prova da sua solidez é o facto de se ter realizado nos últimos dias 25, 26 e 27 de Fevereiro o milésimo convívio fraterno! Devido à sua importância e para celebrar este notável acontecimento, este evento primou por uma organização especial, sendo partilhado por todos os diferentes convívios o mesmo número, 1000. A nossa diocese, a diocese do Porto, não ficou indiferente e decidiu celebrar de uma forma especial, unindo num só encerramento as suas zonas Norte e Sul, com intenção de fazer deste uma grande festa.
Porém apesar de toda a preparação e empenho nesta festa, eu sou da opinião de que este último encerramento ficou muito longe das minhas expectativas, e na tentativa de ser tornar o mais marcante, se o foi, não foi decerto pelos melhores motivos. Na preparação de uma festa tão grande e com a intenção de unir as duas zonas, o encerramento foi realizado na nave desportiva de Espinho. O que não ajudou, pois foi pensado um sítio demasiado grande para o número de assistentes que lá estiveram, o que provocou que todos nós estivéssemos muitos afastados dos nossos amigos(as) que estavam a encerrar o seu convívio. E para que ainda fosse pior o som estava demasiadamente baixo e sem qualidade, pelo que se ouvia muito mal os testemunhos. Outra questão foi o facto de serem mais convivas, devido à junção das duas zonas e devido ao bispo ter de se ir embora cedo da celebração, muitas das pessoas não puderam dar o seu testemunho censurável. (Talvez seja por essa razão que normalmente os encerramentos são separados!!!)
O grupo de Jovens “Os Samaritanos” tem acompanhado o movimento dos convivas fraternos nesta sua jornada no encontro a Jesus Cristo. E tem sido a ponte entre os jovens da nossa freguesia e o movimento, numa intenção de possibilitar a todos os jovens disponíveis e interessados, participar neste convívio que é único na nossa caminhada. Convidando sempre jovens para participar. Os Samaritanos têm acompanhado os encerramentos para uma boa recepção aos jovens provenientes dos convivas fraternos e num momento mais descontraído, no final fazemos um pequeno lanche para todos os participantes nestas festas, com o intuito de um convívio mais próximo entre nós, os novos convivas e os seus familiares e amigos. Neste milésimo convívio tivemos o prazer de persuadir 3 meninas a participar, Ana Patrícia, que já fez parte do grupo de jovens, Márcia, actual elemento do grupo de Jovens e Marisa, elemento do grupo de catequistas.
Esperemos que consigam alcançar os seus objectivos para o 4º dia e que a chama que permanece bem nos seus corações seja forte e ilumine sempre os seus caminhos no encontro de Jesus Cristo.

Dia da Mãe - 2006



Pois é, no passado dia 7 de Maio, S. Pedro deu-nos finalmente uma trégua e mandou vir um tempo óptimo para podermos realizar a caminhada que estava programada para ser feita desde o dia do Pai, a 19 de Março, como o tempo não deixou, realizou-se agora, não no dia do Pai, mas sim no dia da Mãe.
Por volta das 9h reunimo-nos na igreja onde fizemos uma pequena oração de Acção de Graças por todas as mães que estavam presentes fisicamente e em pensamento. Logo de seguida partimos, em busca de alegria, diversão, paz, silêncio mas principalmente em busca da Natureza… e foi o que encontramos, com a boa disposição de todos e a vontade de passar uma boa manhã de domingo, lá fomos nós, conhecer um Souto diferente! Um Souto, escondido e que por isso ainda se mantém vivo, cheio de energia e com muita vida para dar.
As pessoas que aderiram à iniciativa não foram muitas (tendo em conta a população Soutense, cerca de 6 mil habitantes), mas foram as suficientes para que a boa disposição reinasse. Desde crianças de um ano de idade, a pessoas de mais idade, passando pela Juventude de Souto, todos quiseram experimentar novos trilhos da nossa Freguesia.
Bem, agora podia vos contar o itinerário, e o que encontramos, o que vimos e gostamos mais…mas acho que não vou fazer isso, afinal de contas, uma imagem vale mais que mil palavras e o que vimos, vivemos ou sentimos não pode ser assim expresso em tão poucas palavras…fazemos o seguinte, para o ano estou certa que vai decorrer novamente esta iniciativa, organizada pelo Grupo de Jovens “Os Samaritanos” e desta vez não pode faltar… Estou certa que irá adorar o Souto Natural, que tantas vezes lhe passa ao lado!




O poema que neste espaço está escrito é dedicado a todas as Mães, pelo seu sacrifício, sua abnegação, mas sobretudo pelo seu grande amor.

MÃE
Eu queria dedicar-te um poema belo
Como puro e sincero
É o teu amor por mim
Porém é impossível escrever
Tudo o que sinto p’ra dizer
Antes de chegar ao fim

É difícil esquecer o que sofreste
E trabalhaste para eu ser alguém
Por todo o sacrifício que fizeste
Aqui te deixo um beijo querida Mãe

É pequena a recompensa p’ra te dar
Em troca de teu imenso amor
Por isso, numa prece à Virgem, vou implorar
Que afaste de ti, p’ra sempre a dor

Tanta dor e amargura suportaste
Porque me amas como ninguém
Por tudo o que me ensinaste
Pela Cruz que abraçasteObrigada. Deus te abençoe Santa

Sexualidade… à (Des)coberta

No passado dia 2 de Abril de 2006, pelas 9:30, realizou-se uma tertúlia subjacente ao tema “Sexualidade”, no salão Paroquial de São Miguel de Souto, organizada pelo grupo de jovens “Os Samaritanos”.
Esta tertúlia contou com a presença do Doutor Serafim Guimarães, a enfermeira Sara e com o professor de Religião Moral e Católica Armindo, como oradores.
Esta tertúlia teve como objectivo a sensibilização dos jovens soutenses para práticas sexuais protegidas, esclarecer quaisquer dúvidas que estes jovens pudessem ter e desfazer mitos e ideias erróneas. Ao contrário do que se pudesse pensar, jovens do 10ºAno de catequese foram bastante participativos, mais especificamente as raparigas que esclareceram as suas dúvidas. Também os jovens organizadores participaram colocando questões bastante pertinentes quer para os mais novos como para os mais velhos. Pois é verdade, estavam também presentes catequistas e pais de alguns jovens. Mas a sua presença não foi impedimento para a sua participação e da dos respectivos filhos, demonstrando assim que cada vez mais o tema da sexualidade está a deixar de ser tema tabu.
Por fim, pode-se dizer que esta tertúlia foi um sucesso e que é fonte de motivação para futuras tertúlias abertas à comunidade de São Miguel de Souto.
O grupo de jovens “Os Samaritanos”, agradece a todos a sua participação.


Escuteiros de Souto dão os primeiros passos

No dia 9 de Março o Grupo Explorador, do Agrupamento em Formação de S. Miguel de Souto, lançou-se à aventura. Aproveitando o dia solarengo que se proporcionou, partiu para um raid, nome vulgarmente dado a uma caminhada de Escuteiros, percorrendo várias zonas da Freguesia de Souto.
O raid foi programado para o dia todo e incluiu paragem para o almoço, actividades de observação, desenho e reflexão ao longo do percurso e a travessia de uma ponte feita em cordas paralelas horizontais, sobre um rio.
Antes da partida foi dada uma breve formação sobre orientação e alguns dos meios utilizados para o fazer, como por exemplo mapas, bússolas, entre outros.
Estavam dadas as bases para os escuteiros que ansiavam explorar o desconhecido. E finalmente a aventura começou…
De bornal às costas com água e comida lá partiram os exploradores em raid, dispostos a enfrentar e ultrapassar os obstáculos que pudessem surgir.
A ideia da actividade era não só conhecer o meio em que os escuteiros se inserem como também proporcionar uma verdadeira actividade escutista aos jovens que dão os primeiros passos como escuteiros.
Durante o raid passaram por caminhos estreitos, por estradas e por água, subiram e desceram montes mas sempre com um sorriso no rosto e cantando.
Esta primeira iniciativa foi cheia de aventura, boa disposição, cansaço e até percalços. Horas antes do início da caminhada, a equipa de animação do grupo explorador, montara uma ponte junto à fonte do Amieiro para que os escuteiros ao passarem pelo local a atravessassem. No entanto, por motivos alheios, na chegada ao local, as cordas tinham desaparecido o que obrigou a um pequeno compasso de espera enquanto se improvisava nova ponte para passagem dos exploradores. Durante esse tempo contaram com a presença do Sr. Presidente da Junta que veio fazer uma pequena palestra sobre o meio ambiente e as fontes soutenses. Esta acção levou prontamente os exploradores, a fazerem a recolha do lixo que se encontrava nas margens do rio.
Na chegada à sede, o cansaço era visível mas com a boa disposição sempre presente, foi tirada uma fotografia de grupo para ficar para a posteridade.
Este primeiro raid valeu para que todos se conhecessem melhor, pelo dia bem passado e pela experiência sempre marcante de uma primeira actividade.
Ficou um gostinho especial que leva a pensar já na próxima…

“Se alguém quiser vir comigo...”

O longo caminho de preparação para o dia diocesano da juventude, a realizar no dia 23 de Abril no Porto, começou no grupo de jovens com a realização da 1ªetapa. Esta foi iniciada no dia 5 de Fevereiro com um jogo, uma leitura (Mc 10, 46-53) e interpretação destes. O jogo consistia num conjunto de pessoas (membros do grupo de jovens) que se dividiram em alguns grupos dentro dos quais foi elegido um líder. Todos os elementos do grupo, excepto o líder, estavam de olhos vendados e eram guiados em fila pelo líder através de sons emitidos por ele, sons estes escolhidos de forma individual pelos diferentes grupos. O jogo terminou com a chegada de todos ao respectivo destino que era o local onde se encontrava uma pessoa com um bastão.
O passo seguinte foi a leitura, sobre a qual foi feita uma reflexão e interligação desta com o jogo. A leitura referia-se a Bartimeu que, graças à sua fé, deixou de ser cego e seguiu Jesus (filho de David), deixando tudo o que tinha (um manto). Como Bartimeu acreditou e deixou de ser cego, muitas pessoas que não o são, parecem ser “cegas” e para que lhes sejam desvendados os olhos, é preciso acreditar e ter fé, o que nem sempre é fácil devido aos obstáculos que muitas vezes se encontram no nosso longo caminho (que é a VIDA). Tal como no jogo nós confiamos e acreditamos no nosso líder alcançando o nosso destino, mesmo sem termos visão.
Os principais símbolos desta primeira etapa são o lenço preto, que nos vendava os olhos; uma pegada, que tinha escrito: “Ele chama-te” e uma caixa de sapatos, que vai acolher os símbolos do percurso que cada um vai fazer.
É com muita fé que todos nós continuamos a seguir Jesus...

Todos a colaborar para tornar Souto mais limpo

Com o objectivo de incentivar a população à reciclagem foi realizada no edifício da junta de freguesia de São Miguel de Souto uma exposição de máscaras. Crianças e idosos das escolas EB1: de Badoucos, Tarei, Macieira, Padrão e Valrico, pré-escolas de Macieira, Padrão 1, Padrão 2, Tarei e Valrico, e do Centro Social, construíram 57 máscaras amigas do ambiente. Imaginação foi o que não faltou. A cor e a alegria carnavalesca foram trabalhadas e o resultado esteve à vista de todos durante vários dias. Com isto devemos captar a mensagem transmitida pelas máscaras: reciclar é alegria, cor, festa, animação… reciclar é uma obrigação.

Páscoa

Páscoa é tempo de amor, de família e de paz. É tempo de agradecermos discretamente por tudo o que temos e por tudo o que teremos. Páscoa é um sentimento nos nossos corações de esperança, de fé e de confiança. É tempo de milagres; é dia dos nossos sonhos parecerem estar mais perto, tempo de retrospecção por tudo que tem sido e uma antecipação de tudo que será. E é hora de lembrar com amor e apreciação, as pessoas que fazem a diferença nas nossas vidas... pessoas como você.

Entretanto, por força da tradição e dos costumes herdados, acabamos por dar a esse dia, somente a importância que lhe é dada por todos aqueles que não conseguem resistir às tentações.

Esta quadra tem vários significados, e hoje em dia coloca-se para último plano o verdadeiro conceito pascal. Para os comerciantes, significa prosperidade, lucro, quer na venda de doces, quer na venda de produtos religiosos. É uma época “gorda”.
A tradicional comemoração em família, tende em desaparecer, chegando a haver competição entre famílias, entre a melhor decoração ou número de vezes em que beijam a Cruz…
Até noutras religiões se notam mudanças. Por exemplo, os Judeus já não sacrificam animais, o rigor espiritual flexibilizou-se com o tempo, enfim, vários aspectos mudaram, e nem sequer o Coelhinho de Páscoa se livrou disso.
Contudo, a Igreja Católica encontrou nesta data, a Ressurreição de Cristo, o valor do milagre do Espírito Santo no resgate da libertação do espírito. A Páscoa para os católicos tem uma acção única e exclusiva para o espírito, representando a libertação do mal e o nascimento do bem, do encontro do núcleo familiar para a consagração do amor, da compreensão do sacrifício de Jesus para o bem da humanidade.

A Páscoa convida à prática do agradecimento diário pelo pão, que não nos falta à mesa e da caridade que nos é ensinada por Jesus. Então, que tal aproveitarmos o momento para dividirmos um pouco do muito que temos com nossos irmãos menos favorecidos? Pode ser que não muito longe de onde nos encontramos, exista um orfanato, um asilo ou simplesmente uma família cujas condições não lhes permitem a compra de uma simples amêndoa nesse dia, mas que ainda acreditam na visita surpresa do "coelhinho" que, mesmo estando com a "cestinha vazia", se lembre de passar por lá para lhes desejar uma "Feliz Páscoa" ou para lhes dar a esperança de dias melhores. Se não temos condições de lhes dar pelo menos um ovinho de chocolate, podemos fazer uso da imaginação e lhes surpreender com "Pãezinhos de Páscoa"; "Feijão de Páscoa"; "Arroz de Páscoa"; "Leite de Páscoa" ou simplesmente com um "Sorriso de Páscoa". Provavelmente, no dia seguinte tudo voltará a ser como antes para eles, mas, com certeza, passarão a entender que Páscoa também significa, Amor, Solidariedade, Amizade e, principalmente, renovação da Fé e da Esperança.

A caminho de Jerusalém

“Se alguém quer vir comigo, tome a sua cruz...”, este é o tema do dia diocesano da juventude, cuja segunda etapa ocorreu no domingo, dia 26 de Fevereiro. Começamos por ler uma leitura, (Mc 10, 17-31), e fazer uma reflexão individual baseada em algumas perguntas. Posteriormente algumas pessoas partilharam as suas respostas em grupo.
Qual a minha cruz? Era uma das perguntas... Muitos trazem consigo uma cruz num colar, mas o que significa a cruz? Sinal de maldição ou sinal de salvação. Dois braços cruzados: o encontro entre o céu e a terra (horizontal: toda a humanidade que foi salva na morte de Jesus; vertical: escada de acesso a Deus). O que me impede de seguir Jesus? A leitura falava de alguns jovens que chegaram ao pé de Jesus e lhe perguntaram o que teriam de fazer para serem Felizes e ganharem o céu. Jesus respondeu-lhes perguntando se sabiam os mandamentos, ao que eles responderam que sim, no entanto, haviam alguns que eram mais complicados de serem cumpridos. Então, olhando-os com carinho, um a um, e vendo a vontade que tinham em lhe agradar disse-lhes: “Uma coisa vos falta. Encontrastes-me; e eu chamei a cada um de vós para que me sigais. Mas como podeis ver, eu vou a caminhar, e vindes carregados com muitas coisas para me poder seguir. Aceitai algumas sugestões para poderdes vir comigo a caminhar”. Então Jesus foi sugerindo, a um disse para entrar num grupo cristão, o qual negou porque tinha a informática, o inglês,...; a outro disse para dar metade da sua semanada a quem precisa mais que ele, mas ele também negou pois precisava do dinheiro para sair com os amigos; todos eles negaram as sugestões de Jesus pois tinham algo que para eles era mais importante. Hoje em dia é isto que acontece, as pessoas não são capazes de deixar a rotina e seguir Jesus. A terceira pergunta era: quais as minhas riquezas? Ao que, em geral responderam a família e os amigos. Por último tínhamos de estabelecer cinco prioridades, começando pela mais importante. Na vida, todos temos que delinear prioridades, as quais são diferentes de pessoa para pessoa, já que cada um de nós tem objectivos de vida diferentes, mas ser e fazer Feliz é uma das prioridades da maioria dos membros do grupo de jovens. Como trabalho de casa tivemos a construção de uma cruz, de qualquer material, a qual será trocada durante a eucaristia do dia 23 de Abril (em Ermesinde), juntamente com a pegada, onde deveremos escrever as coisas que devemos renunciar para podermos caminhar melhor em direcção a “Jerusalém”.

Associação do Sagrado Coração de Jesus

Na nossa paróquia de São Miguel de Souto o apostolado de Oração celebra 125 anos de instituição do centro local. Promovido pelo Apostolado de Oração, de Espiritualidade Jesuíta, os centros são associações locais de difusão do evangelho e da oração. Em São Miguel de Souto foi fundada em 1881. Pouco se sabe da história deste organismo a nível local. Oportunamente serão apresentados alguns dados históricos e da acção a nível paroquial. No entanto faz-se uma apresentação histórica e pastoral do organismo eclesial:
“Tradicionalmente, a Igreja dedica o mês de Ju­nho à devoção ao Sagrado Coração que encontrou, na encíclica Haurietis aquas de Pio XII (15 de Maio de 1956), um aprofundamento teológico exaustivo e um reconhecimento pastoral. As aparições de Je­sus a Santa Margarida Maria Alacoque (1647-1690) e a influência de São João Eudes (1601-1680) deram um grande incremento a esta devoção que mergu­lha as suas raízes na Sagrada Escritura, nos escritos dos Padres da Igreja, dos místicos e de numerosos santos.O Coração trespassado de Cristo tornou-se o ícone mais expressivo da história da salvação que é uma proposta de amor e de misericórdia. Por isso, em 1856, o papa Pio IX tornou universal a festa li­túrgica do Sagrado Coração - já celebrada na Poló­nia em 1765 - e, em 1875, exortou os fiéis a consa­grarem-se ao Coração de Jesus. Depois, seguiram-se a consagração da humanidade ao Sagrado Coração, no tempo de Leão XIII, e a consagração das famílias por Pio X. O aspecto da «reparação» foi realçado por Pio XI.Na vida pastoral, foram-se gradualmente afir­mando a liturgia específica da santa Missa e do Ofício divino, a celebração das primeiras sextas-fei­ras do mês, a Hora Santa, a proposta das ladainhas e da coroa ao Sagrado Coração, a difusão da ima­gem do Sagrado Coração nas casas, a dedicação de igrejas, a inspiração de vários institutos religiosos, o apostolado da oração, as procissões, etc.Ao reafirmar a centralidade da pessoa de Cristo, o Concílio Vaticano II inseriu a devoção ao Sagrado Coração no mais amplo contexto da relação Deus­-homem e homem-Deus. A perspectiva de uma fé mais iluminada e eclesial permitiu purificar even­tuais desvios pie tis tas e sentimentalismos estéreis. A reforma litúrgica favoreceu uma recta interpreta­ção da devoção ao Sagrada Coração, apresentando Cristo como «sacramento do Pai» e de cujo lado aberto brotou a Igreja, instrumento de salvação para todos.O papa João XXIII era muito devoto do Sagrado Coração. Paulo VI desejou que o culto do Sagrado Coração de Jesus fosse estimado por todos «como uma forma excelente de piedade necessária, mes­mo no nosso tempo, e pedida pelo Concílio Vati­cano II, para que Cristo, rei e centro de todos os co­rações, cabeça do corpo da Igreja, primogénito dos ressuscitados, realize o seu primado sobre tudo e sobre todos» (6 de Fevereiro de 1965).João Paulo II, eleito sumo pontífice precisamen­te no dia da festa de Santa Maria Margarida Alaco­que, em 1986 foi em peregrinação a Paray-Ie-Mo­nial, considerada o berço da devoção ao Sagrado Coração, e voltou mais vezes a referir-se à actuali­dade e à eficácia espiritual desta prática. Por exem­plo, na exortação apostólica Pastores dabo vobis, João Paulo II nota que a formação espiritual «também se pode utilmente servir de uma devoção justa, isto é, forte e tema, ao Coração de Cristo» (n. 49).O Catecismo da Igreja Católica reafirma que o Sa­grado Coração de Jesus «é considerado sinal e sím­bolo por excelência... daquele amor infinito com que o divino Redentor ama sem cessar o eterno Pai e todos os homens» (n. 478). E no n. 932, confirma que «seguir e imitar Cristo mais de perto, é encon­trar-se mais profundamente presente no Coração de Cristo».A devoção ao Sagrado Coração de Jesus nasceu para despertar nos corações a fé no amor de Deus que dá serenidade à nossa vida diária: todos e cada um de nós somos amados através da cruz de Cris­to. Fixar o nosso olhar no Coração de Jesus Cristo significa frequentar a sua escola para aprender cada vez mais o primado da graça e a pedagogia da santidade, o estilo da caridade pastoral e a gene­rosidade do serviço, a espiritualidade da comu­nhão e a fantasia da partilha, a cultura da vida e a paixão missionária.A vivência assídua de uma devoção séria ao co­ração do Senhor ajuda não só a permanecer na companhia do Redentor, mas também a agir em so­lidariedade activa com os nossos irmãos, sobrecar­regados com os seus pecados e com as numerosas misérias da história.Contemplação do amor de Deus e partilha afec­tiva e real: dois aspectos que o Coração de Jesus reuniu inseparavelmente dentro de si e que ne­nhum cristão autêntico poderá separar. Aliás, a fé em Cristo, nosso único Salvador - ontem, hoje e sempre -, e o empenhamento pela civilização do amor foram a marca distintiva do Grande Jubileu deste novo Milénio.” (texto retirado “Um mês com o Sagrado Coração”)

O Presépio

O presépio retrata a história do nascimento do menino Jesus, é construído mais ou menos com ideias tiradas dos escritos da bíblia.
Quando lemos o evangelho, ficamos a saber como Jesus nasceu, parece que foi azar, tudo correu mal. Pode lá ser: o Filho de Deus ter nascido assim numa manjedoura, numa gruta!
José e Maria foram mandados para muito longe, andaram cerca de 100 quilómetros e não foram de comboio!! Foram a pé. Maria estava grávida, uma situação difícil, Mas não foi por acaso, foi escolha feita pelo Pai do Céu, Ele quis que o seu Filho nascesse assim.
“Não havia lugar para Ele na hospedaria”, lá não. É melhor numa gruta, na Paz, no Silêncio, na Intimidade.
Aqui, podemos parar e pensar: na Hospedaria do nosso coração, há lugar para ele?
A gruta onde Jesus nasceu era muito perto de Jerusalém, uma cidade já bastante grande para aquele tempo, mas só chegaram lá os pobres, os outros não souberam de nada. Hoje ainda há muita gente no mundo que não sabe que se celebra o Natal e não sabem quem é Jesus!...
È a esses que convidamos a visitar o presépio, mas antes que leiam a bíblia e conheçam a causa porque ele Morreu e para quem ele viveu.
O grupo de Jovens construiu o presépio na nossa Igreja, apesar do dia chuvoso, conseguimos fazer a tempo e horas, as ideias eram muitas, mas o presépio só podia ser feito de uma maneira, aquela que mais se parecesse com o nascimento de Jesus. Ainda faltam algumas imagens, serão colocadas nos dias referentes a cada quadra.
O grupo de Jovens constrói o presépio com muito amor e carinho, esperamos que seja do agrado de todos e que todos o adorem.

Fim de Semana de S. Martinho - Casa do Lago 2005





























No fim de semana seguinte ao dia de São Martinho, o Grupo de Jovens foi comemorar o Magusto para a Casa da Alagoa, na Serra da Freita.
Sábado, por volta das 14.30h saímos de Souto, e cerca de uma hora depois já estávamos a descarregar as trouxas da carrinha.
Depois de nos instalarmos, começamos a brincadeira! Um pedy-paper logo a abrir. São Martinho era o tema, e o objectivo era procurar algures na mata, objectos escondidos, entre os quais… a jeropiga! Mas como é nossa sina nestas andanças, tinha de começar a chover…!
Já ao final da tarde e depois de o lume já estar aceso (ui que frio!!), vimos os resultados do desafortunado pedy-paper e até que o pessoal não se saiu nada mal…
A hora da janta aproximava-se e enquanto uns a preparavam, outros divertiam-se jogando cartas e ouvindo música. Depois do jantar, reunimo-nos junto ao lume para assar as castanhas, conversando, rindo e cantando – a jeropiga e o portinho ajudaram a aquecer.
Depois disso, recolhemo-nos para pernoitar. A nossa sorte, é que havia cobertores nos armários, senão…
De manhãzinha, o despertar foi lento. Preparou-se o pequeno almoço possível e aqueceu-se um pouco, dando uns toques de bola . Mas que frio! Ao menos, agora não chovia!
Aproximando-se o meio dia, o Sr. Padre José Carlos fez questão de nos acompanhar no almoço.
Pouco depois, arrumamos tudo e decidimos voltar.
Foi um fim de semana pouco intenso, pois o frio não permitiu muito mais, mas que valeu a pena pelo convívio.

Clonagem

Neste mês de debates, o debate do dia 9 de Outubro teve como tema a “Clonagem”, mas antes de referirmos sobre o que passou vamos explicar um pouco do que é a clonagem e dos problemas envolventes.
A clonagem é a reprodução assexuada de um indivíduo tem por fim implantar o clone no útero e levar a gestação até ao nascimento de um organismo (o recém nascido) que se intitula clone. Este clone tem composição genética igual à do organismo que lhe deu origem e, portanto, características físicas (aspecto exterior) muito semelhantes às daquele organismo. O clone é tão semelhante ao organismo do qual teve origem como dois gémeos univitelinos o são entre si. Um clone é pois um “gémeo” de outro indivíduo que tem porém mais 20, 30 ou mais anos do que o seu “gémeo”.
Além da clonagem reprodutiva também existe a clonagem terapêutica. Em que o objectivo não é implantar o clone no útero mas sim aproveitá-lo, numa fase ainda inicial do seu desenvolvimento (na fase de blastocisto) para lhe retirar as células internas, que serão cultivadas artificialmente. Estas células, que têm o potencial de evoluir para quase todas as células do organismo, chamam-se células estaminais embrionárias. A ideia é usá-las para substituir, num organismo de criança ou adulto, as células de órgãos que, por qualquer razão, funcionam mal ou já não funcionam. Esta técnica viria a substituir os transplantes e teria a vantagem de não necessitar de tratamentos do transplantado para evitar a rejeição, no caso do clone ser obtido a partir do organismo do doente.
A clonagem faz-se no reino vegetal há muito tempo (às vezes de frutos “iguais”) e em animais inferiores, mas só recentemente, com o caso muito mediático da ovelha Dolly, é que foi possível a clonagem de mamíferos. E, foi por essa altura que começaram as dúvidas e a oposição de opiniões entre cientistas quanto à clonagem, principalmente quanto à clonagem humana, devido a questões éticas e devido que ao clonar-se as células de um ser humano, destrói-se a própria identidade do novo ser. Deixamos de ter indivíduos, e como tais únicos e irrepetíveis, para passarmos a ter cópias físicas.
Como jovens e cristãos que somos resolvemos abordar esta questão no referido debate. E chegamos a consenso quanto à clonagem reprodutiva. Uma vez que somos apologistas do desenvolvimento natural, do curso natural das coisas, somos contra a clonagem reprodutiva. Porém quando se debateu sobre a clonagem terapêutica as opiniões divergiram, uns continuaram a defender a sua oposição, mas do outro lado tivemos apoiantes, que acreditam que a clonagem terapêutica poderá melhorar a vida e aliviar o sofrimento de muitas pessoas. Isto se for possível clonar órgãos independentes, ou seja, sem ter de se criar fetos.
Também referimos, mas muito brevemente sobre a clonagem de animais em vias de extinção, que teve bem menos apoiantes, que apoiavam a criação de mais exemplares, uma vez que muitos estão em vias de extinção devido à obra humana. Do outro lado defendiam que se os animais estão em vias de extinção é porque não se conseguem adaptar à Natureza, pelo que apenas estaríamos a prolongar a sua extinção.

“DISCURSO DO PAPA BENTO XVI”

Sucessivamente, alguns sacerdotes tomaram a palavra. Às perguntas relativas aos temas da educação dos jovens, do papel da escola católica e da vida consagrada, o Papa Bento XVI assim respondeu:

A questão da comunhão aos fiéis divorciados e novamente casados.
“Todos nós sabemos que este é um problema particularmente doloroso para as pessoas que vivem em situações em que são excluídas da comunhão eucarística e, naturalmente, também para os sacerdotes que desejam ajudar estas pessoas a amar a Igreja, a amar Cristo. Isto levanta um problema.
Ninguém de nós dispõe de uma receita já feita, também porque as situações são sempre diversificadas. Diria que é particularmente dolorosa a situação de quantos tinham casado na Igreja, mas não eram verdadeiramente crentes e só o fizeram por tradição, e depois, contraindo um novo matrimónio não válido, converteram-se, encontraram a fé e agora sentem-se excluídos do Sacramento. Este é realmente um grande sofrimento e quando fui Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé convidei várias Conferências Episcopais e especialistas a estudarem este problema: um sacramento celebrado sem fé. Se realmente é possível encontrar nisto uma instância de invalidade, porque ao sacramento faltava uma dimensão fundamental, não ouso dizer. Eu pessoalmente pensava assim, mas dos debates que tivemos compreendi que o problema é muito difícil e ainda deve ser aprofundado. Mas considerando a situação de sofrimento destas pessoas, deve ser aprofundado.
Não ouso dar agora uma resposta, mas em todo o caso parecem-me muito importantes dois aspectos. O primeiro: mesmo que não possam receber a comunhão sacramental, tais pessoas não são excluídas do amor da Igreja e do amor de Cristo. Uma Eucaristia sem a comunhão sacramental imediata não é certamente completa, pois falta algo essencial. Todavia, é também verdade que participar na Eucaristia sem a comunhão eucarística não é igual a nada, é sempre um estar envolvido no mistério da Cruz e da ressurreição de Cristo. É sempre uma participação no grande Sacramento, na dimensão espiritual e pneumática; e também na dimensão eclesial, se não estreitamente sacramental.
E dado que é o Sacramento da Paixão de Cristo, Cristo sofredor abraça de modo particular estas pessoas e comunica-se com elas de outra forma, e portanto elas podem sentir-se abraçadas pelo Senhor crucificado que cai por terra e sofre por elas e com elas. Por conseguinte, é necessário fazer compreender que mesmo que, infelizmente, falte uma dimensão fundamental, todavia tais pessoas não devem ser excluídas do grande mistério da Eucaristia, do amor de Cristo aqui presente. Isto parece-me importante, como é importante que o pároco e a comunidade paroquial levem tais pessoas a sentir que, por um lado, devemos respeitar a indissolubilidade do Sacramento e, por outro, amamos as pessoas que sofrem também por nós. E devemos também sofrer juntamente com elas, porque dão um testemunho importante, a fim de que saibam que no momento em que se cede por amor, se comete injustiça ao próprio Sacramento, e a indissolubilidade parece cada vez menos verdadeira.
Conhecemos o problema não apenas das Comunidades protestantes, mas também das Igrejas ortodoxas, que muitas vezes são apresentadas como modelo em que os fiéis têm a possibilidade de voltar a casar. Mas somente o primeiro matrimónio é sacramental: também eles reconhecem que os outros não constituem um Sacramento, mas são matrimónios de forma reduzida, redimensionada, numa situação penitencial; e de certo modo tais pessoas podem receber a comunhão, mas conscientes de que isto lhes é concedido "em economia" como dizem por uma misericórdia que todavia não impede que o seu matrimónio não seja um Sacramento. Outro ponto nas Igrejas Orientais é que para estes matrimónios foi concedida a possibilidade de divórcio com grande facilidade, e que portanto o princípio da indissolubilidade, verdadeira sacramentalidade do matrimónio, fica gravemente ferido.
Portanto, por um lado há o bem da comunidade e o bem do Sacramento que devemos respeitar, e por outro há o sofrimento das pessoas que devemos ajudar.
O segundo ponto que devemos ensinar e tornar credível, também para a nossa própria vida, é o facto de que o sofrimento, de diversas formas, faz necessariamente parte da nossa vida. E diria que se trata de um sofrimento nobre. É necessário, novamente, fazer compreender que o prazer não é tudo. Que o cristianismo nos dá alegria, como o amor dá alegria. Mas o amor é também sempre uma renúncia a si mesmo. O próprio Senhor nos ofereceu a fórmula do que é o amor: quem se perder a si mesmo, encontrar-se-á; quem ganhar e se conservar a si mesmo, perder-se-á.
É sempre um Êxodo e, portanto, também um sofrimento. A verdadeira alegria é algo distinto do prazer; a alegria aumenta e amadurece sempre no sofrimento, em comunhão com a Cruz de Cristo. Somente aqui nasce a verdadeira alegria da fé, da qual também tais pessoas não são excluídas, se aprenderem a aceitar o seu sofrimento em comunhão com o de Cristo.“

Decálogo da Ecologia

Observa-se em todo o mundo um movimento ecológico, perseverante e aguerrido, de defesa, respeito e amor à Natureza.
Desde a protecção do ar que se respira, das aguas das fontes, dos rios, dos lagos e dos mares; da defesa das florestas, até à preservação de todas as espécies animais, pugnando pelo respeito dos seus direitos.
Multiplicam-se contestações, protestos e manifestações em toda a parte.
O respeito pela natureza deve começar a ensinar-se, pela palavra e pelo exemplo, desde os primeiros anos: em casa, na escola, na televisão, nos jornais, enfim, por todos os meios.
Chegou-nos do Estado de Santa Catarina (Brasil) este interessante Decálogo da Ecologia, que pode e deve estimular em nós o respeito pela Natureza.

1.° Amarás a Deus sobre todas as coisas e a Natu­reza como a ti mesmo.
2.° Não defenderás a Natureza apenas com palavras, mas sobretudo através de acções.
3.° Guardarás as florestas virgens, pois a tua vida depende delas.
4.° Honrarás a flora, a fauna e todas as formas de vida.
5.° Não matarás nenhuma classe de vida, por pequena e indefesa que seja.
6.° Não pecarás contra a pureza do ar, permitindo que as indústrias contaminem o que as pessoas respiram.
7.° Não roubarás à terra a sua camada de húmus, condenando o solo a ser estéril.
8.° Não levantarás falso testemunho justificando os teus crimes com o lucro e o progresso.
9.° Não desejarás para teu proveito que as fontes e os rios sejam envenenados com os resíduos industriais.
10.° Não cobiçarás objectos nem adornos cujo fabrico destrua a Natureza.

Acampamento - Quinta das Uchas 2005














Nos dias 22, 23 e 24 de Julho, por volta das 14.30h, alguns jovens soutenses encontraram-se no largo da igreja para participar numa actividade radical, o acampamento paroquial.
Aproximadamente uma hora depois, chegamos finalmente ao destino marcado, à Quinta das Uchas, um local já conhecido por alguns, mas desconhecido por outros.
Como é habitual, tivemos de meter “mão à obra”, à montagem das tendas...
A Quinta é um lugar magnífico onde se pode respirar o ar fresco da natureza, ouvir o cantar dos passarinhos,...
À noite, em plena lua cheia, o nevoeiro foi-se fechando, deixando a manhã do dia seguinte um pouco fria, mas nem por isso, nós nos deixamos de divertir e de realizar algumas tarefas propostas.
Por volta do meio dia o sol começou a espreitar devagarinho, oferecendo-nos uma bela tarde de sol onde pudemos desfrutar das águas límpidas e de um “belo dia de praia”.
O Domingo não estava agradável, trazendo aguaceiros. Mesmo assim não deixamos de fazer as nossas actividades. Apesar de tristes por ter chegado ao último dia, ao fim do nosso acampamento, o dia de regressar daquela maravilhosa serra repleta de belas paisagens, os aventureiros não deixaram de pensar em orar, divertir e participar nas actividades, tendo assim elaborado uma música...

MUSICA ACAMPAMENTO


E a hora tá a chegar
Vamos para as Uchas acampar
E dar início à confusão.
O pessoal está reunido
No carrinho tá tudo metido
E todos em frente do salão.

E chegamos finalmente
E até tá um dia quente
Obrigado meu Senhor!
Vamos lá montar as tendas
Deixamos de lado as merendas
Vamos pó tanque que está calor.

E no sábado no rio
Não tava lá muito frio
E fomos para lá orar.
E por incrível que pareça
Saímos cheios de pressa
Pois a noite tava a chegar.

Quatro lanchas no rio
Foi um grande desafio
E gente sem saber nadar.
Uma prova muito perigosa
E uma equipa jeitosa
Quase acabava por afogar.

A fome já apertava
E o pessoal à dentada
Comia sem parar
Foi um sem comer
Para quem não gostava
Da comida apresentada.

O Domingo foi normal
Como é habitual
Começou a chover
A chuva chegou cedinho
E passado um bocadinho
Alegria deixamos de ter.

O almoço tava delicioso
Após um acampamento maravilhoso
A quinta tínhamos que deixar
As tendas desmontamos
Malas nos carros e vamos
Para o ano voltar!!

Pela União...

Mais uma Semana Cultural terminada, mais trabalho teremos para a próxima. Espero eu!
Com menos fulgor do que em anos transactos, esta Semana Cultural ficou aquém do esperado. Os dias foram pouco preenchidos, se exceptuarmos a Feira de Artesanato – diga-se, com pouca diversidade de arte – e os espectáculos nocturnos, mais uma vez o Cinema foi o mais cobiçado, não trouxeram nada de novo. O teatro (?) foi um fracasso e teve pouco interesse. Que dizer mais? Safou-se o Ciclopaper.
Contudo, nem tudo foi assim tão mau. A afluência de pessoas foi bastante satisfatória. Essencialmente, no que diz respeito ao Cinema e à Feira de Artesanato, sem esquecer o Ciclopaper – este ano com 16 equipas, o que foi extraordinário!
Por isso, espero que todas as colectividades, e em especial o Grupo de Jovens, deverão unir-se e pensar numa forma diferente de atrair as pessoas. Com isto, espero também que a Junta de Freguesia nos apoie, e não que nós apoiemos a Junta... Isso é já outro assunto.

Teve lugar também em Julho, mais um acampamento paroquial. E claro, mais uma vez a chuva apareceu! Acho que devemos enviar uma carta ao Ministério da Agricultura ou do Ambiente, a dizer que já temos solução para as secas e para as alterações climatéricas! Meu querido São Pedro, isso não se faz!
Agora a sério, a sociedade e o meio ambiente foram os temas mais focados durante cerca de três dias. O empenho de todos, permitiu que as tarefas fossem realizadas – algumas bem divertidas – embora a chuva, que apareceu no último dia, não nos permitisse fazer uma ou duas actividades. Penso que a mensagem principal foi entregue, mas houve tempo ainda para a discussão de outros assuntos (ligados, evidentemente, com os temas). O apelo à união ficou também registado e vincado... mas apenas o apelo. Na prática, embora quase tudo tivesse funcionado bem, houve algumas vicissitudes.

Por isto, e para que não restem dúvidas, a união é essencial para que um grupo caminhe, cada vez mais forte e determinado, pelo alcance de todos os seus objectivos. Temos de nos dar ao respeito para sermos respeitados, e isso, num grupo é fundamental. Todas as ideias, todas as pessoas são válidas – até provarem o contrário – e mesmo que seja este o caso, é necessário incentivar e não excluir.
Se for preciso algum esforço de alguém para uma certa actividade, que não é realizada convenientemente, que não seja muito relevante, não é necessário tirar responsabilidades, nem provocar mau estar num grupo. Há quem a possa fazer melhor, ou simplesmente ajudar a fazê-la. Para que serve um grupo? O que é um grupo? Nós deveríamos saber isso melhor do que ninguém... mas não sabemos.

Semana Cultural 2005














Souto …Cultural!

Mais um ano que S. Miguel de Souto realizou a sua semana cultural, este ano inserida no Julho cultural, que teve inicio com a festa da Nossa Senhora do Parto, a 01 de Julho, e terminou com o convívio inter-paroquial de S. Miguel de Souto e Mosteiro no passado dia 31 de Julho.
A semana cultural realizou-se entre os dias 9 e 17 de Julho. A feira de artesanato foi a actividade escolhida para a abertura desta semana. Quem participou, activamente ou como visitante, diz que foi um sucesso. Foi provavelmente o ano com mais participação, ao que muito se deve à divulgação feita pelo grupo de jovens nos mercados municipais das redondezas e cartazes afixados em vários locais públicos vizinhos de Souto, para além da divulgação feita no Jornal “Terras da Feira” e na rádio “Águia Azul”. A feira pautou-se pelo divertimento e trabalho exposto. Cerca de trinta expositores presentearam-nos com o seu trabalho. A abertura desta feira esteve a cargo do grupo de: “Percussão de bombos de Mosteiro” que rufaram pelo recinto. O sábado à noite foi provavelmente o apogeu da semana cultural com várias centenas de pessoas presentes no nosso jardim. A Orquestra de Bandolins de Esmoriz, com a sua sonoridade particular encantou os presentes, o grupo de dança: “Firegrils” composto por elementos da nossa terra mostrou toda a sua ginástica e coordenação, por volta das 23 horas foi novamente o momento de ouvir o rufar dos tambores do grupo de Mosteirô, desta vez acompanhados pelo grupo de teatro de rua do mesmo grupo. O Domingo foi dia de menor a afluência, pois o calor e o sol radiante foram os grandes artistas desta tarde convidando assim as pessoas a deslocarem-se até locais mais apreciáveis. No entanto, a festa foi continuou e entre um ou outro contratempo, animação foi grande com a actuação dos ranchos da nossa terra, Rancho Folclórico S. Miguel e o Rancho folclórico “Os Romeiros”, sendo estes intercalados com a actuação de dois grupos de dança jovens: “As incógnitas” e as “Superstars”que nos contagiaram com o seu ritmo.
Quarta-feira foi dia de teatro, a cargo da associação AJISCE. Apesar da repetição da actuação do grupo de Bombos e teatro de rua de Mosteiro houve uma razoável participação.
Mais um dia passado e o cinema conseguiu encher o centro da nossa vila. Quinta-feira foi dia de enchente com a apresentação do filme “O chupeta”. Boa disposição e acção contagiaram todos os presentes, que até ajudaram na colocação das cadeiras. O sentido de entreajuda e comunhão esteve presente pois o filme parece ter contagiado toda a gente com uma boa e saudável boa disposição.
Na Sexta-feira foi o dia da nossa banda de música jovem mostrar o que de melhor têm. Com um estilo mais jovem deram nova roupagem a temas que todos nós conhecemos e gostamos. O jardim estava composto, pena foi que não tenha havido mais assistência. Todos nós devemos apoiar e incentivar a nossa banda assistindo aos seus concertos.
O Sábado foi também um dia em grande. Começou de manhã com o torneio de futebol para as crianças e adolescentes da catequese. O Torneio realizou-se no campo desportivo de Tarei e contou com a organização do Clube desportivo de Tarei e o Clube desportivo Soutense. Podemos apreciar, quem sabe, o futuro do futebol português. Mais uma vez faltaram em número as claques para incentivar os nossos craques. Valeu pelo convívio e pelo empenho demonstrado por todos, onde todos se empenharam: uns a demonstrar tácticas, outros no apoio aos jogadores, e outros a tentar jogar… A noite foi animada pela banda Dr1ve. Os Dr1ve são uma banda de Santa Maria da Feira e preparam-se para lançar o seu primeiro CD. Estiveram assim em Souto a apresentar o seu primeiro disco, foi o início da sua tournée pelo país. Mais uma vez a assistência foi muito abaixo daquilo que esta banda merece. Tocou essencialmente para os mais jovens, mas alguns menos jovens que ouviram afirmaram terem gostado bastante.
Finalmente chegamos ao Domingo, dia 17 de Julho, dia de Ciclopaper, que começou bem cedo, com a organização das equipas no Largo da Igreja, onde se explicou o objectivo da edição deste ano. Com o tema “As Fontes no nosso meio ambiente”, 16 equipas partiram à descoberta de Souto e daquilo que podem fazer para ajudar o ambiente a melhorar. A equipa vencedora foi a “Florista Central”, e que durantealmoço convívio, que se realizou durante a tarde receberam orgulhosamente a taça tão merecida: um saboroso e sumarento melão, que com força e muito orgulho levantaram e agradeceram perante as restantes equipas. Desta actividade fica de facto a alegria de participar nas actividades da freguesia e de um Domingo diferente de todos os outros.
Falta ainda falar do acampamento paroquial, que se realizou nos dias 22 a 24 de Julho, na Quinta das Uchas, Serra da Freita e da actuação das “Danças do Mundo”, que se realizou no passado dia 27, no entanto para encerrar este tão extenso texto, vou apenas vos falar do encerramento deste Julho cultural, com o convívio Inter-paroquial. Todos começaram por chegar cedo ao Parque do Buçaquinho, em Cortegaça, para assim arranjar o melhor local onde iriam passar o resto do dia com a família e amigos. Por volta das 11h estava programada a celebração dominical, que no entanto de vido a atrasos devidos à animação da mesma se iniciou somente às 12h. Depois da celebração e já os estômagos a reclamar o que lhe é devido, todos deram partiram “em buscados seus farnéis. Foi um dia bem passado… mais outro dia diferente, que este Julho Cultural da nossa freguesia proporcionou aos seus habitantes e não só.
No meio de tanta actividade e de tanto trabalho que a organização destes eventos acarretam, fica a satisfação do seu sucesso e a consciência por parte de quem participou na organização, de que tudo foi feito na procura do melhor para Souto, o que assim não foi conseguido fica o sentimento de esperança e a vontade de que para o ano será melhor. Fica aqui o agradecimento a todos aqueles que ajudam S. Miguel de Souto a se Projectar no futuro que não está muito longe.
Obrigado por ter participado neste Julho Cultural.

Torneio de Futebol da Catequese

Mais um torneio de futebol da catequese. Tal como o no ano passado, durante o decorrer da semana cultural, foi realizado um torneio de futebol que teve como participantes os catequizandos do 2º ao ano do Crisma. Porém este ano o torneio decorreu no campo do Clube Desportivo de Tarei, no ultimo sábado da Semana Cultural, dia 16 de Julho.
Foi um dia de entretenimento onde os diversos anos de catequese competiram entre si, entre equipas de diferentes anos e equipas de anos misturados, uma autêntica diversão para os jogadores, os organizadores, as pessoas responsáveis pelos anos e até para os espectadores, apesar de não serem muitos, infelizmente.
Foi uma luta pela vitória, onde todos ganharam… os jogadores ganharam um pequeno lanche para encherem e refrescarem o estômago depois do esforço e empenho dos jogadores dentro no campo, e os organizadores pelo mérito de promoveram aos mais jovens um dia diferente e poderem apreciar os seus craques.
É de salientar o empenho e as medidas de segurança da equipa organizadora, como o exemplo da presença de uma ambulância que infelizmente até foi necessária, coisas que acontecem a jogadores profissionais.
Numa semana em que nem tudo correu bem este foi mais um dia e uma actividade positiva, que se deve repetir no próximo ano. Infelizmente a afluência não foi a esperada, tendo sido menor até que no ano anterior. E além da menor afluência muitos dos inscritos não compareceram. Esquecimento dos mais jovens ou irresponsabilidade dos encarregados de educação??? E quem sabe talvez pouco empenho dos responsáveis da catequese!!!

Ciclopaper

No último dia da nossa Semana Cultural, teve lugar, pelas ruas de Souto, o Ciclopaper. Este ano com uma afluência notável – 16 equipas. O tema foi “As Fontes e o Ambiente”, paralelo ao tema anual do grupo.
A partida oficiosa deu-se do Largo da Igreja, em direcção à Fonte de Pousada – numa espécie de cicloturismo – para aquecimento de todos os participantes. A partida “a sério” deu-se aí, com uma pergunta sobre ambiente, em que os ciclistas deveriam responder correctamente.
O segundo posto de passagem foi a Fonte Cova, em Badoucos. Aí, todos teriam de semear uma planta e regá-la com água saudável para que pudesse florescer mais tarde.
Seguiu-se a Fonte de Macieira. Limpar aquele sítio era a prioridade. Todos cumpriram, apesar de uma das equipas ter sido penalizada...
O caminho até Teobalde seria longo (e alguns até se perderam!), mas valia a pena o esforço porque as fontes que se seguiam eram mesmo juntinhas... A Fonte do Alcouce e a do Grilo. Na primeira, quem derrubasse o maior número de latas obtinha maior pontuação – infelizmente, poucos foram os pontos conquistados aí. No Grilo, a tarefa era mais facilitada. Perguntas sobre ambiente. E os concorrentes até nem se saíram mal.
Bem, daqui até à Fonte do Amieiro era um instantinho. A tarefa final, muito complicada para alguns, era a separação de lixos. Lixos, esses, recolhidos ao longo de todo o percurso – plástico, metal, vidro, papel... seriam separados e assim se dava por concluída a prova.
Resultados à parte, afinal todos vencemos – a limpeza e o alerta para as questões ambientais, tão importantes nos dias que correm –, no final houve tempo para um convívio entre todos, onde foi partilhado um almoço e muito boa disposição.

A destruição das florestas

Nos primeiros cinco meses de 2005, os oito mil fogos que se registaram consumiram cerca de dez mil hectares de floresta, segundo um relatório oficial que constata um "acréscimo muito significativo" face à média dos últimos cinco anos.
Em Portugal a situação está a tornar-se preocupante. Anualmente, dezenas de milhares de hectares de mata são devastadas pelos incêndios. Em parte, são actos criminosos, pois dos muitos incêndios que se registaram no país, cerca de 60% resultaram de fogo posto e os outros são devido a simples descuidos das populações em fazer fogueiras onde não devem. A destruição de florestas através do derrube de árvores, incêndios ou da agricultura e do pastoreio intensivo, pois com o aumento assustador da população mundial é necessária uma produção alimentar cada vez maior.
“Há fogo por todo o lado...Vêem-se as labaredas a queimar matos...cheiramos o fumo...sentimos o ar que pesa sobre a alma e uma enorme tristeza se apodera de nós...”
Muitos afirmam… há incêndios por falta de limpeza! Mas, é uma utopia querer as matas todas limpas, mas é uma exigência mínima ter os locais estratégicos (do estado e particulares) limpos, designadamente: bermas de estradas, caminhos e áreas à volta de habitações. Esta situação resulta também do envelhecimento e desaparecimento das povoações. Provavelmente a negligência, é a maior das causas. Agricultores, caçadores, automobilistas, fumadores, construtores e todas as pessoas em geral. A verdade é que não há o cuidado necessário e suficiente, o que nos remete para a cansada discussão da educação e civismo do povo português.
Salientamos que, em S. Miguel de Souto, existe um mato que está a ser maltratado por indivíduos que fazem questão de destruir a natureza. Não compreendo como existem seres humanos tão maldosos, uns pendem para o fogo que destroem tudo de uma só vez, outros preferem destruir uma a uma com feridas profundas que as levam à morte. Esses tipos de pessoas que fazem maldades não têm noção de que faz mais falta uma árvore do que um destruidor. Esses indivíduos parecem não compreender que as florestas representam uma riqueza inestimável, tanto pela quantidade de recursos naturais que oferece, como por exemplo o oxigénio que nos permite existir sobre a terra e também pela variedade de espécies que contribuem para a riqueza genética da vegetação natural.

Os Samaritanos destaparam árvores aterrorizadas

Apelamos a toda a população do mundo especialmente aos Soutenses que não destruam uma das nossas maiores riquezas, porque as florestas são um bem precioso. Sem elas, a vida na Terra seria praticamente impossível!!!!

A devoção a Nossa Senhora do Parto

Porquê venerar a Nossa Senhora do Parto...

Antigamente, as futuras mães pediam a Nossa Senhora um parto feliz e que os seus filhos nascessem com saúde, fortes e perfeitos, por isso ser chamada Nossa Senhora do Parto, devido à finalidade do pedido.
Actualmente, A Nossa Senhora do Parto continua a ser venerada por muitas futuras mães (e não só), as quais lhe agradecem na procissão. Esperamos que o objectivo desta devoção não seja esquecido, que as pessoas não vejam a Nossa Senhora do Parto como uma simples festa, mas como uma força que tem ajudado todas as mães na altura do parto e também após...por isso deixamos uma oração para vocês, futuras mães.
Ó Maria Santíssima, vós, por um privilégio especial de Deus, fostes isenta da mancha do pecado original, e devido a este privilégio não sofrestes os incómodos da maternidade, nem ao tempo da gravidez e nem no parto; mas compreendeis perfeitamente as angústias e aflições das pobres mães que esperam um filho, especialmente nas incertezas. Dai-me a graça de ter um parto feliz. Fazei que o meu bebé nasça com saúde, forte e perfeito. Eu vos prometo orientar meu filho sempre pelo caminho certo, o caminho que o vosso Filho, Jesus, traçou para todos os homens, o caminho do bem. Virgem, Mãe do Menino Jesus, agora sinto-me mais calma e mais tranquila porque já sinto a vossa maternal protecção.
Nossa Senhora do Bom Parto, rogai por mim!

Caminhada Radical 05

No fim de semana alargado, de 23 a 25 de Abril, o Grupo de Jovens, realizou uma caminhada pela Serra da Freita. A afluência não foi muita, pois o tempo de chuva e a perspectiva de caminhar 60 km em 3 dias não era do agrado, ou não encorajou a maior parte dos membros. Rui, Ricardo, Feliciano, Marquês, Andreia, Daniel, Paulo, André, Bruno e Filipe Almeida foram à “luta” com coragem e vontade de se superarem a si mesmos. Sem estadia marcada, partimos muito cedo (em carrinhas) para Candal, onde desembarcamos e iniciamos a longa caminhada. A chuva e o vento forte já nos faziam pensar… logo aí, encontramos uma pequena escola abandonada, onde nos abrigámos durante uns minutos, até o tempo amenizar um pouco. Quando parecia que a chuva parava, pusemo-nos à estrada, e ao longo de quinze km até S. Macário, a chuva não nos largou. Sofremos um bom bocado, encharcados e com frio… mas, lá alto do monte de S. Macário (1053m) encontramos a sua própria casa. Abandonada.

Decidimos ficar lá a pernoitar… Fizemos uma fogueira, que nos permitiu “cozinhar”, secar as roupas, aquecermo-nos e até fazer um chá de carqueja. Alguns ainda visitaram a aldeia, mas o cansaço era tanto que às 21 horas já todos dormíamos… quer dizer, tentávamos. Porque o frio era imenso…!
Bem, depois de uma noite bem passada, dentro do possível, até porque poderia ter sido pior, levantamo-nos cedo, doridos, mas com muita vontade de sairmos dali, arrumamos as coisas e a casa, deixamos uma esmola na capelinha - como forma de agradecimento pela disponibilização da casa e pela sorte que tivemos ao encontra-la -, e partimos em direcção a Regoufe. As condições meteorológicas começavam a ser favoráveis. A chuva desapareceu, o Sol aparecia timidamente e o vento frio, acalmou… Mas, contudo, não sabíamos o que nos esperava. Para além da longa caminhada, de cerca de 18 km até à aldeia, tínhamos que passar pelo Portal do Inferno. Esforço sobre-humano e doloroso. Muito difícil…

Depois de várias pausas para descanso e alimentação, chegámos à aldeia. Almoçamos e descansamos, tiramos umas fotos e partimos novamente. Desta vez para Covêlo de Paivô. Atravessámos um caminho turístico, lindíssimo, com paisagens fabulosas, que nos faziam esquecer as dores… Os rios e as quedas de água lá no fundo, os pequenos moinhos abandonados, as andorinhas, as cabras, todo o tipo de vegetação, e finalmente, o Sol. Começava a ficar calor… Depois de percorrido este caminho – curto, diga-se (4,5 km) – entramos na aldeia pelas traseiras da Igreja. Uma localidade muito bonita e acolhedora, com os animais à solta – os bois, vacas, galinhas… Aprontamo-nos de imediato a assegurar estadia para pernoitar. Para nosso desespero, não conseguíamos encontrar sitio decente, mas uma senhora muito simpática e de coração enorme. Forneceu-nos uma casa sua em obras. Quando entramos, qual não foi o nosso espanto, ao depararmo-nos com um sofá e uns colchões. Íamos passar uma noite agradável e acima de tudo confortável. Parecia um hotel, comparando com a casa de S. Macário! Depois de nos instalarmos, fomos para junto ao rio, onde fizemos uma fogueira, assamos dois frangos, alguns tomaram banho no rio – os mais doidos! – porque a água estava gelada! Pescamos – e até nem nos saímos mal… Jantámos, rimos e o convívio foi sensacional. Uma experiência fabulosa! Apesar das dificuldades…
Finalmente, fomos descansar, pois o último dia prometia ser muito duro. Para além dos 18 km até Arouca, tínhamos o relógio contra nós. O autocarro era às 12.20 e não podíamos facilitar…

Pois bem, a alvorada foi às 6 da manhã, partimos às 6.45 e apenas paramos duas vezes, para descanso e recarga de baterias. Enchemos os boiões de água e Arouca já se avistava! Nas nossas mentes… Esta última etapa foi a mais dura de todas. O cansaço acumulado, o calor, a distância… tudo pesava! E Arouca nunca mais se via! O que atenuava o cansaço, eram ainda as magníficas paisagens que nos acompanhavam ao longo de todo o percurso. Finalmente chegámos a Arouca – eram 12 horas. Mesmo na hora! A nossa casa já estava próxima. Apanhamos o autocarro para S. João da Madeira, e daí para casa. Ai as nossas pernas, ai os nossos pés, ai as nossas costas, ai os nossos ombros, ai os nossos músculos, ai tudo!!!
Superámo-nos a nós próprios e decerto que esta experiência nos tornou mais homens, mais capazes, mais determinados, mais corajosos e acima de tudo mais unidos! A partilha foi constante, as preocupações e as dificuldades foram vividas em conjunto. A união faz a força e o nosso Grupo de Jovens saiu reforçado!
Estamos prontos para outra!

Silêncio!! Está quase esquecido.

Pois é!!! Tudo acalmou… está quase esquecido! (dizem e pedem alguns).

O quê? – Perguntam, vocês? O quê? Eu respondo: as fontes… a natureza… Souto e o que ele representa, com a sua tradição e valor.
Mas as coisas não podem acabar assim… Souto (que é uma amostra do que é o nosso Portugal) não se pode conformar com os saberes e vontades de alguns que por poder de autoridade ou económico, impõem a sua vontade.
Pois é, esta insatisfação que muita gente ainda sente tem de se manter, tem de se manter a insatisfação para fazer mais e melhor…Sermos mais! Somos Soutenses. Soutenses e Portugueses, mas Portugueses que se acomodam com determinadas situações? Não podemos deixar que isto aconteça.
Foi com este espírito inconformista que o grupo de moradores de Pousada continuou e levou até à última, a luta pelos seus ideais e por aquilo que acreditam. De certo que ainda estão lembrados das obras que fizeram na sua fonte, com a esperança de a salvar, então não é que conseguiram? Depois de realizar todas as obras que consideram necessárias (que foram mínimas), à semelhança do que se passou com a Fonte do Amieiro, mandaram água para analisar no Instituto nacional de Saúde, Dr. Ricardo Jorge, no Porto, e veio a Confirmação no passado dia 5 de Maio: a Fonte de Pousada está própria para consumo Humano, apresentando parâmetros de pureza elevados!
Mas perante a alegria da notícia, fica a tristeza e o sabor amargo do modo como este assunto foi tratado e o desprezo mostrado pelas autoridades locais, que depois do próprio presidente da junta fazer uma visita ao local, a convite do grupo de moradores, nada fizeram. Ou melhor, a falta de interesse e sensibilidade por parte da junta de freguesia, pelo assunto, ainda fez com que saíssem editais, afirmar que a fonte estava seca! Como foi possível acreditarem nisto uma vez que, o próprio presidente da junta, tinha estado no local juntamente com os moradores? Então porque surgiu esta notícia? Surgiu porque para efectuar as obras na fonte, foi necessário esvaziar através de mangueiras, que actuaram por sucção, a manilha que rodeia a nascente, para que se pudesse proteger a água dos ferros que já estavam à vista e em permanente contacto com a agua, ora quem se deslocou ao local, como não viu água a sair da bica, e sem querer ver mais do que aquilo que queria ver, afirmou que a fonte estava seca. È demasiada Hipocrisia, ou não? Não poderia a Junta, uma vez que já estava alertada do assunto, ter entrado em contacto com o grupo de moradores, a fim de saber ao certo o que se passava? Mas o pior está para vir: é que mesmo depois de avisada a Junta, esta nada fez para resolver o desentendido e torna novamente a fixar outro edital com a mesma informação enganosa, visto que a água já corria a algum tempo novamente na bica, ou seja, nem sequer vieram ao local ver a fonte afim de colocar a informação no edital.
Que se passa, afinal? Então e porquê que segundo o mesmo edital (datado de 24 de Março), a Fonte Zeca de Alcouce está própria para consumo humano, e ainda hoje é o dia que não retiram a tabuleta que informa o contrário?
Mas como se diz na gíria popular: “Tudo fica bem, quando acaba bem”. Fica então aqui o apelo às autoridades para que seja regularizada a informação há cerca da Fonte de Pousada e também a Fonte de Zeca de Alcouce.
O grupo de moradores de Pousada, que se movimentou, agradece a algumas pessoas a sensibilidade que mostraram tomando algumas iniciativas indispensáveis, como a colocação de resíduos dos animais em locais e condições mais adequados para que as impurezas não deslizem com tanta facilidade pelo regato. O qual contribuiu para que a fonte passa-se este mal bocado.
O grupo de moradores tem ainda intenção de ir pessoalmente entregar uma fotocópia do relatório de Ensaio da análise microbiológica e da análise química, às autoridades locais e ver o que esta pretende fazer… Aguardem notícias!

Dia Mundial da Criança

Nós somos pequeninos
Mas já andamos na escolinha.
Curiosos e interessados
Lá vamos com a mochilinha.

Aprendemos muitas coisas
Brincamos, brincamos.
"Aprender, a brincar"
Abre-nos prespéctivas
Ajuda-nos a sonhar!

Muitas actividades realizamos
Dentro e fora do Jardim
Passeamos, fizemos visitas
Tudo foi importante para mim!

Mas somos CRIANÇAS
E o nosso dia, quisemos festejar
Pintamos coloridos chapéus
E à Fonte do Meeiro fomos brincar.

Com os colegas da Eb l
Lá bebemos água fresquinha.
Fizemos o nosso piquenique
E jogos tradicionais à sombrinha.

É um sítio que nos agrada
Mas, faltaram-nos lá umas mesinhas.
Contudo, felizes voltamos à escola
Para esperar os pais e avozinhas!

O ano está a terminar
Os finalistas vão partir!
Outros ainda ficam
Para muito mais descobrir.............

Beijinhos dos meninos do
Jardim de Infância de Valrico

Um mês, três grandes dias

Todas as pessoas têm direito a viver com dignidade, a serem respeitadas e a desenvolverem as suas potencialidades. Por isso, temos de lutar para garantir que todas as crianças tenham as condições necessárias para se desenvolverem de forma harmoniosa, saudável e feliz.
Mas, para que todas as crianças possam gozar dos seus direitos, é importante que cada um de nós colabore, cumprindo os deveres que lhe estão atribuídos.


Direitos da criança


Todas as crianças têm os mesmos direitos; não interessa a sua cor, raça ou sexo, a língua que falam ou o país em que vivem. Não devem ser tratadas de forma diferente por terem mais ou menos capacidades, serem ricas ou pobres ou pelas opiniões políticas ou religiosas dos seus pais. As decisões que os adultos tomam sobre a vida das crianças devem garantir sempre o seu bem-estar. As crianças têm direito a que o Estado do país em que vivem ajude os seus pais a dar-lhes as melhores condições de vida. Todas as crianças têm direito a viver e a crescer.
Pelo facto das crianças assumirem um papel crucial na sociedade, foi criado o Dia Mundial da Criança, comemorado a 1 de Junho. É um dia de festa, mas também de reflexão e de oração por aqueles que neste momento trabalham desumanamente, em países onde os direitos humanos não são respeitados… Não é preciso ir muito longe…

Desde o início, na primeira fase de aquisição de conhecimentos (leitura, escrita…), as crianças devem acompanhar, compreender o sentido da palavra ambiente. Tem de se inculcar que o nosso planeta corre riscos graves devido à poluição, e desde já aprenderem a separar lixos e a preocuparem-se com estas questões. Pois a inocência das crianças, neste caso, é a sua maior inteligência. Dia 5 de Junho, comemora-se o Dia do Ambiente.

A importância desse dia tem precedentes. O meio ambiente e a ecologia passaram a ser uma preocupação em todo o mundo, em meados do século XX. Porém, foi ainda no séc. XIX que um biólogo alemão, Ernst Haeckel (1834-1919), criou formalmente a disciplina que estuda a relação dos seres vivos com o meio ambiente, ao propor, em 1866, o nome ecologia para esse ramo da biologia.
Celebrado de várias maneiras (paradas e concertos, competições desportivas ou até mesmo lançamentos de campanhas de limpeza nas cidades), esse dia é aproveitado em todo o mundo para chamar a atenção política para os problemas e para a necessidade urgente de acções.
Se há assunto que consegue igualar todas as pessoas nesse planeta é a questão ambiental: o que acontece de um lado, para bem ou para mal, vai sempre afectar o outro!
Nessa data, chefes de estado, secretários e ministros do meio ambiente fazem declarações e comprometem-se a tomar conta da Terra. As mais sérias promessas têm sido feitas, que vão do procedimento habitual e mais simples de cada um (separação de lixos, reciclagem…), ao estabelecimento de estruturas governamentais permanentes para lidar com gestão ambiental e planeamento económico, visando conseguir a vida sustentável no planeta.
Podemos, cada um de nós, já fazer a nossa parte para a preservação das condições mínimas de vida na Terra, hoje e no futuro, ou seja, investir mais naquilo que temos de valioso, que é a nossa inteligência, para aprender a consumir menos o que precisamos economizar: os recursos naturais.

Ligado ao ambiente e à sua preservação, está o dia do Verão. Pois é, parecia que já tinha chegado, mas não. Só no dia 21 de Junho é que a estação mais desejada nos bate à porta. A julgar pelas temperaturas dos últimos dias, já apetecia dizer que o Verão veio mais cedo…


Está aí o Verão


O efeito de estufa provocado pela poluição atmosférica, altera o clima global e consequentemente as temperaturas começam a não fazer sentido a certas alturas do ano. Tanto pode estar frio em pleno Agosto (é o mais certo!), como calor em Fevereiro… E cada vez mais esta tendência acentua-se.
Mas, à parte disso, o Verão está aí, e agora é aproveitar! Este sol convida a dar um mergulho no mar, mas mais que tudo… as férias!! Olha, as crianças todas contentes…!! E eu também!!

Fomos passear, mas já voltamos... Coimbra 2005








Deitar cedo e cedo erguer, dá saúde e faz crescer, ditado popular proveniente do senso comum, que o povo faz questão de o partilhar; mas e quem o deturpar e apenas o cumprir pela metade, será que acontece o mesmo? Eu clarifico-me! Deitar tarde e cedo erguer, será que dá saúde e faz crescer? Até poderá não dar saúde, mas temos a oportunidade de vivermos mais horas por dia. Foi este o pensamento, “viver mais”, no fim-de-semana de 21 e 22 de Maio.
Sábado, 21, bem cedinho, começavam-se a acumular alguns dos passageiros em frente ao largo da igreja, enquanto outros optaram por uma outra paragem alternativa em Cabomonte.
Os passageiros na sua maioria constituídos por elementos do grupo de jovens e grupo coral jovem, mas também com pessoas que não faziam parte de nenhum destes grupos, levaram a vontade e disposição para viverem um fim-de-semana em grande, diferente daqueles que a rotina se encarrega de nos oferecer.
Inicialmente parecia que a viagem não iria ser tão agradável como o desejado, pois as previsões do estado do tempo não eram as mais desejadas e a realidade assim o confirmava com a queda de alguma chuva miudinha.
Após paragem para pequeno-almoço numa área de serviço, prosseguimos viagem com destino a Tomar.
Já em Tomar, demos um passeio pelo jardim e pela floresta à sua volta, constituída por vários tipos de árvores e plantas. Passamos pelo centro da cidade e fomos visitar a ilha, circundada por um belo lago ocupado por peixes e patos.
À vinda para o autocarro, para sacarmos do nosso almoço, encontramos um conjunto de dez patinhos acompanhados pela mãe a medirem forças com um pão inteiro que alguém se lembrou de atirar para lhes saciar a fome, mas quem acabou por ingerir o pão foram os peixes. Foi um pouco o retrato da nossa sociedade; os coitados dos patos estiveram à vontade uns dez minutos de volta e em cima do pão, para o fazer mergulhar na água para se tornar mais mole; entretanto apareceram os peixes que assumiram o controlo da situação, escorraçando os patos, até porventura ferindo algum e aproveitando o esforço por eles feito anteriormente, em 30 segundos, nem tanto, fizeram desaparecer o pão.
Mas quem não se contentou com um pão, fomos nós que trouxemos a lancheira bem recheada.
Próximo destino era Coimbra, terra dos estudantes e não só; terra das belas paisagens, terra do maior encanto na hora da despedida, para mim já é inevitável ir a Coimbra e não me lembrar dessa música tão característica dessa cidade.
Procurando o nosso Hotel para aquela noite, nada mais, nada menos que um quatro estrelas, desculpem, quatro camas por quarto. O albergue ficava relativamente perto da praça da República, onde alguns jantaram (os menos gulosos ainda tinham a lancheira meia cheia do almoço e jantaram no Albergue; meia cheia como quem diz... meia cheia ou meia vazia, é aqui que se distinguem os optimistas dos pessimistas!).
Independentemente onde tenham jantado, o reencontro fez-se num café. Uns ficaram menos tempo na noite, outros sabe-se lá se não ficaram até o dia quase nascer... mas como disse no início, o pensamento era “viver mais” e o tempo gasto a dormir é tempo que não se vive, é tempo morto!
Na manhã de domingo, o programa oferecia várias alternativas. Uns decidiram fazer uma visita guiada a um monumento, (semi-enterrado ou semi-descoberto), onde fora antes um convento de freiras; outros à eucaristia; outros foram visitar a fonte dos amores ou fonte das lágrimas, (que teimosia do povo de dar dois nomes à mesma coisa ou mesmo local), mas associando as coisas, será que amores e lágrimas são sinónimos?!
Almoçamos e a partida deu-se em direcção ao norte, mas antes ainda houve um tempinho para passar e visitar o castelo de Montemor-o-Velho. Que castelo fantástico!
Com o intuito de ver os jogos de futebol: Boavista – Benfica e F. C. Porto – Académica num café perto da praia da Vagueira, dirigimo-nos até lá. Mas lá chegados e perante o vento que se fazia sentir e a falta de espaço nos cafés, recorreu-se à alteração de planos e cada um viu o Benfica ser campeão em casa.
Creio que foi um passeio agradável para todos, a festa e a boa disposição prevaleceram. Muito provavelmente haverá outro passeio para o ano, o mesmo já não posso dizer em relação ao Benfica ser campeão...

Já lá vão 12 anos...!

Pois é, já lá vão 12 anos, que a nossa freguesia deixou de ser aldeia para ser Vila. Bem, pelo menos em estatuto!
Foi no dia 20 de Maio de 1993 e passados estes 12 anos o que é que mudou? Foi mesmo isso que o grupo de Jovens foi para a rua perguntar às pessoas. As respostas não variaram muito, em primeiro de tudo, todos os entrevistados, não sabiam a data de elevação a Vila (calha bem que os entrevistadores também o não sabiam, não tivessem sido avisados minutos antes). Mas, até ai era tolerável, no entanto cerca de 50% dos entrevistados consideram que “pouco ou nada” mudou, na freguesia, ou que pelo menos as mudanças que se nem fazem jus ao estatuto de vila. Claro que as pessoas nestas alturas aproveitam para referir aquilo que está mal, na esperança que algo seja feito no futuro, daí este texto apresentar um carácter pessimista (?), e negativo da Freguesia, mas por vezes também é necessário tomar consciência das coisas. Assim, passo a destacar alguns aspectos que foram referidos pelos entrevistados:
- Em primeiro lugar foi referido o facto de não haver um local onde a freguesia se possa reunir em grande número, afim de determinado acontecimento público (auditório, ou sala de espectáculo), sendo a única possibilidade a Igreja, não sendo local apropriado para determinado tipo de actividades da freguesia, ou o salão Paroquial, que há muito já deixou de ter capacidade para estes acontecimentos;

- Não há um único espaço verde ou espaço de lazer que a população possa acorrer para tempo de recreio, ou seja, todas as pessoas no seu tempo livre procuram fora da freguesia aquilo que esta poderia facilmente lhes oferecer, e melhor, poderia oferecer não só aos próprios habitantes como também cativar pessoas de fora;

- O problema de “Lixo”, e neste pode-se incluir o problema dos esgotos e mau cheiro, na Praça do Eleito local, ou seja às portas da Vila encontramos em primeiro lugar o lixo, que por falta de condições apropriadas ou por falta de civismo das pessoas, ou pelas duas, aparece amontoado em frente à “Nova” Junta de Freguesia e logo de seguida o cheiro nauseabundo, que periodicamente faz questão de se apresentar;

- Não se sente investimento na nossa freguesia, pessoas de fora e mesmo as que cá vivem, não se sentem incentivadas a investir em Souto. Ora se a freguesia não é capaz sequer de cativar pessoas que cá vivem, ou são naturais, fará os de fora;
- Mas nem tudo o que é mau fica fora da nossa responsabilidade, alguns entrevistados referiram que em termos culturais a freguesia até estava bem, sendo organizada a semana cultural (pelo Grupo de Jovens com apoio e colaboração das Colectividades da Freguesia) e há pelo menos duas festas anuais sempre asseguradas, etc., no entanto o que fica a desejar é a pouca participação por parte das pessoas em relação a alguns destes acontecimentos. Ora, é de referir que é neste tipo de manifestações que a Freguesia se mostra ao exterior. Se são programados acontecimentos, é porque é esperada determinada recepção por parte das pessoas, mas isso nem sempre acontece da forma esperada, o que é normal, no entanto são estes aspectos que mostram que a freguesia parece estar “adormecida”, à espera de algo, que só acontecerá se as pessoas assim o entender e fizerem pressão. Com isto, quer-se dizer, e pelo o que entendi das respostas que obtive há cerca deste aspecto, é que é necessário participar, para assim ajudar a freguesia a crescer: “… Devemos participar nas coisas que projectam Souto”.
Estes são alguns dos aspectos que os entrevistados apontaram, havendo ainda a questão, por exemplo, da falta de uma casa mortuária, com condições suficientes que ajudem pelo menos a encarar a dor do momento de uma outra forma; da Avenida do Serrilha, que se encontra em péssimo estado; a sede da Junta de Freguesia que parece já ter passado de “validade”; de uma política Social mais justa, coerente e principalmente atenta; do desprezo pelo meio ambiente, em especial pelas 7 Fontes da nossa freguesia… e muito mais. Ora, aqui está uma boa lista de coisas que segundo parte da população de Souto estão convencidos que a sua resolução iria, em muito, beneficiar a Nossa Vila.
Mas, para marcar assim o aniversário deste acontecimento, no dia 20 de Maio fez-se festa em Souto. Pelas 21:30h, estando eu no centro de Souto, recebi um panfleto a convidar para estar presente, junto ao Coreto afim de assistir a um concerto da nossa banda que iria actuar…às 22h? Então, isto não seria digno de anunciar de uma outra forma, com mais antecedência pelo menos? De certo que muita gente ficou em casa, sem saber o porquê dos foguetes que ouviram nesse dia pela manhã, até porque também quem passou pelo Souto ficou sem o saber (não havia um único cartaz a o dizer). No entanto, passei por lá, depois de realizar aquilo que já estava programado para essa noite, e reparei que estavam presentes muitas pessoas, de certo que pelo menos os pais e familiares dos músicos, visto que saberiam o porquê deste concerto… No entanto, não em percentagem justa face aos 6 Mil Habitantes que somos, mas o Centro de Souto estava minimamente composto.
É Sempre bom organizar e ter este tipo de iniciativas, mas o “mínimo” começa a não chegar para Souto, é preciso dar o “Máximo”, ou pelo menos mostrar que se tentou… Ora o que nos interessa: Fazer sempre as coisas a pensar num ideal, ou fazer as coisas a pensar que qualquer coisa serve? A mim parece-me ser a segunda opção que rege e orienta a freguesia, não sendo de todo esta que irá projectar Souto no Futuro.
Pensemos um pouco sobre isto!

Capela das Almas sofre remodelação

A Capela denominada “das Almas” vai sofrer obras de recuperação e remodelação.
Situada no lugar da antiga Igreja paroquial, construída ligeiramente ao lado, e resultante de donativos de emigrantes e aproveitamento de materiais da primitiva Igreja, foi ao longo dos tempos adulterada na sua originalidade e empobrecida por intervenções de mutilação, nomeadamente no que se refere à talha dourada que foi retirada. Sofreu algumas obras de manutenção com o passar do tempo, e já requeria nova intervenção. Embora não possua características de grande valor artístico ou cultural, exceptuando alguns elementos móveis que nela estão integrados, nem mesmo um estilo artístico de relevo, ela é património afectivo ímpar para esta freguesia e de Fé para a comunidade cristã. É a Sede da Confraria das Almas, bem como lugar do orago de Nª Sª do Parto.
Com o intuito de preservar este património e de o valorizar, sem detrimento para o cumprimento dos estatutos da Confraria das Almas e da devoção à Virgem Nª Sª do Parto, não desvirtuando o lugar e o culto que lhe é tradicional, nomeadamente o da Eucaristia, decidiu-se pedir ajuda técnica. Foi contactado o gabinete de arquitectura “Desígnios”. Coordena e lidera este gabinete o Arquitecto Ricardo de Azevedo e Carla Andreia de Carvalho. Sendo um casal de valores cristãos, depositou-se neles a confiança de nos apresentarem um projecto para execução das nossas ideias. Era já conhecida a obra de remodelação de uma casa de mordomos em Refojos de Riba de Ave, Santo Tirso, a remodelação da casa paroquial de Válega, a nova residência paroquial de Espinho, a partir da recuperação de uma casa antiga, o projecto de restauro da Igreja de Lamelas, Santo Tirso e todo o espaço envolvente, bem como a construção de uma capela Mortuária e de um salão para apoio às actividades paroquiais.
O primeiro esboço foi apresentado já há algum tempo, expondo na entrada principal da Igreja paroquial algumas peças (plantas de arquitectura) e imagens virtuais, sobre fotografias reais da Capela, para ficarmos com uma ideia do projectado. É um projecto arrojado, inovador que dignifica o templo existente e lhe confere um aspecto de moderno a par com o tradicional. Torna mais digno o espaço envolvente e até o local de culto, pois cada intervenção é pensada em torno da função a desempenhar.
Agradou a todos e lança-se agora a obra.
Ao longo do mês de Junho convidam-se todas as empresas a concorrerem para executarem esta obra. O projecto está colocado no centro de cópias “Papelicópia” em Santa Maria da Feira, próximo às instalações da Caixa Geral de Depósitos. Todos os interessados poderão adquirir uma cópia e apresentar orçamento até ao dia 30 de Junho. As propostas devem ser entregues no Cartório paroquial em carta fechada com os elementos necessários e completos.
Vamos todos lançar mão à obra e dar vida a este projecto que muito vai engrandecer a nossa terra e dignificar este espaço tão significativo para a nossa paróquia e para a sua história.

Convívio com os Idosos





A Mudança

No mês passado, elegeu-se o novo Papa. Bento XVI, foi uma escolha visando a continuidade. Muito polémica e arriscada, já que João Paulo II será muito difícil de superar... Ou não fosse Ratzinger o mentor da poderosa congregação para a doutrina da fé, herdeira da Inquisição - só isto diz tudo. Mas este é também o mesmo homem que era visto como um inovador na altura do Vaticano II. Mas terá o carisma, a simpatia e a fé de Karol Wojtyla? Tem para já, o benefício da dúvida…

Isto aconteceu um pouco antes do 31º aniversário do 25 de Abril. Uma forma diferente de assinalarmos esta data, foi uma caminhada, de 3 dias, pela Serra da Freita. Manifestamos a nossa liberdade, sem dependências e apenas com a nossa vontade e sacrifício, tal como em 1974, alcançámos os objectivos inicialmente propostos.

Adjacente a esta data está o 1º de Maio, Dia do Trabalhador. Uma semana depois do 25 de Abril o Povo confirma a Liberdade. Lisboa vestiu-se de Luz (como hoje), as ruas decoram-se de mil cores. Cantavam hinos, faziam promessas como se fossem juras de amor... descobre-se um futuro diferente. Todos são donos das suas vidas. Os carros são poucos para o povo que saiu à rua em eufórica procissão. As ruas apertadas para a alegria que pairava no ar, sentimentos fraternos evadiam de todos os rostos; havia uma comunhão plena de esperança, jubilada em gestos de vitória. Finalmente respira-se Liberdade!

Porque este mês se celebra o Dia da Mãe, deixo-vos algo de diferente. Em vez do “blá blá” sentimentalista do costume, que tal uma sugestão para por em prática neste dia? Uma receita simples e deliciosa: Assado à Vianense. Ingredientes: presunto, vitela, salsa, coentros, estragão, cebolinhas, vinho do Porto. Preparação: Ladeia-se com presunto um bom pedaço de carne de vitela e põe-se a assar num bom refogado de salsa, coentros, estragão e algumas cebolinhas pequenas, deixando-as ficar bem lourinhas. Regue com o Vinho do Porto e engrosse o molho com farinha de trigo. Sirva com batatas fritas em palitos.
Boa ideia, não? Cumprimentos a todas as mães e muitas felicidades…

Onde está Deus?

Perante tragédias, por exemplo a tragédia que ainda nos está viva na nossa memória ocorrida em Dezembro passado, no Sudeste Asiático, cujas imagens ferem profundamente a nossa sensibilidade e nos enchem de pavor, alguém, desafiando a fé dos crentes, pergunta: “Mas afinal, onde está Deus?” Quem coloca esta questão tinha como intenção subjacente levar outros a chegar à conclusão, para ele evidente, de que Deus não existe, porque se existisse não teria permitido esse cataclismo de efeitos tão devastadores.
Na verdade, Deus que é Amor e outra coisa não pode ser senão Amor, nunca é autor do mal. Tudo o que vem da Sua mão é para bem do ser humano, para o seu crescimento interior e para sua felicidade. Daí que, conforme dizem os mestres espirituais, não interessa indagar o motivo que determina qualquer acontecimento mas a finalidade do mesmo, ou seja não o porquê mas o para quê.
Deus que criou o ser humano, não o abandona à sua sorte nem Se coloca distraidamente à margem da sua vida. Ele próprio está dentro dos acontecimentos, sejam eles alegres ou dolorosos e até trágicos. Por isso, é necessário estar atento, procurando fazer uma leitura correcta dos sinais por meio dos quais Ele nos vai falando. O flagelo que atingiu aquela região do Índico pode bem enquadrar-se no elenco desses sinais, porque vem chamar a atenção do homem para a sua arrogante autonomia e para a fragilidade da vida. Tanto o homem como a mulher, deslumbrados pelo progresso científico e tecnológico, foram-se subtraindo à sua natural dependência face ao Criador, mergulhando em longa letargia da qual foram, agora, violentamente acordados.
Ao imenso clamor desta gente martirizada, todo o mundo acorreu num impressionante gesto de solidariedade e de ajuda numa louvável tentativa de minorar o sofrimento daqueles milhões de pessoas que, repentina e inesperadamente, se viram privados de todos os seus bens materiais e, sobretudo, foram atingidos nos seus mais profundos afectos. Eis como, num ápice, um verdadeiro paraíso se tornou num tremendo inferno, como referira um operador da comunicação social.

Mas afinal, onde está Deus?
Está nas lágrimas dos inocentes;
Está nos milhares de mortos;
Esta nos milhões de desalojados;
Está no sorriso apagado das crianças;
Está na desesperada solidão dos que ficaram sem família;
Está na gigantesca onda de solidariedade e nesses milhares de voluntários que, renunciando ao seu conforto, partiram de imediato, integrando as equipas de socorro e de ajuda humanitária para que as crianças voltem a sorrir e a esperança renasça nas corações dilacerados.
Que o Espírito de fortaleza dê a todos a coragem e a força para poderem rezar assim: “Hei-de beijar a cinza dos escombros;
Hei-de esmagar a dor
E hei-de trazer, aqui, sobre os meus ombros
A Tua Cruz, Senhor!”

Encontro Quaresmal de Jovens

O encontro começou por volta das 9:30 com o acolhimento, aderiram a este encontro, os grupos de jovens de São Miguel de Souto, Milheiros de Poiares, Sanfins e Travanca, seríamos um total de 50 elementos 21 dos quais eram de São Miguel de Souto, o primeiro contacto de integração começou no campo de futebol de salão, com o jogo da teia, um novelo de fio que se cruzava de jovem em jovem levando estes a uma apresentação pessoal, foi um jogo bastante interessante, depois tivemos ainda outros jogos, para de seguida partirmos para a oração, que nos começava a integrar no conteúdo do encontro, o aproximar do poço para sentirmos a água viva, aquela água que nos mata a sede que é Jesus Cristo e que a partir dele nunca mais teremos sede.
Depois começamos com o tema. O que é o pecado?
E o que é o Sacramento da reconciliação?
Duas coisa perfeitamente diferentes, saber o que é pecado e também saber qual o objectivo do Sacramento da Reconciliação, estas questões foram faladas e debatidas em grupos e depois explanadas pelos mesmos, no final o Padre Paulo Gomes responsável pela Vigararia dos jovens tentou explicar algumas dúvidas surgidas, mas o encontro foi interrompido porque era preciso alimentar também o corpo, foi um almoço bem partilhado e confeccionado, este foi-nos servido no Seminário e confeccionado pelas empregadas do mesmo, tomamos um café e segue-se depois a conclusão do dia que tinha ainda algumas dúvidas a tirar, depois de tudo minimamente explicado, finalizávamos o encontro com a Eucaristia animada pelo nosso grupo de Jovens e presidida pelo assessor Vicarial Padre Paulo Gomes.
Como conclusão entendemos que foi positivo, o convívio a partilha de ideias, mas também achamos que muito há a fazer pelos responsáveis por estes inventos, não podem ser só momentos de encontro e partilha, é preciso aproveitar estes encontros para se esclarecer algumas dúvidas se as há no seio dos grupos de jovens, é preciso afastar a ideia de que os jovens apenas se encontram para fazer barulho e distúrbios, se queremos uma igreja renovada e jovem no futuro, é preciso que não se olhem estes como pessoas ignorantes, ou que agem movidos pela ignorância, não isso, não é assim se há jovens que nunca ouviram falar de Jesus Cristo, o que não era o caso, muitos há que se aproximam dele e o querem amar, é muito fácil para os párocos apontarem e esquecerem-se dos jovens porque estes querem mais, e o seu mais é logo apontado como sendo um grupo de (burros), em tudo o que foi dito nada se pode apontar ao nosso pároco que foi o único a estar durante algum tempo junto de nós, e que muito nos apoia, mas numa vigararia de 12 paróquias incluindo São João da Madeira, apenas quatro grupos de jovens sendo metade de São Miguel de Souto, só nos apercebemos dos erros quando estes já vão a poente mas muitas vezes o erro já vem de nascente. Que este encontro Quaresmal nos tenha servido para continuarmos a lutar por algo que perece em querer continuar mal.

Caminhada Dia da Árvore







Dia do Pai - Convivio nos Passionistas


Com o intuito de passarmos uma manhã agradável e assinalarmos o Dia do Pai (19 de Março), no passado dia 20, Domingo, pelas 9 horas, após um convite às nossas famílias e em especial aos pais, encontramo-nos em Souto, no salão paroquial, com destino à Quinta dos Padres Passionistas, em Santa Maria da Feira.
No programa constava um jogo de futebol entre pais e filhos e o almoço entre os presentes, e lá está o convívio que nos iria proporcionar. Apesar da ameaça de mau tempo, lá partimos e tudo acabaria por correr da melhor forma (se bem que alguns chuviscos se acabariam por intrometer...).
Chegados à Quinta, os futebolistas (diga-se, com um futuro bastante promissor...) foram-se equipar nuns balneários improvisados, enquanto nas “bancadas” o público se preparava para assistir ao jogo. As equipas foram divididas entre “Pais” e “Filhos”, se bem que alguns “problemas” (de ordem física) já no aquecimento relegariam alguns pais para as “bancadas”!!! Estes pais optaram por não jogar e ficaram a assistir ao jogo. Sendo assim, o jogo realizaria-se entre uma equipa de “Filhos” e outra, maioritariamente, constituída por “Pais”.
Foi um jogo bastante equilibrado, onde não foi a táctica nem a técnica que prevaleceu, mas sobretudo a amizade e o convívio. Além disto, também foi uma excelente oportunidade para os mais “velhos” recordarem os seus tempos de juventude e de praticarem também mais algum exercício físico, pois uma corridinha faz sempre bem.
No final do jogo o resultado seria a favor da equipa mais nova, mas isso nem seria o mais importante, pois vinha aí a fotografia da praxe e para a prosperidade. Entretanto o almoço
(febras grelhadas, salada, batatas fritas...) ia sendo preparado. Assim, como as nuvens que nos preparavam uma chuvinha que nos acompanharia durante o almoço, à qual respondemos abrigando-nos num pequeno coberto lá existente.
No fim do almoço preocupamo-nos em deixar o loca limpo, ou seja, como o encontramos. Foi uma manhã de Domingo bastante bem passada e uma iniciativa a repetir para o ano, pois foi do agrado de todos os presentes.
Aos pais fica o nosso agradecimento, não só por terem comparecido, mas também por serem o que são… Nossos Pais!!

Liberdades

A chegada da Primavera deste ano, foi uma das mais bem vindas de que me lembro. Isto porque, a seca a que estivemos sujeitos durante meses, já nos fazia rezar por chuva... Penso que foi um dos aspectos a assinalar pela positiva.
Nem a presença do Santíssimo Padre, o Papa João Paulo II, perante os fiéis, me estimulou. A sua aparição débil e frágil, embora corajosa e demonstrativa do seu grande amor e enorme coração, reforce a minha opinião de que o Papa faz um esforço sobre-humano para se aguentar e que nestas condições, mais valia ser substituído. Decerto que a entidade divina não o quer ver sofrer por quem não merece...

Neste mês de Abril, volta aos assuntos do dia-a-dia a liberdade. De expressão, de opinião, de pensamento, de imprensa... Hoje em dia, esta última ultrapassa, por vezes (por vezes, não. Muitas vezes!) o limite do razoável e obriga-nos a pensar neste conceito de liberdade. Não estou a dizer que deve haver censura... Deve antes, haver bom senso.
Estaremos todos preparados para ouvir ou ler determinadas notícias? Fazer de notícias aberrantes manchetes de jornais é gravíssimo. Sob o ponto de vista pedagógico, moral e ético. A mente e a essência humana é muito mais abrangente do que isso. Mas estará a cultura portuguesa a esta altura? O “espectáculo” proporcionado por essas pseudo informações cultiva na nossa sociedade a necessidade de assistir a dramas reais, na primeira pessoa, para alimentar ainda mais a nossa fama de coitadinhos... Ainda esta semana ouvi, na televisão, que a chuva (muito pedida e chorada) estava já a destruir campos de cultivo no Ribatejo. Ora está-se mal porque não chove, ora está-se mal porque chove...
É esta liberdade que procurávamos, há 31 anos atrás? A de fácil e pouco laboriosa notícia? Onde está o bom senso e a criatividade jornalística? Esta liberdade não é construtiva e muito menos educativa...

Qual liberdade tem o Papa? Será que ele é livre, ao ponto de querer estar no Pontificado até ao último dos seus dias? É essa a sua missão? Penso que já a cumpriu e agora a sua debilidade devia preocupar ainda mais a comunidade católica. Mas estarão os possíveis sucessores à altura do desafio...?

Dia Internacional da Mulher

No dia 8 de Março, comemora-se o Dia Internacional da Mulher e símbolo da emancipação feminina. E nessa ocasião, as mulheres, namoradas, mães, avós e amigas são presenteadas com um ramo de flores pelos seus amigos, filhos, maridos, namorados e netos…
A mulher mesmo mostrando "fragilidade", pode ser forte e decidida, dessa forma, tirar da sua "sensibilidade" a força de que precisa. Vivendo numa dura realidade, ela não deve perder o seu romantismo. Deve saber transformar a rotina do seu dia-a-dia, numa sucessão de novidades e descobertas, nunca desistindo dos seus sonhos. Mesmo quando estiver fraca, deve-se mostrar forte e lutar sempre pela sua independência. Deve de tudo tirar uma lição optimista, pois em cada erro que ela cometer, é um ganho de experiência, para se transformar numa tentativa de um futuro justo, pois errando, também se aprende. Deve ser resistente nas “tempestades” da vida, pois ela própria é vida, tem vida e gera vida.
A mulher, com o seu jeitinho, e a sua delicadeza, sabe alcançar e conquistar o seu “degrau na escada” da vida, que inclui o seu lado profissional, o seu lado familiar e o seu lado pessoal. Assim sendo, ela nunca deve tentar se impor pela força, querendo mostrar "igualdade" com os homens, pelo contrário, ela deve fazer questão de ser sempre o "sexo frágil" e ter consciência, que "fragilidade", não significa fraqueza. Essa "fragilidade" na verdade, significa "sensibilidade".
Ser forte, não significa gritar, para ser ouvida e para chamar, se isso pode ser feito com uma voz doce e carinhosa. Não precisa exigir para conseguir as coisas, se com um jeitinho especial pode pedir e ser atendida.
Por isso, viva a mulher, não somente no dia 8 de Março (dia da mulher), não somente no primeiro domingo do mês de Maio (dia das mães), não somente no dia das avós (que é mãe e mulher duas vezes), mas sim, viva a mulher todos os dias, todas as horas, todos os minutos e todos os segundos, porque a "mulher" é sempre "mulher" todo o tempo.
…VIVA!!!

Caminhada Ambiental

No dia 10 de Abril o grupo de jovens desta paróquia de São Miguel de Souto os “Samaritanos” vai levar a efeito a sua segunda caminhada de sensibilização em favor do MEIO AMBIENTE, pretendemos elaborar um percurso agradável para todos, mas ao mesmo tempo que este nos faça acordar para a necessidade que temos de agir, quanto à perseveração do MEIO AMBIENTE. Temos fontes? Quais são? Quantas então boas? O que as polui? Talvez a nossa caminhada sirva para conversar e reflectir, o diálogo foi sempre um bom conselheiro, deste modo queremos convidar todos os Soutenses para que se juntem a nós nesta caminhada, desde população em geral a associações e colectividades, como também os membros do poder local, no fundo todos respiramos o mesmo ambiente, mas por narizes diferentes, gostaríamos de no final partilhar uma tigela de caldo verde em conjunto, se esta ideia de caminhar e partilhar a tigela de caldo verde lhe agrada, comunique-a ao grupo pois a sua opinião é sempre bem vinda.
Acolhimento é às 09:15. Às 09:25 temos oração em conjunto dentro da Igreja, 09:30 entregamos o símbolo da caminhada e partimos, se a sua opinião junto de nós for favorável em partilhar a tigela do caldo verde, esta será nos servida ás 11:30 no Salão Paroquial.

Dia do Doente

Esta é uma actividade em que nós visitamos alguns doentes da nossa terra. Espantoso como alguns conseguem ter força e mostrar um sorriso, apesar das dificuldades e precárias hipóteses de cura. O que vemos faz-nos pensar que pior do que a doença que tinham, era solidão. Alguns sentiam-se abandonados. Em pleno Domingo, dia de família, estavam para ali... A tristeza de uns e o sorriso de felicidade, apenas por estarmos ali ao pé deles, engrandece-nos a alma. Adoramos a experiência e por uma vez, sentimo-nos úteis... e fazemos algumas pessoas felizes!
Doença é falta de saúde, enfermidade, moléstia, sofrimento.

Os Samaritanos decidiram dedicar o dia 12 de Fevereiro aos doentes, assim dividiram-se em grupos e acompanharam os diversos ministros da comunhão na sua visita. Nessa visita contemplávamos os doentes com a nossa presença, uma flor e uma pagela com uma oração escrita pelo nosso Sr. padre José Carlos.
Já não é o primeiro ano que nós fazemos este tipo de actividade, mas é sempre um dia que nos surpreende. Ficamos surpreendidos por bons e maus motivos e essa visita é-nos recordada pela alegria, bom humor e lição de vida que aprendemos.
É sempre surpreendente ver que mesmo com as diversas doenças que possuem muitas das pessoas ainda possuem um largo sorriso para nos mostrar. Mas, infelizmente, também é surpreendente ver onde a doença nos pode levar. Quando vamos ao dicionário procurar o significado de doença, este direcciona-nos para a parte corporal. Porém, estas visitas fazem-nos descobrir que as principais doenças não são apenas carnais, mas também psicológicas.
Pelas visitas que já efectuei considero que a maior de todas as doenças, nem sequer é considerado uma doença mas o estado de se estar só, a solidão. Uma doença profunda que nos perfura o coração e nos rasga a alma, que nos tira a vontade de viver, pois nos leva a pensar que estamos sozinhos e que ninguém nos ama. E, até que ponto será esta afirmação falsa? Estamos num mundo governado pelo dinheiro e pelo poder, de que somos alvo e nos leva a retirar muitas das nossas horas na sua direcção. De que vale o dinheiro e o poder, se não podemos estar com quem mais amamos, se praticamente não podemos viver intensamente os dois dias que são a vida. Mas, mesmo retirando as horas que temos de disponibilizar para o jogo do nosso mundo ainda temos o resto das horas. Contudo é mais fácil sentarmos confortavelmente num sofá a ver televisão ou ler uma revista, irmos até ao café, passear… divertirmo-nos enquanto nos esquecemos dos que amamos e precisam de nós, nem que se seja um “Bom dia!” pelo telefone. Este é o mundo em que vivemos e na necessidade de acabar com essa horrível doença muitos têm a coragem de largar a sua casa e de procurar a cura nos lares, onde acabam com a solidão, mas não fecham as feridas provocadas pela falta dos familiares.

Tertúlia: “Como lidar com a Doença”

O Grupo de Jovens organizou no dia 13 de Fevereiro uma tertúlia aberta à comunidade, com o tema “Como lidar com a Doença”, a qual teve grande afluência de público de diferentes escalões etários, mas onde predominaram os idosos, talvez mais receosos com a sua saúde.
Para debater, explicar e dar o seu testemunho sobre o tema em questão, o Grupo de Jovens convidou pessoas com diferentes profissões, mas todas intimamente ligadas à ajuda a doentes: Dra. Helena, enfermeiras Gabriela e Carla, duas funcionárias do centro social, Marisa e Vera, a coordenadora do voluntariado no Hospital S. Sebastião, D. Virgínia Cavaco e o Sr. Padre José Carlos, aos quais agradecemos novamente a sua disponibilidade.
Na tertúlia aprendemos que o maior problema de saúde, não é o estado físico dos doentes, mas sim o seu estado psicológico, a solidão, a indiferença dos familiares, a falta de um simples telefonema de quem nunca telefona... Neste mundo em que vivemos, queremos sempre mais e pensamos apenas em nós, não encontrando tempo para uma pequena visita, ou para dar uma simples palavra mesmo aqueles que nos são mais próximos.
Por isso, uma das melhores maneiras de que dispomos para lidar com a doença é estarmos mais próximos de quem gostamos, não os deixarmos cair no esquecimento, na pura e simples solidão.
À tertúlia seguiu-se a eucaristia, a qual foi especial, uma vez que foi administrado o Sacramento da Santa Unção a 53 idosos. O grupo de jovens “Os Samaritanos” presentearam todos os participantes, com um vaso de flores para que se lembrem que têm aqui amigos com quem podem conversar e partilhar momentos de alegria, sintam que não estão sozinhos e que podem sempre contar com um ombro amigo, JESUS.

14 Fev - O Namoro

O dia de São Valentim tem várias explicações – umas de tradição cristã, outras de tradição romana, pagã, mas com o decorrer do tempo o dia 14 de Fevereiro ficou marcado pela troca de mensagens amorosas entre os namorados. Esta tradição está mais institucionalizada nos Estados Unidos onde os cartões de São Valentim já são comercializados desde o início do século XIX.

Esta tradição é mais marcada entre os namorados do que entre marido e mulher pois depois de casar estes esquecem-se que o namoro continua. E porquê? Se calhar porque pensam que não há nada mais para além do casamento ou não se apercebem que o casamento é uma relação a dois. Os dois têm que procurar conquistar o outro a cada dia. O namoro faz parte dessa conquista, o dia dos namorados fazem parte dessa conquista, todos os momentos devem ser aproveitados para demonstrar o amor que sentem um pelo outro, pois o amor não é algo que quando acaba se troca por outro. É, sim, como uma planta que se tem que regar todos os dias para que não fique seca e morra.
O namoro é para ser celebrado todos os dias pois este é parte da água que não vai deixar que a planta morra!

Na verdade, e contrariando esta cultura dominante existem ainda muitos casais que permanecem unidos e felizes.

Quaresmiza-te. Pascoaliza-te

1. Quaresmiza-te – Pascoaliza-te. Estes verbos, no imperativo, tão ao jeito da linguagem publicitária, querem significar o dinamismo da Páscoa, como acontecimento; absolutamente central e decisivo da fé.
Estes verbos, neologizados, podem também indicar que a Páscoa, embora celebrada cada ano, é sempre um acontecimento novo e absolutamente singular.
Estes verbos, juntos e em sequência, sugerem que a Quaresma por si só, isto é, sem conduzir à Páscoa (à Passagem, à fé professada, celebrada e vivida), é um exercício piedoso, mas estéril; pode animar mas não iniciar à fé.

2. Quaresmiza-te – Pascoaliza-te, são sinónimos de dinamismos de fé que se traduzem em atitudes vitais, como: fazer-se e ser peregrino, pôr-se a caminho à procura de novos horizontes para a vida, abrir-se conscientemente ao imprevisto e inesperado de Deus, adentrar-se na espessura do encontro sério consigo mesmo, ler a própria vida e deixar-se converter, mudar, renovar, abandonar a escravidão que nos povoa – deixar-se nascer de novo.

3. Estas atitudes vitais, cultivadas e trabalhadas durante quarenta dias, terão de ser desenvolvidas e propostas individualmente (é cada um que aceita a graça de mudar a vida) mas também, e cada vez mais, em comunhão com a comunidade eclesial. Daqui resulta que, à Páscoa, devia estar mudada a vida de cada um, e a vida da comunidade eclesial onde nos inserimos – e isso devia ser externamente visível e verificável.
A caminhada catequética quaresmal devia ser um contributo, uma mais valia para a comunidade, ajudando os catequizandos a fazer, a crescer e a ser comunidade ressuscitada. O itinerário quaresmal, enquanto tempo e espaço de conversão, não pretende simplesmente ensinar sobre o sentido do jejum, da esmola e da oração, mas sobretudo incorporar na celebração (também litúrgica) da Páscoa e na aquisição de atitudes evangélicas.

4. A Quaresma é um caminho feito em Igreja para chegar à meta, a Páscoa, e acolher a vida nova que de novo Deus nos presenteia em Jesus Cristo Senhor.
A celebração da Páscoa supõe e exige a Quaresma, mas esta exige e implica a Páscoa. Não tem sentido preparar a Páscoa, durante quarenta dias, e depois dispensar de a celebrar Não é razoável preparar a festa e não festejar. Não vale preparar a "Passagem" e não passar. Também (e sobretudo) para a Catequese.
Se propomos qualquer itinerário quaresmal, não esqueçamos que isso implica celebrar a Páscoa como meta do mesmo itinerário. Não será este porventura um desafio que teremos de "olhar de frente" na organização e estruturação da nossa catequese? Não será este um imperativo para tornar nova e coerente a nossa Páscoa? Quem tiver ouvidos...

Uma Santa Quaresma e Páscoa abundante!

O milagre das preces

Existem momentos nas nossas vidas quando só a palavra do homem não resolve as aflições e problemas pelos quais passamos. Nessas horas, contamos com a palavra divina para guiar a nossa vida e trazer paz de espírito ao coração. Através das orações, alcançamos graças, protecção, conforto e bem-estar sem hora nem lugar marcado.
Parece estranho estar a falar deste assunto, mas durante estes dias, aprendi com o sofrimento e com a impotência (porque não tenho super poderes) a dar maior valor à vida. Afinal, temos só uma...
A vida não é o que queremos. É o que podemos. Acreditamos sempre numa vida melhor e sem percalços nem problemas, mas será a vida sem problemas interessante?O exemplo de Jesus Cristo é essencial para mim. Ensinou-me a dar importância às coisas fúteis e a esforçar-me para alcançar objectivos. É obvio que sozinho não conseguirei unir o mundo, fazer a paz, mas porque não tentar?
Temos de acreditar e ter fé. Jesus, resistiu às tentações de Satanás no deserto e a confiança depositada no amor do Pai num momento de dor e sofrimento extremos, ocorrido durante a sua martirização e morte na cruz.Que maior exemplo de amor, dedicação, paz interior e fé existe do que este?
Por isso vos apelo que não renegueis a vossa fé (independentemente de como a expresseis e sentis), porque os milagres existem, e Jesus está sempre connosco. Tenho sentido isso...

Símbolo de Fé e de Vida

Um dos mais afectuosos símbolos do Natal, celebrados tradicionalmente no nosso País, nas cidades ou nos campos, nas vilas ou nas aldeias é o Presépio.
O presépio representa o nascimento do Menino Jesus, com todo um enquadramento encantador e rústico, nomeadamente descrevendo a presença do Menino, entre dois animais (vaca e burro) acompanhado de Sua Mãe (Maria) e por Seu Pai (José) e, perante eles, pastores, anjos e Reis Magos (Baltazar, Belchior e Gaspar), a adorá-lo e a oferecer-lhe presentes. Além do mais, um presépio não é somente constituído por figuras, pois a paisagem também contribui da mesma forma.
O presépio (o Mistério do Natal) é um acto, é uma manifestação cultural. Também, todo o acto cultural é um acto criativo porque vai tocar o que de mais íntimo, o que de mais essencial permanece, no homem. Através da Festa do Natal e da dramatização do presépio, esse íntimo, essa essência, é afinal a Criança que ultrapassa a realeza.
Até os dias de hoje, o presépio faz com que as pessoas reflictam e estabeleçam um vínculo com estes ensinamentos, ou seja, envolvem-se com a força magnética que nasce do ambiente onde quer que ele esteja. Este é o poder de Deus, é se tornar visível pelo invisível, pelo intocável que é sua essência.
E como nós (os Samaritanos) não queremos quebrar esta tradição, realizamos um presépio para valorizar as tradições histórico/culturais, reconhecendo o significado e o sentido cristão do Natal, pois também nunca nos podemos esquecer que nem todas as famílias podem celebrar o seu natal com um presépio.

Magusto em Candal 2004





À descoberta… de Souto esquecido!

Como grupo de jovens Cristão que somos, sabemos que temos deveres a cumprir, direitos a exigir e denúncias a fazer para que começando por cada um de nós, sejamos capazes de chegar aos outros. Assim, alertados pelas últimas noticias da nossa freguesia referente ao ambiente escolhemos como tema anual de trabalho e reflexão: “Eu e o meu meio ambiente”. Ao longo de todo este ano iremos recolher a informação necessária, alertar e dar a conhecer não só os problemas da nossa freguesia como também tentar apontar soluções, procurar ajuda quer com as autoridades locais como também, se necessário recorrer a outras entidades, e assim, trabalhando e ajudando a freguesia e os Soutenses, ficaremos conscientes de que não fazemos parte daqueles que se esquecem muitas vezes, o que é o civismo. Não deixaremos cair os braços face a um problema ambiental tão grave que a nossa freguesia atravessa neste momento.
Aqueles que estão mais atentos, sabem que já pusemos mãos à obra. De certo que muitos Soutenses viram, num Domingo de manhã o grupo de jovens a fazer uma caminhada. Pois é, decidimos ver com os nossos próprios olhos aquilo que se está a passar em termos ambientais. Fomos à fonte de Pousada, à fonte do Amieiro, à Fonte do Grilo e à Fonte de Teobalde mais conhecida por Fonte Zeca Alcouce…. Tudo estava como o esperávamos encontrar. O espanto foi quando um tempo mais tarde, foi anunciado na Celebração Dominical que a fonte de Pousada estava seca… e que a Fonte Zeca Alcouce estava própria para consumo. Ora, se os nossos olhos não mentem alguma coisa não bate certo: na fonte de Pousada a água corre com muita força e se não é o cartaz lá colocado ninguém diria que é uma das fontes impróprias para consumo, enquanto que a Fonte Zeca Alcouce está selada e com um cartaz que proíbe o consumo daquela água. Afinal o que é que se está a passar? Alguém anda a brincar ao Rato e ao Gato, é que pela contradição de informação, é isso que parece. Qualquer Soutense minimamente atento sabe que, por exemplo, a fonte de Pousada sofreu obras (realizadas por uma comissão de habitantes que assim decidiram face à passividade das entidades locais). Ficam também agora a saber que durante essas mesmas tiveram que ser colocadas 4 mangueiras para escoar a manilha da fonte afim de se poder revesti-la de cimento, visto que tinha a armadura em contacto com a água… Ora as mangueiras eram bem visíveis, e a água também.... e alguém se lembra de dizer que a fonte está seca?

Quanto à fonte Zeca Alcouce, a maior parte de nós nem sequer sabíamos da sua existência, e ficamos entristecidos quando a conhecemos. Ao lado de um tanque de água com cor e cheiro duvidoso, encontramos uma bica tapada com uma “rolha” e por cima um anuncio: “Água imprópria para consumo humano”. Pois bem, foi esta mesma fonte que segundo o edital datado de 18 de Outubro pela Junta de Freguesia, está própria para consumo. Ora se a bica estava tapada, onde foi recolhida a água para análise?

Já cansados de caminhar e de tanto nos questionarmos, o que fazer para salvar o ambiente de Souto, fomos atropelados por mais uma descoberta macabra (desculpem o termo, mas não consegui encontrar outro face à descoberta). Quando íamos na Rua das escolas do Padrão, entramos por um caminho entre matos desconfiados que alguma coisa de anormal lá se passava…. E assim foi, descobrimos no meio de um mato, que poderia ser perfeitamente o espaço para o parque natural da nossa freguesia, uma lixeira criada pela nossa própria junta de Freguesia, com o lixo retirado do nosso cemitério! Com a autorização ou não do proprietário, como é que isto é possível acontecer em pleno século XXI? Não sabem que como entidade local têm responsabilidades acrescidas? Será que ainda não ouviram falar de Eco Ponto? E se por acaso o eco Ponto não aceita este tipo de matéria de certo que outra solução deveria ser pensada, porque sabemos que flores são bio degradáveis, mas que por exemplo, cada plástico que envolve as velas demoram cerca de 300 anos a degradar-se. Sabiam?
Perante tanta tantos atentados que estão a ser feitos na nossa freguesia, de certo que já repararam que o discurso correcto face a este problema, não é acusar os nossos vizinhos que vêm colocar o lixo à nossa terra. Não somos exemplo para ninguém nessa matéria, por isso não temos voz para acusar ninguém. Se nós próprios não somos capazes de respeitar a nossa natureza e de criar condições afim de sermos exemplo correcto a ser seguido, qual a moral para apontar o dedo a outros? Se alguém me está a ouvir, de preferência, alguém do poder político que governa a nossa freguesia: ajudem-nos a fazer alguma coisa, não deixem Souto morrer!

Fátima 2004








Acampamento Paroquial 2004 - 7, 8, 9 e 10 de Agosto








Eram 14.30 e como combinado, já estávamos todos prontos para partir para a Quinta das Uchas. Colocamos tendas, sacos, …, e mantimentos nos carros e lá fomos nós.
Chegamos à quinta por volta das 16.30 e começamos de imediato a montar as tendas e a “cozinha”, o que decorreu com uma certa celeridade, uma vez que o grupo (38 elementos) uniu-se no cumprimento dessa tarefa. As 12 tendas foram distribuídas numa forma circular à volta de um castanheiro, ficando a piscina a Sudeste e a cozinha improvisada ao lado desta. Depois do trabalho feito alguns ainda foram para a piscina.
De seguida realizou-se um jogo, onde através de “rebuçados de fruta” dividiu-se o grupo em três: os laranjas, os ananases e os morangos; de maneira a facilitar a distribuição das tarefas e a realização das diferentes actividades.
No Domingo despertamos com a chuva, que infelizmente nunca mais nos largou. Esta adversidade alterou grande parte do programa que estava previsto.
Depois de discutida esta nova situação, apesar de algumas divergências decidiu-se ficar e esperar por melhores condições atmosféricas que não chegaram. De tarde, aproveitando uma “aberta” no tempo fizemos uma caminhada até ao rio, onde alguns, apesar do tempo pouco convidativo, não resistiram a dar um mergulho.
Na segunda de manhã fomos visitar o lugar de Manhouce com as suas casas de pedra tipicamente serranas. Foi uma longa e boa caminhada!
À noite e já com o Sr. Padre José Carlos entre nós, foi grande o divertimento, uma vez que alguns elementos do grupo demonstraram os seus dotes de dança e deram um grande espectáculo.
Na terça, depois do almoço, chegou a hora de regressar-mos, desmontamos e arrumamos as tendas, colocamos tudo nos carros e lá viemos nós.
Apesar de todas as adversidades, já estamos todos à espera do próximo acampamento.

Semana Cultural 2004




















Trabalhar em Grupo

“A equipa não é um grupo subjugado pela necessidade ou pelo medo, nem uma clientela atraída por favores que qualquer potentado pode distribuir... A equipa é um grupo de homens unidos por um laço orgânico, isto é, pelo serviço duma obra ou duma causa comum, à qual testemunham igual dedicação e cujo esforço por ela exigido repartem segundo os dons, a capacidade ou os meios de cada um sem interesse de competição, rivalidade ou intrigas, ligados pelo resultado comum, não pelo êxito desta ou daquela aventura particular” (Lucien Romier).
No último retiro do Grupo de Jovens, reiteramos este espírito. A partilha, a entrega, o interesse, a animação, a união, a fraternidade, a inter ajuda, a resistência e a qualidade estiveram sempre presentes.
Para que um grupo possa realizar actividades construtivas, é necessário que haja harmonia dos espíritos e das vontades. Não se trata de cada um praticar as mesmas acções, mas basta que as acções de um não estorvem as acções do outro. Pretende-se que este, em sua função, facilite a tarefa do seu vizinho.
Para isso torna-se necessário que cada um siga ao menos de esguelha a actividade dos outros, ainda que seja apenas para por ela ajustar e sincronizar a sua. Para isso, é indispensável também que cada indivíduo saiba esquecer-se de si mesmo e não parta como flecha, com o risco de ocasionar uma ruptura de equilíbrio.
O trabalho em grupo supõe plena confiança entre os diversos elementos desse grupo: confiança em suas atitudes.
Não haja a ingenuidade de pensar que é fácil o entendimento com os “chefes” vizinhos. Todo o “chefe” tem responsabilidades a assumir, interesses a defender, os quais talvez estejam em contradição com os do seu colega.
Daqui a necessidade de haver duma parte e doutra vontade lealmente dotada de compreensão mútua.
Não há nada mais perigoso para a unidade e eficiência dum grupo do que as críticas sistemáticas dum eterno descontente. Assim como a crítica é tonificante quando, embora viva na sua forma, é benevolente e construtiva no seu fundo, assim se torna dissolvente, quando, embora suave na sua expressão, é negativa e cortada de azedume.
A atmosfera dum grupo em que cada elemento anda à espreita dos erros dos outros, depressa se torna irrespirável e atrofiante.
A primeira lei do grupo é o auxílio fraterno, ao serviço da missão desse mesmo grupo. Querer elevar-se à custa dos outros, gostar de apontar as deficiências dum colega, é minar a unidade do grupo e torná-lo incapaz de realizar a sua missão.
Trabalhar em grupo é inserir-se num movimento e não meter o movimento no seu bolso.
Construir um grupo é renunciar a si próprio em vista do bem comum, realizado numa ajuda comum.
Daí resultam, por um lado, sacrifícios, esforços em favor de outrem e discrição das ocupações anónimas; mas, por outro lado, muitas alegrias puras e entusiasmo colectivo – os objectivos serão cumpridos.
Ora, não só o Grupo de Jovens deve seguir este conceito de grupo, mas como todos os outros. A nossa casa, a nossa rua, a nossa comunidade, a nossa vila, cidade, o nosso país e o nosso mundo seriam muito diferentes…

Passeio 2004 - Minho

Pousada da Juventude, em Fão
Viana do Castelo
Monção
Descendo de "comboio" o Bom Jesus, Braga
E subindo... a pé!
A noite foi divertida, Fão
Citânia de Briteiros
Braga

Estivemos no relvado do estádio do SC Braga!

À partida

O estádio é magnífico!

SOUTO: Impróprio para consumo?

Estando na praia, saltou à vista o título do Jornal de Noticias, na página 3, em que afirmava:”Água entre 6 e 27 euros” e de lado uma pequena coluna mostrava dois exemplos:”Opções diferem na Feira e em Lousada”, “…em Stª Maria da Feira os preços são proibitivos.” Depois de ler o texto apercebi-me que o nosso concelho exerce “…os preços – os segundos mais caros de todo pais – são proibitivos”.
Fonte de Pousada: até há pouco tempo, a mais pura de Souto.É estranho, pelo menos para mim, o modo como se fala de um bem essencial à vida, fala-se e trata-se como um mero negócio em que para incentivar as pessoas a consumir a água da rede de abastecimento público se fazem jogos, se inventam mentiras e nada se faz para melhorar a situação. Passou tudo a ser uma questão de lucro, de dinheiro…
As últimas obras realizadas pelas entidades públicas datam de 1962! Vejamos, por exemplo, o caso da nossa freguesia no que se refere às fontes. De um modo muito surpreendente, durante este ano foi aviso na Eucaristia que apenas duas fontes, das muitas que a nossa freguesia tem, se encontram próprias para consumo. È do conhecimento, a existência de pelo menos um departamento específico na câmara, que foi criado para resolver este tipo de problemas que é o Gabinete do Ambiente da Câmara Municipal da Feira ou então, pode-se recorrer ao Instituto nacional da Água. De certo que as entidades locais o sabem, portanto a população de Souto encontra-se na expectativa, à espera de que as entidades locais procurem a melhor maneira para solucionar este problema tão grave. No entanto, o tempo vai passando, a população vai esperando, e o ditado já é velho:”Quem espera, Desespera” no entanto ficamos na esperança de que “Quem espera Sempre alcança”.
Os habitantes de Pousada, preocupados com a situação da “Sua” fonte, deslocaram-se à Junta de Freguesia, com o objectivo de que esta possa fazer algo para a recuperar. Por enquanto estamos à espera mas enquanto esta não chega, e sem deixar cair os braços (como parece estar em moda…) tentam limpar a fonte para perceber o que se está a passar para que a água seja imprópria. A população reuniu-se e mandou realizar novas análises, e realmente veio a confirmação, a água está imprópria para consumo, devido à presença excessiva de ferro e sujidade (dejectos). Preocupados, e na tentativa de solucionar o problema, a população prometeu não deixar cair os braços e têm vindo a trabalhar com a esperança, que esta fonte volte a ser a mais pura da Freguesia, como até aqui foi….E fica à espera que as autoridades da nossa freguesia façam algo.
Nascente: manilha já com o ferro à vista no interiorPerante tudo isto, arrisco-me a pensar que afinal, que o que se passa em Terras de Stª Maria da Feira, se espalha às suas freguesias. Será que o abastecimento de água pública em Souto não está a lucrar aquilo que deveria face ao investimento feito? Agora vejamos: Porque é que as fontes de Souto estão impróprias? Apenas um exemplo: os mais antigos, de certo que se lembram do Regato da Leira da Mina, aquele que nascia na Quinta do Mirante e que passa na parte de trás do terreno onde agora estão implantados os edifícios de Habitação Social, em Pousada. Em conversa, na praia, onde se juntou um grupo de habitantes de Souto, surgiu a noticia de que esse antigo regato (outrora puro) agora não passa de um “Lamaçal” pois é utilizado para descarga das fossas de todo o lugar do Talegre. O certo é que essas descargas muitas vezes são feitas através de mangueiras e visíveis a quem quiser ver… e aquelas que não se vêm??? Foram feitas obras neste lugar há muito tempo e desde então, nunca mais foram esvaziadas determinadas fossas, é estranho não é? E mais, para onde são descarregadas as fossas das 33 habitações sociais, feitas e acompanhadas pela Câmara municipal de Stª Maria da Feira e pela Junta de Freguesia de S. Miguel de Souto?
Para mim isto é irrisório e impossível de ser verdade. Como é possível isto acontecer nos nossos dias? Pior, como é que é possível, isto acontecer e nada se fazer contra isto. Este texto pretende alertar as pessoas do que se passa, do que acontece debaixo dos nossos olhos e parece que continuamos pávidos e passivos a tal situação. Ah! Quase que me esquecia, este tal “Lamaçal”, passa por uma das duas únicas fontes que ainda estão próprias para consumo, a Fonte do Amieiro. Será que esta ainda se vai manter própria por muito mais tempo? Estejamos atentos…

Onde se situa a nascente da Fonte do Amieiro?

Será que vem dos matos por detrás da fonte? Será que vem do rio?

Do rio não, porque a cor que o rio tem não é a mesma que a água da fonte...
Foi em busca da resposta a esta pergunta que “Os Samaritanos” foram ao lugar de Valrico, no passado dia chuvoso, 30 de Outubro, entrevistar uma pessoa que tínhamos a certeza de que saberia dizer onde se situa verdadeiramente a nascente… e contar-nos, também, um pouco da sua história. E foi assim que o Sr. Mário (da mestra) nos fez uma pequena visita guiada à dita fonte e nos indicou onde se situa a nascente.
Fonte do Amieiro Perguntarão vocês: porquê que o Grupo de Jovens quererá saber onde se situa a dita nascente? O que é que ganham com isto? Pois é, os mais velhos costumam apelidar a juventude como uma gente inquieta, pessoas que não se conformam com as injustiças… e de facto, o que está acontecer com o ambiente, da freguesia é uma injustiça.
E as fontes da nossa freguesia fazem parte do nosso meio ambiente, fontes que nos preocupam porque numa freguesia tão pequena como a nossa, que tem apenas 7 fontes e apenas duas estão próprias para consumo! Ah, e uma das que segundo edital da Junta, dizem estar própria para consumo encontra-se fechada (Fonte Zeca Alcouce, Teobalde). Como poderemos ficar indiferentes perante uma situação destas…
Então, perante isto decidimos tentar desvendar os mistérios que estão a poluir as nossas fontes, começando assim pela Fonte do Amieiro, que é aquela que mais pessoas abastece, com a esperança de que sabendo um pouco da sua história possamos saber de onde vem a poluição.
A história da fonte começa em 1967 quando os responsáveis pela nossa junta de freguesia, o Sr. Adalberto Murteira e o Sr. António Morgado, deram os primeiros passos nesta história e colocaram o fontanário onde hoje se encontra, só que nascente de água não se encontra ai, encontra-se a poucos metros acima, no caminho de acesso (onde está hoje um poste). Na dita nascente, fizeram uma caixa para captar a água e entubaram-na até ao fontanário. Cerca de 20 anos mais tarde, por altura da construção da auto-estrada, a empresa que fazia a construção da mesma tinha um estaleiro, que se situava onde é hoje a Acail Gás, sendo lá onde se encontravam os trabalhadores. Estes necessitavam de água para beber e cozinhar e ouviram falar na dita fonte do Amieiro. Decidiram então, ver como era a fonte. Vendo que esta era boa e que tinha um bom caudal, pensaram em aumentar a caixa de recolha da água para terem mais água para eles e para a população. Começaram as obras. Com máquinas abriram uma vala maior, porém quando começaram a abrir viram que a maior parte da água não nascia ali, vinha por debaixo do caminho, então seguiram o rasto da água até chegarem ao sítio onde se situa agora a fonte, sítio que pensaram ser a nascente pois foi o local em que a água esguichou mais forte, que se situa a meio da estrada que nos leva à fonte. Tentaram partir a rocha, todavia nesse local a rocha era muito forte e muito difícil de partir. Iam fazer uma caixa em tijolo e cimento, quando chegaram os representantes da junta de freguesia o Sr. Alfredo Serrano e o Sr. Profirio Serrano, que disseram para eles irem buscar ao estaleiro duas manilhas, um anel e uma tampa em que envolveram em plástico, para fazer a caixa para captar a água e entubaram-na até ao fontanário, cobrindo a caixa com terra. Mais tarde devido ao caminho estar sempre enlameado decidiram encanar a primeira nascente para o rio para o caminho ser mais fácil de atravessar para os moinhos e depois no mandato do Sr. Serafim Pais foi colocada a calçada. E assim reza a história…
Agora muitas dúvidas ficam no ar, porque a partir desse dia nunca mais ninguém voltou a ver como estava a caixa ou até mesmo os canos que conduzem a água, e sempre que vamos à fonte de carro passamos com o carro por cima da nascente…

domingo, 16 de Setembro de 2007

A Árvore dos Amigos

Existem pessoas nas nossas vidas que nos fazem felizes pela simples casualidade de terem cruzado o nosso caminho. Algumas percorrem o caminho a nosso lado, vendo muitas luas passar, mas outras apenas vemos entre um passo e outro.

A todas chamamos amigos e há muitas classes deles. Talvez cada folha de uma
Árvore represente um dos nossos amigos.

O primeiro que nasce é o nosso amigo Pai e a nossa amiga Mãe, que nos mostram o que é a vida. Depois, vêem os amigos irmãos, com quem dividimos o nosso espaço para que possam florescer como nós. Passamos a conhecer toda a família de folhas a quem respeitamos e desejamos o bem.

Mas, o destino apresenta-nos outros amigos, os quais não saibamos que iriam cruzar-se no nosso caminho. A muitos deles chamamos-lhes amigos da Alma, do coração. São sinceros, são verdadeiros.

Sabem quando não estamos bem, sabem o que nos faz feliz. E às vezes um desses nossos amigos da alma estala no nosso coração e então chamamos-lhe um Amigo Namorado. Esse dá brilho aos nossos olhos, música aos nossos lábios, saltos aos nossos pés.

Mas também há aqueles amigos de passagem, talvez umas férias ou uns dias ou umas horas. Eles colocam-nos sorrisos no rosto durante o tempo que estamos com eles.
Falando do assunto, não podemos esquecer os amigos distantes, aqueles que estão na "ponta das ramas" e que quando o vento sopra, sempre aparecem entre uma folha e outra.


O tempo passa, o Verão vai-se, o Outono
aproxima-se e perdemos algumas das nossas folhas, algumas nascem noutro Verão e outras permanecem por muitas estações.

Mas o que nos deixa mais felizes, é que as
folhas que caíram continuam junto, alimentando a nossa raiz com alegria.

São recordações de momentos maravilhosos de quando se cruzaram no nosso caminho.

Desejo-te, folha da minha árvore, paz, amor, sorte e Prosperidade. Hoje e sempre... Simplesmente porque cada pessoa que passa na nossa vida é única. Sempre deixa um pouco de si e leva um pouco de nós.

Haverá os que levam muito, mas não haverá os que não nos deixam nada.

Esta é a maior responsabilidade da nossa vida e a prova evidente de que duas almas não se encontram por casualidade.

Fomos jogar à bola! - Janeiro 2004



Somos os "vermelhos".
Em pé: Vítor, Ricardo, Élio, Manel, Igor, Bruno e Hélder.
Em baixo: Litos, Fiipe Almeida, Mário e Filipe Ribeiro.

Magusto Serra da Freita - 2003



Fátima 2003





O Bom Samaritano

Um dia um doutor da lei pôs uma questão a Jesus, pensando que O apanharia em falso.

- Que devo fazer - perguntou ele - para alcançar a vida eterna?

- Conheces a lei. Que diz ela?

- Deves amar a Deus de todo o coração e ao próximo como a ti mesmo.

- Respondeste bem – disse-lhe Jesus.

- Mas quem é o meu próximo?

Em resposta, Jesus contou a seguinte história: «Certo homem viajava de Jerusalém para Jericó. No caminho foi assaltado por ladrões que o despojaram das suas roupas, lhe deram pontapés e bateram e o deixaram, semimorto, na berma da estrada. Pouco depois passou um sacerdote e, vendo-o, atravessou para o outro lado. Seguiu-se um levita, um dos assistentes dos sacerdotes no Templo. Também ele olhou de relance e passou de largo. «0 terceiro viajante que se aproximou era um samaritano. Ao ver o homem semi inconsciente e coberto de sangue ficou cheio de compaixão. Limpou-lhe cuidadosamente os ferimentos com vinho e azeite antes de os ligar com tiras de linho. Colocou depois o desconhecido sobre o seu próprio jumento e levou-o até à estalagem mais próxima, onde cuidou dele durante toda a noite. No dia seguinte, antes de partir, deu dinheiro ao
estalajadeiro para que nada faltasse ao doente.

« - Se gastares mais do que isto, pagar-te-ei da próxima vez que aqui passar » – disse-lhe.

- Diz-me agora qual destes três homens foi o verdadeiro próximo - perguntou Jesus ao doutor da lei.

- O samaritano.

- Exactamente. Lembra-te desta história e procede com os outros tal como o bom samaritano.

A importância de ser árvore

Desde muito cedo na história do Homem que a floresta apresenta uma grande ligação com o nosso imaginário, como morada dos contos de fadas, de monstros e animais selvagens reais, local de armadilhas e assaltos por parte de ladrões e salteadores, em resumo, como um local de grande mistério e de rara beleza.
Hoje em dia, as comemorações do Dia da Árvore (iniciaram-se em Portugal há 34 anos, no inicio da Primavera) revestem-se muito mais de carácter ambiental, do medo de perdermos as nossas florestas e de tudo o que de bom delas advém.
As árvores são veículos privilegiados para a transmissão de mensagens de preservação do ambiente. Todos conhecem a árvore abrigo - da chuva, do sol, do vento - como também conhecem a árvore oxigénio, a árvore paisagem, a árvore de fruto, da mobília ou da rolha de cortiça e até a árvore de Natal, que tanta magia traz aos miúdos. No entanto, não nos podemos esquecer de todas as outras funções que as árvores desempenham sozinhas ou em grupo, permitindo uma melhoria da qualidade de vida dos ecossistemas.
Embora a mensagem de preservação das árvores pelo ambiente passe para as camadas mais jovens, o ambiente por si não constitui fonte de preocupação para a maioria das pessoas de gerações mais velhas. Estas gerações ainda não compreendem o papel primordial que as árvores assumem para o Homem.
Para as gerações mais velhas há preocupações mais importantes a considerar, como as doenças ou o ter uma boa casa. O que essas gerações não sabem ou não entendem é que a preservação da floresta poderá constituir uma solução para muitos desses males. Não esqueçamos que são essas gerações que recorrem a remédios tradicionais, confiando em produtos vindos da floresta para curar esta ou aquela maleita.
Talvez não tenhamos consciência, mas as árvores encontram-se em perigo. Todos os anos são devastados milhares de hectares de floresta, ora pelos incêndios, ora pelo Homem – para comercialização de bens provenientes da floresta. Desta ameaça, toda a vida do planeta se encontra em perigo, uma vez que a árvore é o suporte de toda a vida – a par com a água.
E se neste dia plantássemos todos uma árvore no quintal ou na floresta mais próxima? Façamos isso, por nós…

Caixa de beijinhos

Há algum tempo atrás uma mãe puniu o seu filho de 5 anos por estragar um rolo de papel dourado que tinha por fim decorar uma caixa a ser colocada sob a Árvore de Natal. Na manhã seguinte à noite de Natal, o menino trouxe a caixa e entregou-a à mãe dizendo: "Isto é para ti, mãe". A mãe ficou embaraçada pela reacção precipitada, mas a sua raiva aflorou quando viu que a caixa estava vazia, e falou rudemente com o menino: "Tu não sabes que quando se dá um presente alguém é suposto haver alguma coisa dentro do pacote?". O menino olhou-a lavado em lágrimas e disse:"Oh, mas a caixa não está vazia, mãe. Eu soprei para dentro dela, até ficar cheia de beijos". A mãe ficou arrasada. Ajoelhou-se e pedindo perdão ao filho pela sua ira irracional, e abraçou-o com ternura. Pouco tempo depois, um acidente tirou a vida ao menino e a mãe guardou aquela caixa dourada perto da sua cama durante toda a sua vida. Sempre que estava deprimida ou tinha de enfrentar problemas, ela abria a caixa e imaginariamente tirava um beijo recordando assim o amor que a criança tinha colocado lá.
Verdadeiramente, cada um de nós tem recebido uma caixa dourada cheia do amor da família e dos amigos.
Não há maior tesouro!

O cachorrinho

Um rapazinho passou diante de uma loja que vendia cachorrinhos. Entrou e perguntou:
- Quanto custa cada cachorrinho?
O dono respondeu:
- Entre 30 a 50 dólares.
Disse o rapazinho:
- Tenho apenas 3 dólares, posso vê-los?
O dono assobiou e do canil saíram cinco "bolinhas de pêlo". Um deles ia ficando bastante para trás.
O rapazinho reparou imediatamente no cachorrinho atrasado e a coxear. Perguntou:
- O que é que ele tem?
O dono da loja explicou que o cãozinho tinha um defeito na anca e que seria sempre coxo. O miúdo prontamente disse:
- É esse mesmo que eu quero comprar!
O dono comentou:
- Não, não precisas de o comprar. Se o quiseres, dou-to.
O rapazinho ficou muito aborrecido. Olhou nos olhos o dono da loja e disse:
- Não quero que mo dê. Este cãozinho vale tanto como os outros. Dou-lhe já os 3 dólares e pagarei o resto por prestações até fazer um total de 50 dólares.
O dono da loja insistiu:
- Não vais querer comprar este cachorrinho. Nunca vai conseguir correr e saltar como os outros.
Ao ouvir isto, o rapazinho, baixando-se e levantando a perna da calça, mostrou a perna esquerda muito torta e defeituosa, presa por um grande aro de metal. Olhou para o dono da loja e respondeu:
- Bom, eu também não corro muito e o cachorrinho vai precisar de alguém que o compreenda...

O copo de leite

Certo dia, um miúdo bateu à minha porta. Pediu um copo de água. Olhando o aspecto degradado e pobre, e a tristeza daquele rosto, na minha boa fé, ofereci-lhe um copo de leite, em vez do copo de água. A criança agradeceu, emocionada...
Passados muitos anos, tive uma doença terrível, quase fatal, que me atirou para uma cadeira de rodas... Mas para além desta infelicidade, tinha muitas dificuldades em pagar os tratamentos e a cirurgia. Numa dessas sessões de tratamento, um médico aproximou-se de mim, olhou o boletim e reparou nos custos correspondentes à terapia...
Surpreendido, olhou-me nos olhos e disse-me emocionado: «Não se preocupo com os custos. Está tudo pago com um copo de leite...»

Acampamento Quinta das Lajes


Flor de Primavera Posted by Hello


A primavera chegará, mesmo que ninguém mais saiba seu nome, nem acredite no calendário, nem possua jardim para recebê-la. A inclinação do sol vai marcando outras sombras; e os habitantes da mata, essas criaturas naturais que ainda circulam pelo ar e pelo chão, começam a preparar sua vida para a primavera que chega.
Finos clarins que não ouvimos devem soar por dentro da terra, nesse mundo confidencial das raízes, — e arautos sutis acordarão as cores e os perfumes e a alegria de nascer, no espírito das flores.
Há bosques de rododentros que eram verdes e já estão todos cor-de-rosa, como os palácios de Jeipur. Vozes novas de passarinhos começam a ensaiar as árias tradicionais de sua nação. Pequenas borboletas brancas e amarelas apressam-se pelos ares, — e certamente conversam: mas tão baixinho que não se entende.
Oh! Primaveras distantes, depois do branco e deserto inverno, quando as amendoeiras inauguram suas flores, alegremente, e todos os olhos procuram pelo céu o primeiro raio de sol.
Esta é uma primavera diferente, com as matas intactas, as árvores cobertas de folhas, — e só os poetas, entre os humanos, sabem que uma Deusa chega, coroada de flores, com vestidos bordados de flores, com os braços carregados de flores, e vem dançar neste mundo cálido, de incessante luz.
Mas é certo que a primavera chega. É certo que a vida não se esquece, e a terra maternalmente se enfeita para as festas da sua perpetuação.
Algum dia, talvez, nada mais vai ser assim. Algum dia, talvez, os homens terão a primavera que desejarem, no momento que quiserem, independentes deste ritmo, desta ordem, deste movimento do céu. E os pássaros serão outros, com outros cantos e outros hábitos, — e os ouvi­dos que por acaso os ouvirem não terão nada mais com tudo aquilo que, outrora se entendeu e amou.
Enquanto há primavera, esta primavera natural, prestemos atenção ao sussurro dos passarinhos novos, que dão beijinhos para o ar azul. Escutemos estas vozes que andam nas árvores, caminhemos por estas estradas que ainda conservam seus sentimentos antigos: lentamente estão sendo tecidos os manacás roxos e brancos; e a eufórbia se vai tornando pulquérrima, em cada coroa vermelha que desdobra. Os casulos brancos das gardênias ainda estão sendo enrolados em redor do perfume. E flores agrestes acordam com suas roupas de chita multicor.
Tudo isto para brilhar um instante, apenas, para ser lançado ao vento, — por fidelidade à obscura semente, ao que vem, na rotação da eternidade. Saudemos a primavera, dona da vida — e efêmera.

Mensagem de Primavera


Flor de Primavera Posted by Hello


A primavera chegará, mesmo que ninguém mais saiba seu nome, nem acredite no calendário, nem possua jardim para recebê-la. A inclinação do sol vai marcando outras sombras; e os habitantes da mata, essas criaturas naturais que ainda circulam pelo ar e pelo chão, começam a preparar sua vida para a primavera que chega.
Finos clarins que não ouvimos devem soar por dentro da terra, nesse mundo confidencial das raízes, — e arautos sutis acordarão as cores e os perfumes e a alegria de nascer, no espírito das flores.
Há bosques de rododentros que eram verdes e já estão todos cor-de-rosa, como os palácios de Jeipur. Vozes novas de passarinhos começam a ensaiar as árias tradicionais de sua nação. Pequenas borboletas brancas e amarelas apressam-se pelos ares, — e certamente conversam: mas tão baixinho que não se entende.
Oh! Primaveras distantes, depois do branco e deserto inverno, quando as amendoeiras inauguram suas flores, alegremente, e todos os olhos procuram pelo céu o primeiro raio de sol.
Esta é uma primavera diferente, com as matas intactas, as árvores cobertas de folhas, — e só os poetas, entre os humanos, sabem que uma Deusa chega, coroada de flores, com vestidos bordados de flores, com os braços carregados de flores, e vem dançar neste mundo cálido, de incessante luz.
Mas é certo que a primavera chega. É certo que a vida não se esquece, e a terra maternalmente se enfeita para as festas da sua perpetuação.
Algum dia, talvez, nada mais vai ser assim. Algum dia, talvez, os homens terão a primavera que desejarem, no momento que quiserem, independentes deste ritmo, desta ordem, deste movimento do céu. E os pássaros serão outros, com outros cantos e outros hábitos, — e os ouvi­dos que por acaso os ouvirem não terão nada mais com tudo aquilo que, outrora se entendeu e amou.
Enquanto há primavera, esta primavera natural, prestemos atenção ao sussurro dos passarinhos novos, que dão beijinhos para o ar azul. Escutemos estas vozes que andam nas árvores, caminhemos por estas estradas que ainda conservam seus sentimentos antigos: lentamente estão sendo tecidos os manacás roxos e brancos; e a eufórbia se vai tornando pulquérrima, em cada coroa vermelha que desdobra. Os casulos brancos das gardênias ainda estão sendo enrolados em redor do perfume. E flores agrestes acordam com suas roupas de chita multicor.
Tudo isto para brilhar um instante, apenas, para ser lançado ao vento, — por fidelidade à obscura semente, ao que vem, na rotação da eternidade. Saudemos a primavera, dona da vida — e efêmera.

Semana Cultural - 2003















Feira de Artesanato - 2003











O Cristão é um sonhador!

Nunca tinha estado numa comunidade assim!
A igreja não tinha nada de especial, mas as pessoas...
Atrás de mim estava uma senhora que parecia um granadeiro encolhido e alargado. Pretíssima, com 120 kg (pelo menos!), um incrível vestido cor de rosa e um chapéu de abas enormes também rosa. Cantava a plenos pulmões e ao abraço da paz quase me sufocava. Ao meu lado, no mesmo banco, um timidíssimo irlan dês muito esguio seguia extasiado a liturgia, juntamente com a mulher, uma indiana pequeníssima. Um coro formado por jovens, outro por adultos... cantavam muito bem. Todas as cores das raças humanas e todos os povos do mundo estavam ali representados, numa vulgar Missa dominical naquela paróquia de Detroit, nos EUA... e ali, numa igreja da periferia, brancos e pretos abraçavam-se contentes...
Lembrei-me de Martin Luther king que, há mais de trinta anos, organizava uma manifestação pacífica pelos direitos dos negros nos EUA
Mataram-no, mas eu via que se estava a realizar um pedaço do meu sonho.
Sim, tinha sido de sonho que ele falara num famoso discurso pouco antes de morrer:
«Sonho com um mundo em que brancos e negros possam viver juntos livres do medo...»
Depois, ouviu-se uma rajada de tiros e muitos pensaram que seria inútil sonhar. «Não penses que conseguirás o mundo.
Muito menos tu!» Quantos não pensarão assim e farão tudo para esfriar o entusiasmo e a boa vontade dos jovens! Mas este mundo não me agrada. Guerras, refugiados, fomes, droga, máfia, homicídios, famílias divididas, consumismo, suicídios, corrupção, poluição...
Não, não gosto dele. É preciso saber sonhar algo diferente e só quem tiver a força de não renunciar aos sonhos poderá mudar alguma coisa!
Foi porque a Madre Teresa de Calcutá soube sonhar que agora há três mil religiosas que se esforçam por melhorar a vida de milhares de pobres. Foi porque Lech Walesa acreditou que as coisas poderiam mudar que caiu o Muro de Berlim e se esfumaram tantas ditaduras.
O cristão nunca pode dizer: «Não há nada a fazer» porque é discípulo de Jesus que até ressuscitou os mortos.
Baden Powell, fundador do escutismo, propunha aos seus jovens este
compromisso: «Deixai o mundo um pouco melhor do que o tiverdes encontrado.»
Sim, jovens, é preciso saber sonhar coisas belas!

Acampamento Serra da Freita - 2001









Coro Jovem

Nascido durante o ano lectivo de 2000 / 2001, vamos lhe atribuir como data de fundação, a data do crisma desse ano lectivo, 17 de Julho de 2001.
A ideia da criação do grupo coral jovem, partiu dos catequistas do crisma, e pretendia-se que o grupo coral complementa-se a caminhada para a confirmação. Seria um complemento mais prático com participação activa nas liturgias. Assim, algumas celebrações eram totalmente animadas por este grupo de crisma, leitores, acólitos e também o canto eram assegurados por este grupo de crisma. Com o grupo coral pretendeu-se fazer uma ponte entre o crisma e a vida paroquial, para que uma vez terminada a catequese, estes jovens podessem continuar a servir a comunidade.
Hoje, o grupo coral Jovem continua a fazer esta ligação, tanto com o grupo de crisma, mas também com o grupo de jovens e com outros grupos de catequese mais novos. O grupo coral jovem anima uma celebração por mês (celebração de sábado, às 18h em horário de inverno, às 19h em horário de verão). Tem no seu repertório músicas essencialmente viradas para os jovens, não esquecendo no entanto a vertente litúrgica e a adequação dos cânticos aos tempos próprios (sendo que, por vezes, é uma tarefa bem difícil).
Não se querendo fechar na animação das celebrações, o grupo coral já levou avante outras actividades que não a animação da liturgia. Em conjugação com o grupo de jovens, que promove todos os anos uma ceia de Natal, o grupo coral propôs-se a animar essa ceia, isto é, uma vez terminado o jantar promover a animação do resto da noite. E para isto cantamos músicas de espírito natalício, mas de autores da música pop-rock nacional, “Podia ser Natal” – Miguel Ângelo, António Ribeiro; “Presépio de Lata” – Rui Veloso, Carlos Tê; “Uma Rocha Negra” – Tim, Andreia; “Ter Alguém (Ter Fé)” – Quinta do Bill.
Queremos continuar a dar o nosso melhor à comunidade e com a nossa ajuda poder trazer muitos jovens às celebrações e actividades paroquiais.


Constituição:
Direcção musical: Hélder Santos e Cláudia Santos
Grupo coral: cerca de 25 elementos

O Reviver

O jornal "O Reviver" é totalmente elaborado pelo grupo de jovens. Este jornal tem oito anos de existência, foi no já distante dia trinta de Julho de 1995 que foi editada a primeira edição.
Com o decorrer dos anos os recursos foram melhorando e, actualmente o grupo possui um computador onde todo o jornal é editado.
Com muita dedicação e empenho, vamos continuar o nosso trabalho com o intuito de tornar "O Reviver" um jornal cada vez melhor.

Souto: as tradições

Uma das mais antigas e curiosas tradições da Freguesia diz respeito aos direitos paroquiais que, actualmente, já quase desapareceram.
Uma das poucas que ainda vigora, embora registe alterações, é a “oblata”, uma prestação em géneros que os Reitores recebiam no dia de São Miguel, cujo montante variava segundo o estado civil dos paroquianos. Os casados e os viúvos pagavam três quartas de milho e uma medida de linho; as viúvas e os solteiros, pagavam, respectivamente, metade e a quarta parte dos primeiros.
O linho era devido pela procissão das Ladainhas que, outrora, se realizava em todos os sábados da Quaresma, entre a Igreja Matriz e a Ermida de Nossa Senhora da Guia.
Os Reitores tinham também direito ao “trigo do Bôdo”, que vencia no primeiro domingo de Agosto, e que era pago juntamente com a “oblata”. A capitação era a seguinte: casados e viúvos, uma quarta; viúvas, um celamim; solteiros, meio celamim. O Reitor retribuía com o “vinho de Bôdo”, distribuído, no Largo da Capela das Almas, o que suscitava o júbilo popular: meia canada de vinho, aos primeiros; um quartilho, às segundas; e meio quartilho, aos terceiros.
O “direito de primícias” consistia no seguinte: “Todos os que trazem vacas de leite paridas em casa, estão obrigados a vir ofertar a esta Igreja todo o leite que se tira na manhã de Domingo do Espírito Santo e a manteiga da semana antes do dito Domingo e isto todos os anos”.
Por óbito de um paroquiano, casado, viúvo ou solteiro, o Reitor tinha direito a doze alqueires de trigo, o chamado “trigo de mortório”, e a um carneiro. No domingo imediato ao do funeral, os doridos mandavam ao pároco “pão branco e vinho maduro na importância de 200 réis e um palmo de candeia (vela)”. O ofertório repetia-se em todos os domingos do ano fúnebre, devendo os doridos enviar, ao pároco, “um quartilho de vinho maduro, dezasseis réis e meio de pão branco cozido e um palmo de candeia”. Esta oferta denominava-se “cestinha”, porque os géneros ofertados eram conduzidos numa pequena cesta.
Pela leitura e certidão de banhos, os noivos ofereciam uma galinha. Aliás, por qualquer certidão, era devida uma galinha.
Nos baptizados, o padrinho deixava, ao Reitor, uma vela e uma oferta arbitrária.
Esta forma de remunerar os serviços paroquiais era normal, na época. O Rei, por exemplo, pagava aos vassalos que o serviam numa guerra, com préstimos e doações de terras; e recebia, em géneros, os tributos da nação. Um dos tributos era o jantar (“colheita”) servido ao monarca quando este se deslocava a uma determinada localidade.
Estes costumes foram, pormenorizadamente, descritos pelo Reitor Manuel Álvares da Mota, no seu Livro dos Capítulos.
FESTAS E ROMARIAS: Realiza-se a festa em honra de Nossa Senhora do Parto, no primeiro fim de semana de Julho, no Largo de Souto, durante três dias.
A devoção à Nossa Senhora da Guia é muito antiga e a festa celebra-se em 8 de Setembro, em Tarei, com a duração de três dias.
A festa de São Miguel de Souto, padroeiro da Vila, soleniza-se no último fim de semana de Setembro, no Largo do Souto. Faz-se, durante os festejos, um curioso e famoso “concurso de sopas”.

Souto: um pouco de história

No século V, os povos germânicos Godos e Suevos instalaram-se na Península. Em muitas regiões, encontraram núcleos populacionais surgidos com a romanização e que, a partir dos primeiros séculos da era cristã, desceram dos castros, povoando o litoral e as planícies.

Apesar de não existirem registos da época relativos a Souto, o primeiro povoamento da Freguesia teve, certamente, essa mesma origem.

No ano de 897, Gondezindo Eriz, homem rico da região, fez uma importante doação ao Mosteiro de Pedroso, na qual citava o “Mosteiro de São Miguel (...) na Uilla Acibeto (Azevedo)”, referindo-se ao território que hoje se designa por São Miguel de Souto.

Em 1050, o conde Gonçalo Viegas mandou fazer um inventário dos seus bens, em que se lê o seguinte: “item na vila de Proselhe (Mosteirô) a herdade de Adôr (...) item em Proselhe o Mosteiro que chamam Sala, que foi da condessa Dona Ildara e o deu ao abade Fraiulfo (...) item o Mosteiro de São Julião, por inteiro, que foi do abade Fraiulfo (...)”. Menciona-se, desta forma, o Mosteiro de São Julião, que se situava junto ao rio São Gião, entre Proselhe (hoje, Mosteirô) e Macieira, povoações que originaram os topónimos dos lugares de Macieira e de São Gião, na actual freguesia de Souto.

A primeira referência ao nome da Freguesia surge na doação que Aimar, sua mulher, filha e netos fazem à Sé de Coimbra, nos seguintes termos: “Esta é a carta de testamento que nós, Aimar e minha mulher Suzana, Makil, nossa filha, e Martinho e Gilvira, filhos dela, em são juízo e de nossa livre vontade, fazemos à Igreja de Santa Maria da Sé Episcopal de Coimbra e ao bispo do mesmo lugar, D. Maurício, e clérigos com ele assistentes (Cabido) de metade das herdades abaixo nomeadas e já descritas na carta de doação das mesmas, que Hermêncio Rodrigues fez a Cid Fredariz e mulher Capdamia. E jazem os outros herdeiros entre Douro e Vouga, no território de Santa Maria (...) e mais doamos o nosso quinhão das igrejas de São Vicente de Pereira e de São Miguel de Souto e de São Lourenço, como constam da carta supradita. Feita em 12 Dezembro 1107.”

A aldeia ou lugar de Souto surge, em 1142, com a designação de “vila Souto”, numa doação de Godinho Guimarães aos cónegos do Mosteiro de São Salvador de Grijó: “Eu, Godinho Guimarães, dou a vós, cónegos do Mosteiro de São Salvador de Grijó, a minha herdade que tenho na «vila» de Macieira, a saber: metade da herdade de meu avô Bertuflo e a terça parte da herdade de Cid Vermuiz e a herdade de Gonçalo Sarrazino e Frenile em São Jião, ou seja, a sexta parte de toda a «vila». E a terça menos a oitava do casal de Dona Froila. E a meia oitava do casal de Mido... Dou o texto na vila já mencionada a sexta parte inteira das referidas herdades com todos os seus préstimos por onde as puderdes identificar determinadas por seus antigos limites. E começa a divisória na pedra onde chamam Forca del Cid Cavalo e vai ao Louriçal e daí pelo Enxúdrio atravessa o rio de Guandia e vai às pedras sicillatas que estão entre Mosteirô (monasteriolo) São Jião e torna ao rio, correndo por ele até à extrema do casal de D. Froila onde, deixando o rio, corta para o sul pela Pedra Grande, contornando o monte e o casal de D. Froila o limita com a «vila Souto» e vai à presa da água do moinho de Souto e vai à pedra que está no casal do Mido e Valdemar, daí à espinha do valo que divide Barrela de Macieira e torna ao rio já nomeado no sítio onde entra nele a água de Caritôso e vai por ele até à saída da água e vai aos «báculos» que estão entre Travanca e Macieira e daí pelo valo antigo, incluindo o casal de Patre e Areias, vai ao rio de Palumbos que atravessa para norte e ao moinho velho e continua pelo Rego até onde foi a presa d’água que está entre Frenile e casal da Torre e daí pelo valo que está sobre a Fonte-Cova e daqui à pedra da sobredita Forca de Cid. Ano 1142 (Baio Ferrado).”

Em 1152, Pedro Paio doa metade dos seus bens ao Mosteiro de Grijó, na condição de ser sepultado neste Mosteiro. Em compensação, recebe dos cónegos, para usufruir até à sua morte, a herdade legada ao Mosteiro por D. Bona.

A Igreja Paroquial situa-se longe da Freguesia, porque surgiu no lugar do Mosteiro e os monges edificavam as suas fundações em ermos.

Em 27 de Agosto de 1933, foi inaugurada a rede eléctrica de Souto, obra de um grupo de Soutenses.

Em 30 de Março de 1992, foi aprovada, em Assembleia de Freguesia, a proposta de promoção da freguesia de Souto a Vila, com a designação de São Miguel de Souto. A Assembleia Municipal de Santa Maria da Feira emitiu parecer favorável, em 29 de Maio de 1992, e a Assembleia da República, em reunião plenária de 20 de Maio de 1993, elevou a povoação de Souto à categoria de Vila.

O Padre Jorge Pires de Figueiroa foi o primeiro Reitor de Souto. Era um dos capelões privativos de D. Maria, segunda esposa de D. Manuel I. Após o falecimento da soberana, ficou ao serviço de sua filha, a Infanta D. Isabel, mulher do Imperador Carlos V, e integrou o séquito que a acompanhou, quando partiu para Castela, em 1525. D. Isabel de Portugal faleceu muito jovem e o Padre Jorge Pires de Figueiroa, finda a sua missão na corte imperial, regressou ao país natal, alcançando provimento na Paróquia de Souto, muito cobiçada, na época. Faleceu em 1544.

Em 19 de Abril de 1504, o benefício paroquial foi convertido, por Bula, em Comenda da Ordem de Cristo, cujo primeiro Comendador foi Gaspar Dias de Landim. O último Comendador de Souto foi o Marquês de Valença.

D. Miguel Vaz Guedes de Ataíde Azevedo Malafaia foi o último